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03 AGO
Uso de simulador de direção nas autoescolas da PB divide opiniões

Uso de simulador de direção nas autoescolas da PB divide opiniões

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) decidiu tornar obrigatória a utilização do simulador de direção para tirar a carteira de habilitação na categoria B (carros) em todo o país, a partir de janeiro próximo. O Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), no entanto, já exige o uso do equipamento desde novembro de 2014. Além da Paraíba, apenas Rio Grande do Sul, Acre e Alagoas obrigam aulas nos simuladores atualmente.

O aparelho, no entanto, divide opiniões de usuários na Paraíba. A estudante Aline Pessoa, de 18 anos, no começo não gostou da novidade, por causa do preço. Somente para o uso do equipamento, ela diz que desembolsou R$ 350. Mas mudou de opinião depois de usar o simulador e agora o julga necessário. "Ele tem todos os procedimentos de um carro de verdade. Para quem é iniciante, é fundamental. Também é interessante porque ele pode simular um ambiente noturno, mas não é exatamente igual ao carro porque na prática a gente tem uma visão mais ampla", relatou a jovem.

Por outro lado, o estudante Francisco Mateus, de 20 anos, acredita que o simulador não passa de um videogame. “Não me ajudou em nada. Eu já tinha visto tudo aquilo em casa, no videogame. Só que esse serviço é bem mais caro”, comentou o rapaz, que foi reprovado quatro vezes na prova prática.

Segundo ele, até os instrutores da autoescola eram contra o uso do simulador. “Só dá pra aprender a pegar o trânsito na prática, sofrendo na pele. Principalmente pra mim, que não tinha experiência e comecei do zero. O simulador é só uma brincadeira. Só tem vantagem para a autoescola”, disse.

A estudante Mariana Dutra, de 22 anos, também acha que o simulador parece um videogame e que é “desnecessário”. A jovem nunca tinha dirigido antes e relatou que “bateu o carro” várias vezes no aparelho. “Você sabe que se bater, não vai ter problema e acaba ficando mais tranquila. Dá pra ter uma noção do carro, mas eu tive muita dificuldade de fazer curva na prática, por exemplo, diferente do simulador, que era mais fácil”, disse.

Ela consegue ver poucas vantagens no aparelho. “O benefício é a questão de ligar seta, prestar atenção nos cruzamentos e sinalização de placa. Mas para as coisas do carro mesmo, é melhor a aula prática”, descreveu.

Carga horária maior
O diretor de Operações do Detran-PB, Orlando Soares explicou que o uso dos simuladores na Paraíba começou para complementar a carga horária de aulas práticas, que foi aumentada em 5 horas em 2014, em todo o país, também por determinação do Contran.

“No começo, o uso do simulador era optativo. Porém, a carga horária das aulas práticas aumentou e uma forma de completar essas horas era a introdução do simulador. Vendo que ele ia trazer um ganho muito grande com relação aos novos candidatos, o Detran da Paraíba adotou essa solução”, esclareceu.

Soares explicou que achar que o simulador é um videogame é uma visão “errônea”. “Como a própria palavra diz, ele simula situações que o aluno não vai passar nas aulas práticas como chuva, frenagem brusca, animal atravessando a pista e até se o condutor tiver ingerido bebida alcoólica. O candidato que não tinha familiaridade com o veículo já inicia pelo simulador. Em vez de ter o primeiro momento num carro de verdade, tem no simulador. Ele perde até o medo de quando for para a rua”, detalhou.

Assim, os candidatos à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou aqueles motoristas que vão mudar de categoria serão obrigados a fazer, no mínimo, 5 horas/aula, de simulação, sendo uma com conteúdo noturno.

Ao todo, são necessárias 25 horas ao volante para tirar a carteira de motorista na categoria B (carros). Dessas horas, 20 devem ser feitas no carro (sendo 4 à noite) e 5 no simulador.

Para o presidente do Sindicato dos Centro de Formação de Condutores (CFC) do Estado da Paraí­ba (Sindecfc-PB), Claudionor Fernandes, o uso do simulador é de “fundamental importância” para a formação do condutor. “O equipamento promove uma qualificação melhor. Se você assiste aula no simulador, fica impressionado como ele mostra tudo que pode acontecer numa rodovia, numa via. Ele explica passo a passo”, explicou.

De acordo com Fernandes, todas as autoescolas da Paraíba têm o equipamento por meio de um contrato de comodato. Os valores cobrados aos alunos para uso do simulador variam entre R$ 300 e R$ 350.

Uma forma encontrada pelo Sindecfc para amenizar o repasse de custo ao consumidor foi só fazer a cobrança na quinta etapa do processo para tirar a CNH. Com isso, o futuro condutor não vai precisar pagar esse valor de imediato, junto com outras taxas.

Atualmente, as autoescolas cobram cerca de R$ 900 para CNH de carro e em torno de R$ 1.300 para CNH de carro e moto, conforme explicou Fernandes. Esse valor, não inclui o uso do simulador, que é cobrado separadamente.

Porém, ele enfatizou que esse valor está defasado em relação à última planilha de custos dos CFCs, que é de 2012. Segundo ele, deveriam ser cobrados R$ 400 apenas para o curso teórico. A taxa do Detran, que inclui exame de vista, psicotécnico, licença de aprendizagem e taxa da primeira habilitação, é um custo de R$ 250.

“Estamos elaborando uma nova planilha, que deve ser divulgada em breve, com os novos valores. O preço do simulador vai estar nessa planilha e vamos retirar a taxa do Detran, que deve ser paga pelo candidato diretamente ao órgão”, precisou.

Questionado sobre cobrança do simulador pelas autoescolas, o diretor de operações do Detran-PB esclareceu que é uma relação comercial entre empresas e alunos e que é inevitável.

Fonte: G1

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