Novidades

29 MAI
Guia: saiba como escolher o lubrificante certo para seu motor

Guia: saiba como escolher o lubrificante certo para seu motor

Você sabe como escolher o melhor tipo de óleo para cada situação? (John Deere/Divulgação)

Você já ouviu que sempre deve usar o óleo lubrificante indicado pelo fabricante. E isso não é mito, pelo contrário. Seja na hora de trocar ou de completar o nível do óleo, é fundamental seguir o tipo e as especificações indicadas no manual do proprietário. Isso vale para qualquer veículo: leve, pesado e, inclusive, máquinas agrícolas.

Assim como o sangue é vital para nosso corpo, o óleo lubrificante é essencial para o veículo. Ele ajuda a aumentar a durabilidade das peças, melhora o desempenho do equipamento e diminui o consumo de combustível. “Uma das suas principais funções é a lubrificação, por isso é importante obedecer a viscosidade especificada pelo fabricante.

Outro papel importante é que o óleo cria uma película de proteção para evitar que as peças tenham contato umas com as outras”, afirma o professor Luiz Vicente de Mello Filho, coordenador de engenharia mecânica da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Além disso, ele atua na refrigeração do motor, regulando a sua temperatura, e tem efeito antioxidante e função de limpeza, levando sujeiras ao circular pelo motor”, completa.

É pelo conjunto de todas essas atribuições que são feitos inúmeros testes e são gastas horas de pesquisa pelos fabricantes para definir qual é o melhor tipo de lubrificante para cada motor.

Não se esqueça também de obedecer aos prazos de troca, seja por quilometragem ou tempo no caso dos carros ou por horas de trabalho no caso das máquinas agrícolas. Com o uso, o lubrificante perde as suas propriedades e, consequentemente, a sua eficiência.

Na hora de comprar o lubrificante, você deve checar as siglas que estão no rótulo. São duas: viscosidade e desempenho (API ou Acea). A viscosidade é a capacidade do óleo de escorrer, sendo a característica mais importante, classificada pela Society of Automotive Engineers (SAE).

Quanto maior o número, mais viscoso ele será. E quanto mais viscoso, menos o óleo escorrerá e assim mais tempo ficará entre as peças. “Se a viscosidade for muito mais alta que a indicada para aquela aplicação, haverá dificuldade na partida a frio. Por outro lado, se for mais baixa, poderá causar danos ao motor, com desgaste prematuro das peças”, alerta o professor Mello Filho.

Há outra sigla, o W (do inglês winter), que indica que o óleo é recomendado para baixas temperaturas e atua reduzindo o desgaste na partida a frio.

Já as siglas API (American Petroleum Institute) e Acea (do francês Association des Constructeurs Européens d’Automobiles) vêm de entidades internacionais que avaliam o desempenho dos lubrificantes. O API adota a letra S para motores a gasolina, flex ou gás natural e C para os motores a diesel. Em seguida há uma segunda letra, por exemplo, CI, CJ ou CK. Quanto “maior” for a segunda letra no alfabeto, mais tecnológico e de melhor qualidade será o lubrificante.

Assim como carros, máquinas agrícolas também exigem cuidado na hora da escolha dos produtos para manutenção (John Deere/Divulgação)

Há lubrificantes minerais, sintéticos e semissintéticos. Os minerais usam elementos derivados do petróleo, sendo em geral mais em conta. Já o sintético é feito com componentes químicos em laboratório, o que significa maior controle e um produto de qualidade superior. Por fim, os semissintéticos empregam bases minerais e sintéticas, juntando o melhor de cada tipo.

É por isso que não se deve misturar óleos sintéticos e minerais, o que pode comprometer o desempenho e produzir borra no motor. “Nunca se deve misturar tipos diferentes, mas o certo é nem sequer combinar marcas diferentes, ainda que tenham as mesmas especificações”, orienta Mello Filho.

Existem lubrificantes específicos para motos, carros a gasolina, carros a diesel e inclusive tratores e equipamentos do tipo. Nem todo lubrificante serve para a mesma coisa. Para máquinas agrícolas, existem até produtos específicos para amaciar o motor. Já pensou? Isso porque, de acordo com a sua aplicação, o lubrificante conta com uma viscosidade, pacotes de aditivos, durabilidade e temperatura de trabalho diferentes.

“Assim como temos óleo para motor, transmissão e fluidos específicos para freio e direção, temos tipos exclusivos para cada parte da máquina agrícola. E eles devem ser obedecidos. Afinal, ficar com uma máquina parada quando mais se precisa é um enorme problema. E o conserto ainda pode levar semanas”, diz Daniel Zacher, engenheiro da SAE Brasil. Por isso, olho aberto. Fique atento ao tipo e aos prazos de troca dos lubrificantes para não ter problemas.

