A grade é a dos Vauxhall ingleses, mas com a gravata da Chevrolet (Christian Castanho/Quatro Rodas) Lançado na Alemanha em 1984, o Chevrolet Kadett chegou ao Brasil cinco anos depois, pouco antes da abertura do mercado aos importados. Era o nacional mais atual, superior ao único rival, o Ford Escort. Fez muito sucesso e, por um breve período, passou a dividir espaço com seu sucessor europeu: o Astra. Após cinco anos, o Kadett já não era capaz de enfrentar hatches médios como VW Pointer e Fiat Tipo, beneficiados pela praticidade das quatro portas. A política cambial favorável às importações fez com que a GM trouxesse o Astra da Bélgica, que em dezembro de 1994 substituiu as versões mais caras do Kadett. Modelo foi importado da Bélgica por apenas dois anos, mas abriu caminho para a versão nacional (Christian Castanho/Quatro Rodas) Para isso, foi necessário desenvolver uma logística própria, pois as motorizações europeias não eram adequadas ao Brasil. Assim, o velho motor Família II de 2 litros, 8 válvulas e 116 cv (que já equipava os Vectra GLS e CD) era produzido aqui e enviado para a fábrica da Opel na Antuérpia. Com 4,05 metros, o Astra era uma evolução frente ao Kadett. Mesmo com o entre-eixos de 2,51 m (1 cm a menos que o antecessor), oferecia maior espaço no banco traseiro e 60 litros a mais no porta-malas. Comum aos dois era a preocupação com a aerodinâmica: seu Cx era de só 0,32. Oferecido na versão única GLS, o Astra trazia direção hidráulica, barras de proteção nas portas e cintos com pré-tensionadores. O volante conserva o logotipo da Opel (Christian Castanho/Quatro Rodas) Também tinha travas, espelhos e vidros dianteiros elétricos – as manivelas dos vidros traseiros destoavam do conjunto. Entre os opcionais estavam rádio/toca-fitas, ar-condicionado e airbags dianteiros. O acabamento interno era típico dos Opel, com bancos revestidos em tecido e plásticos de boa qualidade. Completo, o quadro de instrumentos era o do Vectra e semelhante ao do luxuoso Omega. A ampla área envidraçada garantia visibilidade traseira muito superior à do Kadett, comprometida pelas largas colunas traseiras. Motor de 2.0 litros era feito no Brasil (Christian Castanho/Quatro Rodas) Na mecânica, o Astra era idêntico ao Vectra. As suspensões eram do tipo McPherson à frente e eixo de torção atrás, com ótimo compromisso entre conforto e estabilidade. Os cuidados com a aerodinâmica e o escalonamento da transmissão resultavam em um rendimento acima da média. Com o mesmo câmbio de relações curtas dos modelos Sport 1.8i 16V e GSi 2.0i 16V europeus, o Astra “brasileiro” ia de 0 a 100 km/h em 10,94 s, mais rápido que o Pointer GTI (11,28 s) e o Tipo 2.0 SLX (11,39 s). Também era imbatível no consumo, com média de 11,55 km/l contra 10,03 do Volkswagen e 11,55 do Fiat. Pesando 1.106 kg, sua relação peso/potência era de excelentes 9,53 kg/cv. O câmbio curto limitava a máxima a 184,6 km/h (inferior aos 187,2 km/h do Tipo e 192,3 km/h do Pointer), mas garantia a retomada de 40 a 100 km/h em 17,93 s, superando todos os nacionais. Entre os importados, só ficava atrás de esportivos como BMW M5 e Nissan 300ZX Turbo. Rodas de liga eram acessórios de concessionária (Christian Castanho/Quatro Rodas) Apesar de suas virtudes, o Astra belga teve vida curta: em fevereiro de 1995, o governo elevou o imposto de importação de 20% para 70%. Economicamente inviável, sua importação foi encerrada em 1996, após cerca de 36.000 unidades vendidas. O exemplar das fotos pertence ao colecionador paulistano Rafael Santos. Encontra-se em excepcional estado de conservação e ainda está equipado com raras rodas de liga leve: “Muitos contestam a originalidade, mas encontrei um material publicitário da GM onde as rodas constam como acessório de concessionária”.
