O e5 tem o visual conservador, mas é inovador na tecnologia (Christian Castanho/Quatro Rodas) A BYD está no Brasil desde 2015, quando inaugurou sua primeira fábrica de montagem de ônibus elétricos em CKD, na cidade de Campinas (SP). Atualmente, seus ônibus já rodam nas cidades de Campinas, Santos e São Paulo, no estado de São Paulo; e Volta Redonda, no Rio de Janeiro. Além dos ônibus, a empresa vende também empilhadeiras e um furgão chamado ET3, ambos elétricos, e desenvolveu um caminhão de coleta de lixo, 100% elétrico, usado pela empresa Corpus Saneamento, de Indaiatuba (SP). Em 2017, a BYD inaugurou uma segunda fábrica, também em Campinas, mas para a produção de painéis fotovoltaicos, para captação de energia solar. Agora, está iniciando a comercialização de automóveis elétricos que serão oferecidos apenas para venda direta, ou seja: para empresas, assim como tem sido com os outros veículos da marca. Perguntamos se há intenção de vender os carros para pessoas físicas e a empresa respondeu que “não divulga planos futuros”. A BYD começa a importar da China dois modelos: o hatch médio e6 e o sedã médio e5, testado por nós. O e5 tem porte de Corolla: 4,68 metros de comprimento, 1,75 de largura e 1,50 de altura. Seu motor síncrono (sem escovas), de corrente alternada, gera 217,5 cv e 31,6 mkgf de torque. Motor gera 217,5 cv de potência (Christian Castanho/Quatro Rodas) As baterias são de fosfato de ferro lítio com capacidade de 47,5 kWh, resultando em uma autonomia oficial de 300 km. Com as baterias totalmente descarregadas, o tempo de recarga é de 1h30min (em carregador de 40kW), segundo a fábrica. O plugue é do tipo industrial (2 europeu). Tomada para recarga obedece o padrão industrial, tipo 2 europeu (Christian Castanho/Quatro Rodas) O e5 foi lançado em 2015, derivado de um modelo BYD movido a gasolina, chamado Su Rui, de 2012, do qual herdou todos os demais sistemas. Sua suspensão é do tipo McPherson, na dianteira, e multilink, na traseira. A direção é elétrica e os freios usam discos ventilados na frente e sólidos atrás. No dia a dia, o e5 se comporta como um sedã médio deve se apresentar. A suspensão é macia e a direção é leve. O torque disponível assim que se pisa no acelerador empolga. Na pista de testes, foi possível medir a aceleração do carro, que fez de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos, enquanto um Corolla 2.0 Flex com 154/143 cv conseguiu o tempo de 10,2 segundos. Com porte de sede médio, e5 oferece espaço para cinco pessoas (Christian Castanho/Quatro Rodas) A velocidade máxima, segundo a fábrica, é de 130 km/h. Na hora de parar, ele não foi tão bem. Vindo a 80 km/h, o e5 gastou de 30,5 metros para frear, enquanto o Corolla precisou de 28,9 metros. Ao volante, o que mais agradou foi o nível de ruído. No que depende do motor, ele é muito baixo. Para se ter uma ideia, seu som se assemelha ao de um reator desses usados em lâmpadas de mercúrio. O projeto bem executado, mas simples na seleção de materiais (Christian Castanho/Quatro Rodas) Visor no centro do painel concentra as informações do consumo do carro (Christian Castanho/Quatro Rodas) Rodando a 120 km/h, medimos 67,9 dB(A) – em um Corolla o nível sonoro chega a 72,3 dB(A). A presença de ruídos aerodinâmicos e dos pneus em contato com o piso é a mesma de um sedã comum. e5 leva 450 litros de bagagem no porta-malas (Christian Castanho/Quatro Rodas) O e5 é oferecido na versão 300, que é a mais simples da linha (na China, há ainda as versões Class e Luxe), ao preço de R$ 230.000. Entre os equipamentos de série, o BYD e5 300 traz dois airbags, ESP, assistente de partida em rampa, Isofix, sistema de som, volante multifuncional, revestimento de bancos que imita couro, faróis de neblina, luzes de posição led e rodas de alumínio aro 16. O estilo é conservador. Por fora, os faróis biparábola que se situam como prolongamentos da grade dianteira são a maior ousadia do design. Por dentro, o painel é igualmente previsível. O acabamento é de boa qualidade no que diz respeito à confecção e ao encaixe das peças. No princípio, o sedã e5 será vendido apenas para empresas (Christian Castanho/Quatro Rodas) Mas é muito simples na seleção dos materiais, principalmente na parte de plástico que imita alumínio, no console central. Exceto o fato de ser elétrico, não há nada que justifique seus R$ 230.000. Mas, como será vendido só para empresas, o e5 tem mais chances de sucesso do que teria no mercado das pessoas físicas.