Na hora de comprar o lubrificante, a John Deere, uma das maiores empresas de máquinas agrícolas do mundo, oferece uma lista bem variada de produtos desenvolvidos especialmente para seus equipamentos.

O TORQ-GARD™ II (API CI-4), por exemplo, é um óleo multiviscoso, de alto desempenho e performance superior, indicado para os motores diesel John Deere e também para os motores de outros fabricantes. Esse óleo é recomendado para motores de alto rendimento, como os turboalimentados utilizados em tratores, colheitadeiras, caminhões e geradores a diesel. Sua aplicação permite melhor desempenho e aumento da vida útil do motor e aproveitamento da potência.

O lubrificante já vem com aditivos e, na verdade, acrescentar outros componentes pode comprometer a eficiência do produto. “Não há necessidade de acrescentar mais aditivos e isso pode até alterar a composição química do lubrificante, com risco de prejudicar o funcionamento do motor”, alerta Mello Filho.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

21 ABR

Pena maior ao motorista embriagado, colecionador de caminhões e mais destaques da semana de carros e motos

Confira os destaques de 14 a 20 de abril em carros e motos: Pena maior para motorista bêbado Bafômetro acusa concentração de 0,81 mg de álcool por litro de ar expelido, após teste de motorista preso após manobra brusca perto de policiais rodoviários federais, em Abadiânia, no centro de Goiás, nesta sexta-feira (30) (Foto: Polícia Rodoviária Federal/Divulgação) Desde a última quinta-feira (19) a pena para motorista embriagado que causar... Leia mais
05 MAR

Clássicos: o popular VW Gol 1000

O Gol popular tinha piscas sempre na cor âmbar  (Christian Castanho/Quatro Rodas) O VW Gol era o carro mais querido do Brasil no final dos anos 80. A liderança absoluta do mercado a partir de 1987 coincidiu com a apresentação da versão esportiva GTS, seguida do desejado GTi, em 1988. Mesmo as versões comuns CL e GL eram muito apreciadas pela dirigibilidade agradável e pela fama de inquebrável. Mas uma nova ameaça surgiu em agosto de 1990: o Fiat... Leia mais
05 MAR

Longa Duração: nosso Renault Kwid demorou, mas chegou

Kwid Intense: estaremos juntos por 60.000 km (Christian Castanho/Quatro Rodas) Desde a chegada do Hyundai HB20, em 2012, o mercado não manifestava tanto interesse por um automóvel. Tanta euforia foi repetida no ano passado, agora pelo Renault Kwid. Falou-se por meses sobre o subcompacto de baixo custo que chegaria ao Brasil. E olha que alguns meses antes veio a notícia do fraco desempenho em testes de segurança com uma unidade produzida na Índia. Em... Leia mais
05 MAR

Teste: Honda City ganha mudanças, mas continua sem o ESP

Grade, faróis e para-choque redesenhados  (Léo Sposito/Quatro Rodas) Sabendo da renovação do segmento de sedãs médio-compactos, com a chegada de Fiat Cronos e VW Virtus, a Honda tratou de atualizar o City. A mexida no visual foi discreta. E seu ponto fraco continua inalterado: não foi desta vez que o City ganhou o controle de estabilidade (ESP) – e nem como opcional. Esse recurso está disponível nos novos rivais e até em modelos de segmentos... Leia mais
05 MAR

Gol e Voyage perdem versões após chegadas de Polo e Virtus

O Gol foi mais um modelo da Volkswagen que perdeu versões após os últimos lançamentos (Divulgação/Volkswagen) A Volkswagen segue reposicionando os seus modelos mais antigos após as chegadas dos lançamentos. Desta vez, a marca deixou de oferecer as versões mais caras do Gol e do Voyage. O motivo são os novos Polo e Virtus, que passaram a ter preços próximos aos veteranos. O hatch, após receber o primeiro aumento desde o lançamento, é oferecido... Leia mais
05 MAR

Preços do Renault Kwid sobem e passam dos R$ 30 mil

Versão de entrada do Kwid fez voto de pobreza, mas garante quatro airbags (Divulgação/Renault) Menos de quatro meses após o primeiro aumento, a Renault reajustou novamente os preços do Kwid. A diferença, agora, é que o preço da versão inicial Life também aumentou, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos R$ 30 mil. O aumento médio dos preços foi de R$ 500, mas o maior reajuste foi justamente para a versão Life, que não teve adição de... Leia mais