Novidades

16 MAI

Audi A7: primeiras impressões

Este texto não é sobre futebol. Mas envolve Brasil, Alemanha e o número 7. Este último, no caso, acompanhado de uma letra. E, em tempos de Copa do Mundo, a expectativa aqui não é de um final traumático, como o 7x1 no mundial passado.

O Audi A7 é o sedã alemão que vai tentar, a partir da virada do ano, fazer sucesso entre os brasileiros. Para "driblar" seus concorrentes, ele chega com as credenciais de um dos carros mais tecnológicos do mundo, além de ter passado por uma reformulação visual completa.

Só que a Audi ainda não definiu seu preço aqui no Brasil. Na Alemanha, um exemplar semelhante ao avaliado pelo G1 custa mais de 82 mil euros (R$ 355 mil, na conversão simples).

O “apito inicial” para o A7 foi dado na Cidade do Cabo, África do Sul. Este foi o local escolhido pela fabricante para promover o test-drive da nova geração do modelo – a segunda.

Se o sedã com jeitão de cupê fosse uma pessoa, ele teria inteligência acima da média.

A Audi fala que o novo A7 tem 39 auxílios ao motorista. Isso vai desde um simples sensor de estacionamento ao inédito sistema de estacionamento por meio de um aplicativo, que será lançado ainda este ano.

No test-drive de aproximadamente 200 km, pelas redondezas da Cidade do Cabo, o G1 pôde experimentar alguns destes sistemas.

Vai sozinho

O A7 pode ser considerado um dos sedãs mais tecnológicos do mundo. Para garantir que tudo fique sob controle, um batalhão de aparatos eletrônicos. São 12 sensores ultrassônicos, cinco sensores de radar, cinco câmeras e mais um scanner a laser.

Com todos esses recursos, o carro vai além das assistências básicas, como sensores de estacionamento (dianteiro e traseiro) e câmera de ré. Com o veículo em movimento, há alertas de ponto cego e de colisão frontal (com frenagem automática).

A lista continua com auxílios para manter uma distância pré-estabelecida para o veículo que vai à frente e de manutenção de faixa. O carro inclusive consegue fazer algumas curvas virando o volante de forma autônoma (como alguns modelos à venda no Brasil).

Em situações de trânsito mais pesado, o veículo também assume as funções de aceleração e frenagem. Mas estes recursos não foram testados, já que o tráfego na Cidade do Cabo ajudou.

A Audi já oferece estes aparatos no Brasil, nos modelos A5 e Q5. Ambos já foram testados pelo G1 no Brasil, e o A7 mostra que houve evolução no ajuste fino na atuação dos auxílios.

Adeus, touchpad

A Audi manteve a pegada futurista na cabine, e a tecnologia lá está ao alcance das mãos – literalmente. A Audi dispensou praticamente todos os botões do interior. Restaram apenas os essenciais, de ignição, freio de estacionamento, modos de condução e volume do som.

Todo o resto migrou para as duas telas no console central. A superior, de 10,1 polegadas, tem comandos de som, navegação e configurações gerais do veículo.

A novidade é a tela inferior, de 8,6 polegadas, também é sensível ao toque, e reúne controles de climatização e entrada de texto – substituindo o confuso touchpad, que obrigava o motorista a desenhar as letras.

A sensibilidade, nos dois casos, é outro ponto forte, e lembra o toque em uma tela de celular.

A quantidade de telas poderia deixar a cabine muito carregada. O efeito prático é contrário.

O interior do A7 tem extremo bom gosto na escolha de materiais, combinando metal, plástico brilhante e couro.

A arquitetura da cabine também mistura diversos níveis, mas os recortes retos predominam.

Híbrido de leve

O discurso tecnológico ganha força na parte mecânica. O A7 ainda não é movido por fontes de energia alternativas – há inclusive uma opção a diesel, o mais novo vilão em cidades europeias.

A evolução fica por conta de um sistema híbrido leve. Um motor elétrico de 48 volts ajuda a economizar combustível em situações específicas, como dar a partida no motor a combustão. Com isso, o consumo médio, no ciclo europeu (que é diferente do nosso), fica em 14,7 km/l na versão a gasolina.

É esta que será vendida no Brasil. O V6 de 3 litros entrega 340 cavalos e 51 kgfm. Completam o conjunto uma transmissão de dupla embreagem de 7 marchas e a tração integral.

O modelo avaliado na África do Sul ainda contava com suspensão a ar e rodas traseiras direcionais – elas viram até 5 graus na direção contrária às da frente, para ajudar em manobras – e 2 graus na mesma direção das dianteiras, para garantir maior estabilidade em velocidades mais altas.

No caso da suspensão, o A7 se mostrou bastante confortável, mas ao mesmo tempo preciso nas muitas curvas das bem conservadas rodovias sul-africanas. Este é o maior mérito do sedã na comparação com o a geração anterior.

Apesar de ter praticamente 5 metros de comprimento e 3 de entre-eixos (veja a ficha técnica), o A7 não dá a sensação de ser um carro difícil de dirigir ou manobrar.

Motor discreto

Voltando ao motor, mesmo quando o motorista opta pelo mais esportivo dos modos de condução (são 6 deles, feitos para agradar todo o tipo de condutor), o isolamento acústico é impecável.

Curiosamente, o silêncio pode ser considerado uma das – poucas – falhas do A7. Não que o desempenho do carro não seja convincente. A Audi fala que ele acelera de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos, e alcança os 250 km/h.

