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30 ABR

O sistema de tração integral permanente (AWD) substitui o ESP?

Tração integral do GT-R: independente do ESC (Divulgação/Nissan)

O sistema de tração integral permanente (AWD) substitui o controle de estabilidade (ESP)? – Alex Frank, Curitiba (PR)

A resposta curta é: não. O ESC (também conhecido como ESP, nome próprio dado ao equipamento patenteado pela Bosch), atua só em situações específicas, como quando o carro está prestes a perder o controle.

O problema é que essa situação de emergência pode ocorrer em carros com qualquer tipo de tração ou quantidade de eixos.

O sistema de tração integral está em ação a todo momento, variando a força aplicada em cada eixo (e roda, dependendo da tecnologia usada) sempre que necessário.

“O ESC e o AWD são sistemas que se complementam. O fato de um veículo ser equipado somente com tração integral não garante a mesma estabilidade de um sistema ESC”, explica Dirley Dias, gerente de vendas e marketing da Mercedes-Benz.

Funcionamento do ESP em condição de oversteer

Essa sensação de segurança extra dada pelo ESC acontece porque, quando o carro começa a perder aderência no eixo dianteiro, o sistema automaticamente transfere a força do motor para o eixo posterior.

Isso permite que o motorista retome o controle do veículo com mais facilidade e é especialmente útil em pisos escorregadios.

O mais comum é que essa divisão de força varie entre 20% e 80%, mas sistemas mais modernos podem jogar toda a força do motor em uma só roda. Isso, no entanto, só acontece em situações extremas, mais comuns no off-road.

Tanto o ESC quanto o sistema de tração integral do M5 podem ser desligados, facilitando saídas de traseira controladas (Divulgação/BMW)

Ao contrário do ESC, que pode ser desligado na maioria dos carros, o sistema de tração integral raramente pode ser desativado. Uma das raras exceções é o novo BMW M5, que pode movimentar somente o eixo traseiro ao toque de um botão.

Fonte: Quatro Rodas

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