Novidades

09 MAI

Clássicos: Lincoln Cosmopolitan, o Cadillac da Ford

O Cosmopolitan substituiu o Continental do início dos anos 40 (Ruy Reis/Quatro Rodas)

No fim dos anos 40 chegara a hora de dar adeus aos carros do pré-guerra, defasados em tecnologia e estilo.

A Cadillac saiu na frente em 1948, mas obteve uma resposta à altura no ano seguinte, quando a Lincoln (divisão de luxo da Ford) apresentou seu novo topo de linha: o Cosmopolitan.

Seu objetivo era resgatar o prestígio que a marca conquistara com o Continental, um dos mais belos carros de seu tempo.

Junto, o modelo de entrada Zephyr dava lugar à versão mais simples e sem nome do Cosmopolitan, baseada nos modelos da Mercury, divisão intermediária da Ford.

O Cosmopolitan fez jus ao nome e passou a ditar a moda em todos os cantos do mundo.

Os para-lamas eram incorporados à carroceria e o capô proeminente ficava levemente abaulado.

Faróis e lanternas embutidos fizeram sucesso e inspiraram customizadores em todo o mundo.

As duas versões faziam parte de uma inteligente estratégia: o Cosmopolitan era maior (5,59 metros), mais espaçoso e tinha acabamento melhor.

O carro de entrada era menos vistoso, mas ganhava agilidade com 10 cm a menos no entre-eixos (“só” 3,07 metros) e 22 cm no comprimento.

Seu design ditou o estilo de outros carros fora dos Estados Unidos (Ruy Reis/Quatro Rodas)

O rodar suave levou o Cosmopolitan à Casa Branca, transportando o presidente Harry Truman. Foi tão bem que serviu aos sucessores Dwight D. Eisenhower e John F. Kennedy.

Nem problemas crônicos foram capazes de abalar sua reputação, caso do acabamento falho e da infiltração de água e poeira.

Além de conversível e limusine, havia o cupê, o sedã de dois volumes (Sport Sedan) e o de três (Town Sedan), estes com portas suicidas.

Todos com o motor InVincible 8, de 5,5 litros. Era o maior V8 feito pela Ford.

Seus 152 cv eram imbatíveis diante do V8 5.5 da Cadillac, de 160 cv.

Por isso, o Cosmopolitan foi o primeiro americano do pós-guerra a bater as 100 milhas por hora (160,9 km/h).

E ele disparava nas vendas: 73.507 carros em 1949, recorde que duraria 23 anos.

Essa aptidão para alta velocidade levou-o às pistas: em 1950, venceu as duas primeiras provas da Nascar e foi o escolhido por 16 pilotos que estrearam na primeira Carrera Panamericana.

Com banco inteiriço e câmbio na direção, levava seis pessoas (Ruy Reis/Quatro Rodas)

Em 1951 vieram alguns retoques e o Capri, versão de luxo do cupê, promovido no ano seguinte a topo de linha, o que rebaixou o Cosmopolitan a carro de entrada.

Resenhados em 1952, os dois passaram a vir só como sedã e cupê hardtop, caso do Cosmopolitan das fotos dessa matéria.

O desenho dos novos Lincoln ficou repleto de detalhes e veio um V8 5.2 de 160 cv.

Evoluído, o Cosmopolitan passou o bastão ao Capri, que levou os quatro primeiros lugares da Panamericana de 1952 e 1953 e a dobradinha em 1954.

Naquele ano ele encerrou a carreira, mostrando que não havia fronteiras para seu estilo, luxo e desempenho.

Em 1949, a Ford ainda não havia desenvolvido sua própria transmissão automática, mas não poderia deixar a Lincoln em um patamar inferior ao da Cadillac.

A solução foi inusitada e curiosa para a época: adquirir a mesma transmissão Hydramatic da arquirrival GM.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

22 JAN

Diretoria da Renault discutirá sucessão de Carlos Ghosn na próxima quinta-feira

A diretoria da Renault deve se reunir na próxima quinta-feira (24) para nomear um comitê que substituirá Carlos Ghosn à frente da montadora francesa, informaram fontes ligadas ao caso. Ghosn está preso desde novembro acusado de violações e fraudes fiscais envolvendo a Nissan, bem como o uso de bens da empresa para benefícios particulares e cobrir prejuízos em investimentos pessoais. Prisão de Carlos Ghosn: o que se sabe até agora Questionada pela AFP, a Renault... Leia mais
22 JAN

Audi convoca recall para A4 e A5 por risco de incêndio no motor

A Audi anunciou um recall envolvendo 5.379 carros divididos entre A4 e A5, todos fabricados entre 2012 e 2013, por risco de superaquecimento do motor. De acordo com a marca, partículas no líquido de arrefecimento do motor podem bloquear a bomba suplementar do sistema. Com isso, o motor pode superaquecer e resultar em um incêndio. Para corrigir o problema, a Audi atualizará o software da unidade de comando do motor que atua na desativação da bomba suplementar em caso de mau... Leia mais
22 JAN

Honda PCX 150 2019 chega ao Brasil com ABS por R$ 12.990

O Honda PCX 150, scooter mais vendido do Brasil, teve sua nova geração lançada no Brasil nesta terça-feira (22). Além de visual renovado, o modelo ganhou nova suspensão traseira, painel digital e agora passa a contar com freios ABS nas versões mais caras. Motos 2019: veja 25 lançamentos esperados Veja os preços do PCX 150 2019: PCX 150 CBS: R$ 11.620 (custava R$ 11.272)PCX DLX ABS: R$ 12.990 (custava R$ 11.778)PCX Sport ABS: R$ 12.990 (custava R$ 11.778) Lançado em... Leia mais
22 JAN

Honda SH 150i chega ao modelo 2019 com nova opção de cor

A Honda anunciou nesta terça-feira (22) a chegada do SH 150i 2019 às lojas da empresa no Brasil a partir de fevereiro. Sem mudanças técnicas, o scooter ganhou apenas a opção de nova cor cinza metálico. Veja os preços do SH 150i: SH 150i: R$ 12.700SH 150i DLX: R$ 13.210 Lançado em 2017 no Brasil, o SH 150i é uma opção mais completa e maior, comparado ao PCX 150, que é o scooter mais vendido do Brasil e será atualizado ainda este ano. No final do ano passado, a marca... Leia mais
22 JAN

História do Fusca nacional é tão confusa que até a VW se perde ao contá-la

Fuscas saem da fábrica da Volkswagen na Via Anchieta em 1957. Todos eles foram importados (Divulgação/Volkswagen)Você já viu essa foto por aí. Ela é divulgada há anos pela própria Volkswagen para ilustrar o início da fabricação nacional do Fusca na fábrica da Anchieta, em 1959. Mas não é isso que ela retrata.A foto realmente foi feita na fábrica da Anchieta, mas dois anos antes, em 1957 – ano marcado pelo início da fabricação nacional da Kombi.Esta cena retrata a entrega... Leia mais
22 JAN

Longa Duração: freios do Renault Kwid exigem cautela e cuidado extra

Freios do Kwid passarão por manutenção aos 30.000 km (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Começou de maneira esporádica. “Tive a impressão de que a luz de alerta do sistema de freio piscou rapidamente no painel”, disse o repórter Gabriel Aguiar, após usar o Renault Kwid. “Também tive essa impressão”, comentou o piloto de teste Eduardo Campilongo.“Abri o capô e notei que o reservatório do fluido de freio estava com as paredes externas sujas. Conferi a tampa e, aparentemente,... Leia mais