Fonte:
Quatro Rodas
Teste: BYD e5, o sedã elétrico da BYD
Mais Novidades
14 DEZ
É isso o que acontece quando se usa muita pressão no turbo
Motor seis cilindros 6.7 Cummins explodiu com os 10 bar de três turbos (Reprodução/Youtube)
Não é só de motores V8 com compressor mecânico que vivem as corridas de arrancada nos Estados Unidos. Também existe uma vertente que usa grandes motores diesel capazes de gerar mais de 2.000 cv. Mas nem sempre a preparação dá certo.
Os motores favoritos dessa turma são os seis cilindros da F-350 e da RAM 3500. É fácil extrair mais...
Leia mais
Multa será de R$ 1.467 para quem parar em vaga de idoso ou PCD
5% das vagas em estacionamentos públicos são destinadas a idosos– (Paulo de Tarso Campos/Quatro Rodas)
Estacionar em vagas reservadas para idosos ou deficientes físicos de forma indevida pode gerar uma autuação de R$ 293,47, além da inclusão de sete pontos no prontuário da CNH pela infração gravíssima.
Projeto do deputado Pedro Vilela (PSDB-AL) propõe majoração de cinco vezes o valor atual. De acordo com Vilela, essa...
Leia mais
Fiat convoca mais de 150 mil carros; Argo, Mobi e Uno envolvidos
Argo, Mobi e Uno convocados e 151.480 unidades no total (Christian Castanho/Quatro Rodas)
A Fiat anunciou um recall que envolve 151.480 unidades de três modelos diferentes – o chamado é o décimo da marca em 2017. Desta vez, o motivo é uma falha no comando da chave de setas.
De acordo com a fabricante, uma eventual falha do componente poderá resultar no não funcionamento das luzes das setas sem a ciência do motorista.
Uno...
Leia mais
Adeus, DSG: novo Volkswagen Jetta terá câmbio de oito marchas
Sedã tem plataforma nova e segue nova tendência de estilo da Volks (Divulgação/Volkswagen)
A nova geração do Volkswagen Jetta está pronta. O sedã será apresentado oficialmente no Salão de Detroit, em meados de janeiro, e deverá desembarcar no Brasil em meados de janeiro.
Mas o segredo começou a acabar. A Volks adiantou o visual do seu novo sedã médio em desenhos – e eles confirmam flagra publicado em agosto.
...
Leia mais
Longa duração: O preço das peças de consumo natural
Palheta dianteira, pastilha de freio, disco de freio, bateria, filtro de cabine, lâmpada e pneu: peças de consumo natural (Dulla/Quatro Rodas)
Mais cedo ou mais tarde, uma lâmpada queima, uma bateria deixa de acumular carga ou o pneu fica careca. É só uma questão de tempo.
E, quando isso acontece, toda a sua programação de gastos com o carro, pode ficar comprometida. Preparamos uma cesta de peças de desgaste natural e partimos para...
Leia mais
Lançar um modelo só na versão mais cara também tem seus riscos
Equinox estreou na versão topo de linha Premier (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Na vida, aprendemos desde cedo que devemos começar por baixo para evoluirmos com o tempo. Na indústria automobilística, porém, essa regra é desrespeitada. Cada vez mais modelos estreiam só na versão cara e, tempos depois, ganham configurações mais baratas.
O Kicks é um bom exemplo. Chegou em julho de 2016 na versão top, SL, seis meses mais tarde, em...
Leia mais