Novidades

14 MAI

Dois carros com a mesma potência podem ter torques diferentes?

O torque depende das eficiências volumétrica, térmica e mecânica do motor. E a potência, da multiplicação do torque pela rotação (Acervo/Quatro Rodas)

Dois carros com a mesma potência podem ter torques diferentes? E um mais potente pode ter menos torque que outro? – Nilson Martinho, por e-mail

Sim, as duas situações são possíveis. Isso acontece porque o torque e a potência máximos ocorrem em rotações diferentes do motor.

Veja o exemplo dentro da Volkswagen: o Gol 1.6 gera 101 cv a 5.250 rpm e 15,4 mkgf a 2.500 rpm (com gasolina), enquanto o 1.0 turbo do Up! também tem 101 cv (a 5.000 rpm), mas chega a 16,8 mkgf (a 1.500 rpm).

Nos motores turbo atuais o torque (linha azul) tem pico cedo e constante, enquanto a potência (linha preta) cresce progressivamente até próximo do limite de rotação (Divulgação/Volkswagen)

O torque depende das eficiências volumétrica, térmica e mecânica do motor.

O torque máximo é atingido na rotação onde se consegue a maior eficiência possível desses três fatores.

Já a potência depende da multiplicação do torque pela rotação e geralmente atinge seu pico em giros mais altos.

Acima de uma determinada rotação, o torque começa a cair (pois as eficiências diminuem).

Assim, para atingir a meta estabelecida pela marca para aquele projeto, cada fabricante trabalha os elementos do motor (filtros, escapamentos, comandos de válvulas, comprimento dos dois coletores, atritos internos, entre outras variáveis) até chegar ao seu objetivo.

Em um mesmo motor, é possível alcançar potências iguais e torques totalmente diferentes ou vice e versa. Dependendo sua aplicação, o fabricante pode privilegiar o torque (no caso de o motor ser instalado numa picape) ou a potência (se for um automóvel com apelo esportivo).

Motor 1.5 do Civic Si (acima) e do Touring: a base é a mesma, mas a proposta de cada conjunto é bem distinta (Montagem/Christian Castanho/Leo Sposito/Quatro Rodas)

Um exemplo disso está na Honda. As versões Touring e Si do novo Civic usam o mesmo motor de quatro cilindros 1.5 turbo.

Na versão topo de linha do sedã, o propulsor gera 173 cv (a 5.500 rpm) e 22,4 mkgf (a 1.700 rpm). Para justificar a proposta de esportividade do Si, o mesmo conjunto chega a 208 cv (a 5.700 rpm) e 26,5 mkgf (a 2.100 rpm).

Se o foco for só desempenho, dá para arrancar 272 cv do 1.0 do Up! (Divulgação/Volkswagen)

Se levarmos em conta motores de competição, que não precisam ter preocupações de emissões, consumo e durabilidade, os números pulam ainda mais.

O mesmo 1.0 de três cilindros do Up! chegou a 272 cv e 27,4 mkgf em um estudo voltado para uso em pistas desenvolvido pela própria Volkswagen.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

13 DEZ
Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Épocas distintas, mesma cor: Actros Série Especial (esq.) foi inspirado no L-1111 (Giovana Rampini/Quatro Rodas) O L-1111 é mais do que um simples caminhão. Lançado no Brasil em 1964, ele ajudou a construir a imagem da Mercedes-Benz por aqui – a empresa havia se estabelecido no país em 1956. Em seis anos de produção, a marca vendeu 39 mil unidades. Sua importância é tamanha que a Mercedes lançou até uma série especial do... Leia mais
13 DEZ
Há problema em abastecer um carro a diesel moderno com S-500?

Há problema em abastecer um carro a diesel moderno com S-500?

Motor 2.0 turbodiesel tem 170 cv e 35,7 mkgf de torque máximo (Christian Castanho/Quatro Rodas) O que acontece se eu abastecer um veículo a diesel moderno com S-500? E se colocar um S-10 num motor antigo? – Bruno Caputo, Londrina (PR) Colocar o diesel S-10 (sigla que indica 10 partes de enxofre por milhão) em um motor antigo não tem problemas – e nem vantagens. “Um propulsor de concepção mais velha não consegue aproveitar as... Leia mais
13 DEZ
Preparadora Oettinger traz modelos Audi para o Brasil

Preparadora Oettinger traz modelos Audi para o Brasil

Custo da preparação mecânica na RS6 Avant é de R$ 59.900 (Strasse/Divulgação) Depois de três anos no mercado brasileiro, a Oettinger passa a oferecer veículos Audi no país. Assim como ocorre com a Volkswagen, as operações ficarão a cargo da Strasse, importadora especializada na representação de preparadoras europeias. Dos seis modelos disponíveis inicialmente para encomenda, quatro são da linha RS. Após passar pelas mãos da... Leia mais
12 DEZ
Clássicos: Porsche 911 Carrera RS, técnica e criatividade

Clássicos: Porsche 911 Carrera RS, técnica e criatividade

O RS era um 911 melhorado em peso, motor e aerodinâmica (Christian Castanho/Quatro Rodas) A primeira metade dos anos 70 foi turbulenta para a Porsche. O 917 estava com os dias contados após a FIA declarar que ele estaria fora do regulamento do Grupo 5 a partir de 1973. A situação se agravou após a Volks anunciar que seus futuros modelos teriam tração dianteira e refrigeração líquida da Audi, fragilizando a relação entre os dois... Leia mais
12 DEZ
Câmara aprova faixa exclusiva para motos

Câmara aprova faixa exclusiva para motos

De acordo com o projeto, o fluxo entre os veículos só poderá acontecer se cumprir certas regras (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Já é rotina o congestionamento para quem vive em grandes cidades. Mais rotineiro ainda são as filas de motocicletas que se formam entre os automóveis. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) considera infração grave, punida com multa, ultrapassar outros veículos que estejam parados em... Leia mais
12 DEZ
À espera do Cronos, relembre a história dos sedãs da Fiat

À espera do Cronos, relembre a história dos sedãs da Fiat

O Tempra foi um dos sedãs de maior sucesso da história da Fiat (Arquivo/Quatro Rodas) A Fiat construiu sua imagem no Brasil apostando em carros populares. Só que a empresa não investiu apenas em compactos. Em mais de quatro décadas, a marca também se aventurou no segmento de sedãs. Alguns foram bem sucedidos, como o Tempra. Outros, nem tanto – o Linea é um bom exemplo. Tanto é que o três-volumes sumiu misteriosamente do... Leia mais