Novidades

05 AGO
Fábrica de autopeças é 1ª a ter acordo de proteção a emprego no ABC

Fábrica de autopeças é 1ª a ter acordo de proteção a emprego no ABC

Uma fabricante de autopeças foi a primeira empresa no ABC paulista a fechar acordo para aderir ao Plano de Proteção ao Emprego (PPE), proposto pelo governo federal. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5) pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo a entidade, os 550 funcionários da Rassini Automotive aprovaram, por unanimidade, o acordo que prevê a redução de 15% da jornada de trabalho com igual redução dos salários. Metade dessa redução será completada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), conforme determina o programa do governo.

O PPE propõe diminuir em até 30% as horas de trabalho, com redução proporcional do salário, apenas em empresas que estejam em dificuldades financeiras em caráter temporário. Ele deverá beneficiar principalmente montadoras: com vendas em queda, o número de empregados na indústria automotiva é o menor desde 2012.

A medida é uma alternativa ao lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho por até 5 meses), com a diferença de que, nela, o trabalhador não perde o vínculo de emprego. O período de validade não poderá ultrapassar 1 ano.

No caso da Rassini, que fornece peças principalmente para a Mercedes-Benz, o acordo terá duração de 4 meses, garantindo os empregos até 31 de janeiro de 2016, diz o sindicato. Se necessário, o programa poderá ser prorrogado por até 8 meses. A adesão da empresa ainda precisa ser homologada pelo governo.

Segundo o sindicato, esse acordo servirá de base para possíveis outros.

Volkswagen e Mercedes estudam
Montadoras do ABC também dialogam com o sindicato sobre a possibilidade de propor a seus funcionários a adesão ao plano. É o caso da Volkswagen e da Mercedes-Benz, segundo o secretário-geral do sindicato, Wagner Santana.

A Volkswagen, diz ele, já previa o PPE no acordo fechado em janeiro deste ano que reverteu, após 11 dias de greve, as demissões de 800 funcionários em São Bernardo do Campo.

Mercedes ainda avalia o plano por considerá-lo parecido com uma proposta que foi rejeitada recentemente, diz o sindicato

Atualmente, a montadora tem 2.357 trabalhadores em lay-off (suspensão temporária de contratos) iniciado em 6 de julho passado. "Eles precisam cumprir, no mínimo, 2 meses do lay-off", diz Santana, sobre a possibilidade de Volkswagen aderir ao PPE.

A Mercedes ainda avalia a aceitação do plano por considerá-lo, segundo o sindicato, parecido com uma proposta que foi rejeitada pelos trabalhadores no fim de junho. "Mas nosso entendimento é diferente do deles", diz Santana. "O PPE pode estabelecer garantia do emprego, de fato, e a possibilidade de retorno. E é um acordo específico sobre excedente (de mão de obra), não afeta outros itens."

A montadora, que produz caminhões e ônibus em São Bernardo, demitiu 160 trabalhadores em janeiro e mais 500 em maio último. E, a partir desta sexta-feira (7) e até o próximo dia 21, todos os funcionários da produção da Mercedes no ABC terão licença remunerada. Segundo o sindicato, são cerca de 7 mil trabalhadores.

O secretário diz que a Ford, que também tem sede em São Bernardo, não procurou a entidade para discutir o programa.

Das cerca de 100 empresas que detêm 80% dos trabalhadores representados pelo sindicato, Santana diz que 20 procuraram a entidade para obter mais informações sobre o PPE e 7 conversam sobre um possível acordo a ser proposto aos trabalhadores. A Rassini foi a primeira a colocar a proposta em votação.

Sindicatos divergem
As regras do governo para as empresas aderirem ao plano incluem a aprovação em acordo coletivo específico, em que a empresa deverá comprovar situação de dificuldade econômico-financeira.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC é favorável ao PPE, mas o plano, ao ser apresentado pelo governo, há quase 1 mês, gerou divergência entre os representantes dos trabalhadores de outras regiões, conforme levantamento do G1.

Na última quinta-feira (30), o Sindicato dos Metalúrgicos da Região Bragantina anunciou que a Grammer, fabricante de bancos para veículos de Atibaia (SP), se tornou a primeira empresa do país a pedir a adesão ao PPE ao governo. Ela também aguarda homologação.