Fonte:
Quatro Rodas
Grandes Brasileiros: Chevrolet Astra GLS, sucessor do Kadett
Mais Novidades
Engenheiro da Volkswagen roda 24 mil km pelo Brasil para testar pontos de recarga de carros híbridos e elétricos
A Volkswagen lançou na última segunda-feira (4) seu primeiro carro híbrido no Brasil. É o Golf GTE, que custa salgados R$ 199.990. Mas, bem antes desta estreia, ainda no ano passado, um funcionário da empresa passou a ter um contato bem mais próximo com o hatch médio que pode ser carregado na tomada. Golf GTE é lançado no Brasil por R$ 200 milVeja mais notícias de carros elétricos e híbridosPrimeiro Porsche elétrico chega a 200 km/h em menos de 10 segundos; veja como...
Leia mais
Camaro, Porsche, Challenger: supercarros que servem à polícia brasileira
– (PRF/Divulgação)Na última semana, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) do Paraná ganhou um reforço para patrulhar as estradas.Agora, o mais novo veículo de sua frota de viaturas é nada menos que um Dodge Challenger R/T, equipado com um motor V8 de 5.7 litros, 377 cv e 55,4 mkgf de torque.O veículo havia sido confiscado em 2017 em uma operação contra o tráfico de drogas e foi liberado à PRF pela Justiça Federal de Umuarama. O esportivo fará a vigilância da fronteira entre...
Leia mais
Honda CB4X mostra futuro das motos da marca japonesa
Além de revelar a nova CBR 1000 RR-R e atualizar o scooter SH 150i, a Honda mostrou no Salão de Milão 2019 a visão para o futuro da marca. O conceito CB4X mistura diversos conceitos e utiliza como base a mecânica da atual linha CB. Com motor de 4 cilindros, a moto possui características de uma esportiva, com bolha e carenagem frontal, e de uma estradeira, por sua ergonomia de pilotagem mais confortável. De acordo com a montadora, a ideia é de uma moto do estilo...
Leia mais
Impressões: levamos a Ford Ranger Raptor ao limite nas dunas do Marrocos
Suspensão de competição, motor diesel biturbo e bitolas 15 cm mais largas (Joaquim Oliveira/Quatro Rodas)“O amortecimento especial da Raptor vem diretamente do automobilismo. Então, quanto mais rápido você passar por cascalho, lombadas ou dunas de areia, melhor será o comportamento da picape”, garante Damien Ross, chefe do projeto da Raptor, que é meu copiloto nesta monstruosa versão da Ford Ranger. O engenheiro irlandês está realmente certo: o caminho off-road parece se alisar...
Leia mais
Toyota é a marca de carro mais valiosa do mundo; veja o top 10
Toyota é a marca mais valiosa do setor automotivoA Kantar, empresa britânica de pesquisa de mercado, divulgou o ranking BrandZ 2019 com as 100 marcas mais valiosas do mundo.No setor automotivo, a Toyota continua firme na liderança. A fabricante japonesa até teve uma desvalorização de 3%, mas o valor estimado de US$ 29,151 bilhões, cerca de R$ 117,74 bilhões, lhe garantiu o topo.Ainda no segmento automotivo, a Mercedes-Benz ocupa a vice-liderança, com valor da marca estimado em US$...
Leia mais
Longa Duração: Citroën C4 Cactus faz sucesso com design “diferentão”
Estilo refinado com mescla de acabamentos (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Vez ou outra, alguns de nossos colaboradores são convidados a conhecer os carros de Longa Duração. Foi o caso, desta vez, do Citroën C4 Cactus, que foi emprestado ao fotógrafo Alexandre Battibugli.Por força da profissão, a análise de Batti ficou mais focada na estética: “A diferença do acabamento dos detalhes pretos da carroceria, fosco e brilhante, é ousada, mas o resultado é agradável. Mesmo sem a...
Leia mais