Só que os bons números não vêm acompanhados de um ruído empolgante do motor. Até ouve-se um “assobio” da turbina, mas a timidez prevalece. Para motores V6, a referência em sonoridade ainda é da Jaguar.

Conclusão

Por enquanto, não é possível nem compará-lo com o Mercedes-Benz CLS, seu maior concorrente. Isso porque o rival também não chegou ao Brasil – a Mercedes não fala em data para a chegada da nova geração.

A marca ainda não definiu o pacote de equipamentos para a versão brasileira, nem a faixa de preço que o A7 irá ocupar. Mas estes são fatores determinantes para o sucesso do modelo por aqui.

A Audi tem caprichado nos itens dos carros à venda por aqui. O problema é que, quase sempre, os recursos mais legais são vendidos opcionalmente. E aí o preço sobe bastante.

Se isso não acontecer com o A7, ele tem tudo para ser a melhor escolha entre seus pares. Agora, se a Audi exagerar na conta, existe um Porsche Panamera Sport Turismo pronto para roubar clientes.

Fonte: G1

Mais Novidades

16 JAN
Correio Técnico: como o modo P trava os carros com câmbio automático?

Correio Técnico: como o modo P trava os carros com câmbio automático?

O trava do parking é responsável por bloquear o movimento da transmissão (Reprodução/Internet)Como o modo Parking trava carros com câmbio automático? – Nelson Pacheco, São Paulo (SP)Usando uma espécie de lingueta de metal que bloqueia o movimento da transmissão, e seu funcionamento é simples.Quando o câmbio é colocado em P, uma peça desce e encaixa-se nos dentes da engrenagem. Essa trava, porém, precisa estar alinhada com a reentrância do disco para se encaixar.Se isso não... Leia mais
15 JAN
Novo Chevrolet Equinox: fotos vazadas entregam como o SUV ficará

Novo Chevrolet Equinox: fotos vazadas entregam como o SUV ficará

– (Auto Sina/Reprodução)Vazaram fotos do facelift do Chevrolet Equinox, que será lançado em 2021 em mercados como China e Estados Unidos.A GM bem que tentou mantê-lo em segredo usando fortes camuflagens, mas um registro realizado no Ministério de Patentes da China fez as imagens do SUV viralizarem na internet.As modificações são bem sutis, mas suficientes para deixar o veículo atualizado até que chegue sua próxima geração.– (Auto Sina/Reprodução)O balanço dianteiro... Leia mais
15 JAN
Hyundai Elantra sai de linha no Brasil após vender 82 unidades em 2019

Hyundai Elantra sai de linha no Brasil após vender 82 unidades em 2019

Elantra sequer chegou a sair da penúltima geração no Brasil (Christian Castanho/Quatro Rodas)O Hyundai Elantra, sedã médio lançado no Brasil em 2011 e vendido pela Caoa, importadora oficial da marca coreana no país, saiu de linha.Portando um motor 2.0 flex de 167 cv (antes, chegou a oferecer uma opção 1.8), o modelo nunca emplacou como ameaça real a rivais como Toyota Corolla e Honda Civic por aqui.Elantra chegou ao país com este visual e opções de motor 1.8 e... Leia mais
15 JAN
Subaru deixa lojistas assustados com carro que se chama “Fucks”

Subaru deixa lojistas assustados com carro que se chama “Fucks”

– (Reprodução/Internet)Tudo parecia correr bem na edição 2020 do pouco conhecido Salão do Automóvel de Singapura, realizado este mês.Mas uma decisão da importadora da Subaru na cidade-Estado projetou o evento a um novo patamar, infelizmente não de uma forma que seja motivo de orgulho para a sempre sóbria e conservadora fabricante japonesa.Sua representante oficial resolveu exibir na mostra uma série customizada do SUV Forester. O problema foi o nome escolhido: Forester Ultimate... Leia mais
15 JAN
Flagra: VW Arteon shooting brake é a prova de que as peruas têm salvação

Flagra: VW Arteon shooting brake é a prova de que as peruas têm salvação

Imagem de fábrica vazou e entregou que a Volkswagen produziu uma nova perua (Carscoops/Reprodução)As fotos vazadas da fábrica da Volkswagen-FAW – joint-venture entre a fabricante alemã com a chinesa – em Changchun (China), mostram que a versão shooting brake – station wagon com traços de cupê – do Volkswagen Arteon finalmente saiu do papel.Mais do que isso, evidenciam que as peruas ainda não morreram, pelo menos fora do Brasil. Ainda bem.De acordo com o site americano... Leia mais
15 JAN
VW Gol e Fox ganharão itens de segurança para não morrer. Up! levará só 4

VW Gol e Fox ganharão itens de segurança para não morrer. Up! levará só 4

VW Fox é vendido atualmente em duas versões: Connect e Xtreme (Divulgação/Volkswagen)Apesar da ameaça promovida pelo projeto A0 SUV, não será em 2020 que a Volkswagen irá descontinuar nenhum de seus compactos de entrada: a vida de Gol, Fox, Up!, Voyage e Saveiro está garantida por pelo menos mais um ano.Para tanto, a fabricante promoverá as adaptações necessárias para que os modelos recebam os novos itens de segurança obrigatórios por lei em carros novos vendidos no Brasil a... Leia mais