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07 AGO
Ford Focus Fastback: primeiras impressões

Ford Focus Fastback: primeiras impressões

45 anos, lembrado como bonitão e protagonista de filmes de ação. Esta é a descrição do ator Gerard Butler, mas é também a imagem que a Ford quer associar ao carro do qual ele será garoto-propaganda: o Focus Fastback.

Em um segmento protagonizado por 2 modelos, Toyota Corolla e Honda Civic, e outros que bebem da mesma fonte, o Focus Sedan agora tenta ser um peixe fora d’água.

Primeira medida: mudar de nome, mesmo que seja um controvertido. Afinal, o termo Fastback costuma ser associado a carros cupês, mas a montadora diz que a queda suave do teto sobre a traseira do Focus 4 portas basta para ele também ter direito de ser chamado assim.

Só que o Focus já tinha esse desenho na linha anterior... (compare abaixo). A mudança visual da linha 2016, na verdade, está na frente, com a adoção da grade atual e global da Ford. O modelo era o último automóvel do portfólio da marca que ainda não tinha essa aparência.

Então, qual a novidade? Basicamente, como a Ford vai vendê-lo. Já que é difícil combater Corolla e Civic, a montadora decidiu fugir da imagem que, segundo ela, eles e os demais sedãs médios passam: conservadora, de carro de família, sem emoção, e que representaria “o fim da linha” para quem era antes um motorista apreciador de design e esportividade e agora preza mais porta-malas grande e conforto.

Ou seja, a Ford imagina que o dono do Focus quer deixar de ser um Stevie Martin, de “12 é demais” e “liberar” o Gerard Butler que ainda existe nele.

Altos e baixos
A montadora recorre à publicidade para exemplos mais explícitos da imagem da qual o Focus quer se descolar: cita o jingle “Não tem cara de tiozão”, que embalou a chegada do Nissan Sentra, em 2008, e, para a rival, teve efeito contrário do pretendido; e a canção “For once in my life”, gravada por Stevie Wonder em 1968 e usada no comercial do Corolla 2015.

Ford não quer o Focus ligado à
à imagem sem graça e de 'fim da linha' dos sedãs médios. Diz querer atrair 'entusiastas de carros'

“O Focus Fastback não é para os entusiastas, é para quem gosta de carro”, resume Oswaldo Ramos, gerente de marketing da Ford, emendando que esse perfil corresponde a 25% a 35% dos consumidores brasileiros.

Para ele, esse motorista vai desejar o Focus por causa do design, da esportividade e da tecnologia embarcada.

Na prática, o sedã ficou mais bem equipado e continua amparado por motor de bom fôlego e suspensão muito acertada.

Aperfeiçoando o que já era bom, a Ford deixou a direção ainda mais precisa na linha 2016. Para dar o ar esportivo, padronizou a roda aro 17 e incluiu paddle shifts, que simulam a troca de marchas ao volante, nas versões intermediárias e tops.

Na parte de tecnologia, o modelo entrega tela multimídia com comandos simples, assistente de partida em rampa e controle de estabilidade e tração de série, e chega a assistente de emergência (que liga para o resgate em algumas cidades) no caso de acidentes e frenagem autônoma–que evita colisões a até 20 km/h- na versão mais cara (assista no vídeo acima).

Porém, pecados antigos foram mantidos: a transmissão Powershift ainda desaponta por respostas mais lentas que o esperado; e, no espaço, o Focus ainda perde para a maioria dos concorrentes.

Custo-benefício
Para o “relançamento” do sedã no Brasil, a Ford limou a versão mais simples, S. A de entrada agora é a SE, que, além dos itens já citados, direção elétrica, ar-condicionado, farol de neblina, sensor de chuva (para o limpador de para-brisa), tela multimídia de 4,2 polegadas (maior que a do S anterior) e 2 entradas USB. É mais equipada que a antiga S, mas manteve o preço dela: R$ 77.900.

