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02 MAI

Auto-serviço: vale a pena trocar o seguro por um rastreador?

 (Arte/Quatro Rodas)

Afugentada por conta dos altos preços das apólices, 70% da frota brasileira circula sem cobertura de seguro, segundo um levantamento da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNseg).

É por isso que já faz um tempo que a solução para esses motoristas sem seguro tem sido os rastreadores, mais baratos.

Porém, uma busca em sites de defesa do consumidor revela uma grande lista de reclamações, devido principalmente à não localização do veículo roubado ou furtado.

Para atrair consumidores que ainda não confiam nos rastreadores, algumas dessas empresas começaram a oferecer, embutido no serviço de localização, a garantia de pagamento de 100% da tabela Fipe no caso de não recuperação do veículo.

“O Rastreador Mais Seguro é indicado para clientes que não possuem o seguro, mas que desejam contratar um serviço de proteção para carros por um preço mais acessível”, explica Fábio Braga, superintendente da Porto Seguro Proteção e Monitoramento, empresa do mesmo grupo da seguradora.

A instalação do aparelho custa R$ 349 e a mensalidade do serviço parte de R$ 69,90, com variações de acordo com o modelo.
O custo é semelhante ao da Ituran, que cobra R$ 400 pelo aparelho e os mesmos R$ 69,90 mensais.

“O Ituran com Seguro é diferenciado, pois não há análise de perfil para precificação. Assim, ele se tornou uma opção para as pessoas cujo perfil acaba encarecendo o seguro”, explica Roberto Posternak, diretor da empresa.

Rastreador x Seguro tradicional, qual o melhor? (Elias Silveira/Quatro Rodas)

Já na Pointer Seguros, a diferença está no valor do veículo: “Nossa cobertura é para carros de até R$ 90.000 e até 20 anos. E para veículos sinistrados ou de leilão, a cobertura chega a 70% da Fipe”, alerta Luís Augusto Rodrigues Pereira, supervisor da empresa. Aqui, o valor de adesão varia de R$ 299 a R$ 399, conforme o modelo.

Para quem quer aderir ao rastreamento com garantia, saiba que há várias vantagens: preço menor, pouca burocracia, contratação sem análise de perfil e assistência 24 horas veicular.

“Esse mercado visa, principalmente, veículos com mais de cinco anos de fabricação e que muitas vezes têm valores de seguros proibitivos”, explica Glauco Siniscalchi, advogado especialista em direito securitário.

Foi a solução que coube no orçamento de Juliana Santtos, 29, para proteger seu Fiat Punto ELX 2008. “Meu gasto em um ano será de R$ 1.600, contando instalação e mensalidades”, diz. “Se optasse pelo seguro convencional, gastaria R$ 2.500.”

Outro benefício do rastreador 100% Fipe é que algumas empresas já oferecem o serviço nos moldes de um seguro tradicional: por um valor extra, elas garantem o conserto do carro em caso de colisão e até o de terceiros, além do guincho 24 horas.

Mas a oferta ainda é restrita: o Rastreador Mais Seguro, por exemplo, está disponível para contratação nas regiões de São Paulo e Grande São Paulo, Campinas, Vale do Paraíba e litoral paulista.

A busca pelo veículo, entretanto, cobre todo o país. Já no caso da Ituran, a abrangência é nacional.

Essa nova modalidade de rastreador, entretanto, também tem seus problemas.

Nem todo modelo de carro é aceito e deve-se ler o contrato com mais atenção, pois as cláusulas variam muito de uma empresa para outra.

Além disso, o custo do equipamento mais as mensalidades do rastreamento e dos serviços extras podem deixar o preço total maior do que em um seguro tradicional (veja tabela comparativa abaixo).

*Cotações da corretora Bidu, para homem casado, 35 anos, de São Paulo, com garagem própria.
**Rastreador Ituran (custo total no ano), com assistência 24 horas.

Fonte: Quatro Rodas

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