Em comunicado sobre o acordo na Rassini, o presidente do sindicato do ABC, Rafael Marques, disse que, com a alternativa oferecida pelo PPE, é inaceitável a dispensa de trabalhadores: “Não vamos admitir demissões na categoria. Vamos exigir dos empresários que usem o programa até o limite. Se tiver demissão, vai ter greve”.

Fonte: G1

Mais Novidades

26 ABR

Renault faz recall de 11.667 Duster e Oroch por falha nos freios

A Renault anunciou nesta sexta-feira (26) um recall envolvendo 11.667 carros, divididos entre 5.171 unidades do Duster e 6.496 da picape Duster Oroch, todos fabricados entre 2017 e 2018. As unidades correm risco de perderem a capacidade de frenagem. De acordo com a marca, uma falha na vedação do servo freio pode levar ao endurecimento do pedal de freio, com risco de não funcionamento do sistema de frenagem. O serviço de verificação e substituição dos componentes é... Leia mais
26 ABR

Uber define oferta de ações e avalia companhia em até US$ 91,5 bilhões

A Uber divulgou nesta sexta-feira (26) os termos para sua oferta pública inicial (IPO), dizendo a investidores que a empresa de transporte por aplicativo e os envolvidos buscam vender até US$ 10,35 bilhões em ações, avaliando a companhia em até US$ 91,5 bilhões. Em documento enviado ao órgão regulador, a empresa definiu uma faixa de preço-alvo de US$ 44 a US$ 50 por ação, e que venderá 180 milhões de ações na oferta, com um adicional de 27 milhões de papéis vendidos... Leia mais
26 ABR

O curso de R$ 20 mil que te ensina a dar drift no gelo a bordo de um Audi

Um errinho aqui, outro ali, a trilha se apaga e o traçado muda a cada volta (Johannes Holmuld/Quatro Rodas)“Freie antes da curva, freie antes da curva!” O instrutor não parava de repetir a frase pelo walkie-talkie. É quase um mantra que ouvimos o curso inteiro. Mas ninguém respeita. E a toda hora vejo um carro mergulhando sem dó em um monte de neve.Toda a teoria de pilotagem que eu tenho na cabeça não funciona muito bem nesse cenário: estou dirigindo sobre um lago congelado,... Leia mais
26 ABR

Quem é o dono dessa bike? Conheça as empresas por trás do compartilhamento de bicicletas e patinetes no Brasil

Desde o início do ano, patinetes e bicicletas compartilhadas tomaram conta das ciclovias, calçadas e ruas em uma grande parte das capitais brasileiras — uma movimentação que no ano passado já era comum em grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro. O serviço vai crescer ainda mais: a Uber, por exemplo, pretende chegar ao mercado brasileiro com bicicletas e patinetes ainda neste ano. A "briga" vai ser boa. O G1 levantou que, até março, 14 capitais já contam com... Leia mais
26 ABR

Dono de Tipo que pegou fogo ainda terá de esperar 2 anos por indenização

Cena mais comum do que gostaríamos: um Tipo incendiado (Reprodução/YouTube/Internet)Em março deste ano, ex-proprietários do Fiat Tipo (1994) se surpreenderam com a notícia de que, passados 23 anos da ação civil pública iniciada pela Avitipo, Associação de Consumidores de Automóveis e Vítimas de Incêndio do Tipo, eles finalmente poderiam ser indenizados e receber por perdas materiais e danos morais.QUATRO RODAS conversou com o Advogado David Nigri, porta-voz da Associação, para... Leia mais
26 ABR

QUATRO RODAS de maio: os novos sedãs compactos que chegam em 2019

Para quem estava cansado de SUVs, o mercado de sedãs compactos nacional recebe lançamentos de destaque entre o final deste ano e 2020.Nesta edição de maio, QUATRO RODAS apresenta com detalhes quatro lançamentos: Chevrolet Onix Sedan, Nissan Versa e, com novos visuais, Hyundai HB20S e Renault Logan. Além do design, esses compactos têm como diferencial novos aparatos tecnológicos. Dois dos modelos são novidades descobertas por nossas reportagens in loco nos salões de Xangai (China) e... Leia mais