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24 MAI

Longa Duração: Renault Kwid já acumula problemas aos 5.000 km

Kwid no Largo do Boticário, no Rio de Janeiro (RJ) (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

Carro de entrada não precisa ser espartano. Sob essa ótica, até que o Kwid se defende bem, afinal, nessa versão Intense, tem até central multimídia e faróis de neblina, além de ar-condicionado e direção assistida.

O visual também dá sinais de ter sido alvo de atenção especial da Renault, como deixam claro as calotas, que (até olhando bem de perto) se passam por rodas de liga leve.

O problema é que, com o passar dos quilômetros, o Kwid vai deixando a gente perceber alguns pontos que evidenciam a necessidade de um rápido amadurecimento do projeto.

O piloto de teste Eduardo Campilongo reclama do nível de ruído. “Apesar de pequeno, o Kwid parece estar equipado com uma ventoinha de caminhão. O som dela em funcionamento invade a cabine e chama a atenção até de quem está fora. Parado no semáforo, já notei motociclistas e pedestres olhando com certo ar de espanto, tamanho o ruído”, diz.

Nosso colaborador Alexandre Battibugli, por sua vez, se queixa do excesso de vibração.

“Fiz uma viagem longa com o Kwid. Quando parava para descansar, meus pés pareciam formigar. Cheguei a pensar que minha acomodação no banco estava afetando a circulação nas pernas. Só depois percebi que não se tratava de formigamento, mas de uso prolongado dos pedais, que vibram demais”, diz.

Pino-trava correu para dentro da porta (Silvio Gioia/Quatro Rodas)

Também há deslizes na qualidade de acabamento. “Como o Kwid não destrava automaticamente as portas ao puxar a maçaneta interna, minha filha, Sofia, que estava no banco traseiro, tentou levantar o pino-trava, mas ele acabou saindo na mão.

Imediatamente ela tentou colocar de volta, mas ele afundou tanto que não dava mais para puxar. Desistimos e ela desembarcou pelo lado direito. Agora, a porta esquerda não abre nem por dentro, nem por fora”, conta o redator-chefe, Zeca Chaves.

A lista de verificações a serem pedidas na primeira revisão vem crescendo rápido demais.

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Fonte: Quatro Rodas

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