As demais versões tiveram o preço abaixo do que era indicado para seus equivalentes na linha 2015. A SE Plus, por R$ 79.900, tem pacote semelhante ao da antiga SE, que custava R$ 82.900: airbags laterais, ar digital com controle individual de temperatura, banco de couro, sensor de estacionamento traseiro, controle de velocidade de cruzeiro (piloto automático), limitador de velocidade e, agora, os paddle-shifts.

A topo de linha Titanium, que era R$ 90.900 na tabela da linha 2015, sai por R$ 87.900 e inclui airbags de cortina, assistência de emergência, tela multimídia de 8 polegadas sensível ao toque com GPS e câmera de ré, entre outros itens.

A Titanium Plus acrescenta o assistente de frenagem autônomo, farol bixenon adaptativo (muda de direção conforme o trajeto), assistente de estacionamento, sensor dianteiro, rebatimento elétrico dos retrovisores, ajuste elétrico do banco do motorista e teto solar. Ela custava R$ 98.900, sem o assistente de frenagem, e, na linha 2016, sai por R$ 96.900.

Em potência do motor, o Focus só perde para o Jetta de 211 cv

Comparando
Todos os rivais começam com preço menor (veja a tabela no início da reportagem), mas isso porque oferecem versões de entrada com câmbio manual, exceto o Volkswagen Jetta. Além disso, Corolla e Civic começam com motor 1.8, que é a única opção no Chevrolet Cruze. E a maioria tem opção de roda 16 polegadas – única no Corolla.

Assim, o Jetta é o mais barato entre os concorrentes diretos do Focus, partindo de R$ 70.690 – porém, a versão de entrada é com direção hidráulica. Com motor 2.0 e câmbio CVT, o Nissan Sentra começa em R$ 75.990 (SV). O Civic equivalente parte de 79.400 (LXR); o Corolla, de R$ 87.770 (XEi) – e é único que passa dos R$ 100 mil.

Em potência do motor, o Focus só perde para o Jetta Highline (R$ 94.930), de 211 cv, somente a gasolina. Olhando os pacotes de equipamentos, só o Corolla não oferece controle de estabilidade e tração em nenhuma versão.

Entre "mimos", Focus e Sentra têm sensor de estacionamento traseiro nas versões intermediária/top. O sedã da Ford, o Civic e o Jetta oferecem assistente de partida em rampa.

Além do Ford, o Nissan e o Volkswagen têm versões com ar digital com comando individual. Focus e Jetta ajudam o motorista a estacionar. E, dos 5, só o modelo da Ford tem sensor de chuva, assistente de frenagem autônomo e de emergência. Sua tela multimídia, para as versões top, também é maior que a dos outros.

Mas o espaço...
Apesar da alteração na grade, o Focus manteve as medidas. A distância entre-eixos de 2,5 m, igual à do Jetta, é menor que a dos outros 3 rivais. O banco traseiro leva duas pessoas sem que elas tenham a sensação de estar em um carro largo e espaçoso. Três atrás, nem pensar.

Quem tem criança, não vai ter problema. Filhos de 16 anos não andam mais com os pais"
Oswaldo Ramos, da Ford,
sobre o espaço traseiro do Focus

Oswaldo Ramos, da Ford, responde com “Quem tem criança, não vai ter problema. Filhos de 16 anos não andam mais com os pais”.

Na apresentação, a própria montadora assume que, em termos de espaço, seu modelo é um dos lanterninhas. No quesito porta-malas, com 421 litros, fica bem aquém dos "colegas".

No acabamento, também não há grandes luxos; o plástico domina –como, aliás, na grande maioria dos rivais.

Vai convencer?
É difícil prever o futuro do Focus Sedan agora que caiu nas graças da Ford. Certamente, não vai fazer frente a Corolla e Civic, que têm mais de metade das vendas do segmento. Tem cacife para embolar as colocações seguintes, apesar de o Sentra se destacar pelos preços, que não chegam a R$ 90 mil. Para quem preza equipamentos, é uma opção a considerar.

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Fonte: G1

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