Novidades

26 JAN
Teste: BYD e5, o sedã elétrico da BYD

Teste: BYD e5, o sedã elétrico da BYD

BYD e5

O e5 tem o visual conservador, mas é inovador na tecnologia (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A BYD está no Brasil desde 2015, quando inaugurou sua primeira fábrica de montagem de ônibus elétricos em CKD, na cidade de Campinas (SP). Atualmente, seus ônibus já rodam nas cidades de Campinas, Santos e São Paulo, no estado de São Paulo; e Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

Além dos ônibus, a empresa vende também empilhadeiras e um furgão chamado ET3, ambos elétricos, e desenvolveu um caminhão de coleta de lixo, 100% elétrico, usado pela empresa Corpus Saneamento, de Indaiatuba (SP).

Em 2017, a BYD inaugurou uma segunda fábrica, também em Campinas, mas para a produção de painéis fotovoltaicos, para captação de energia solar.

Agora, está iniciando a comercialização de automóveis elétricos que serão oferecidos apenas para venda direta, ou seja: para empresas, assim como tem sido com os outros veículos da marca.

Perguntamos se há intenção de vender os carros para pessoas físicas e a empresa respondeu que “não divulga planos futuros”.

A BYD começa a importar da China dois modelos: o hatch médio e6 e o sedã médio e5, testado por nós. O e5 tem porte de Corolla: 4,68 metros de comprimento, 1,75 de largura e 1,50 de altura. Seu motor síncrono (sem escovas), de corrente alternada, gera 217,5 cv e 31,6 mkgf de torque.

BYD e5

Motor gera 217,5 cv de potência (Christian Castanho/Quatro Rodas)

As baterias são de fosfato de ferro lítio com capacidade de 47,5 kWh, resultando em uma autonomia oficial de 300 km. Com as baterias totalmente descarregadas, o tempo de recarga é de 1h30min (em carregador de 40kW), segundo a fábrica. O plugue é do tipo industrial (2 europeu).

BYD e5

Tomada para recarga obedece o padrão industrial, tipo 2 europeu (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O e5 foi lançado em 2015, derivado de um modelo BYD movido a gasolina, chamado Su Rui, de 2012, do qual herdou todos os demais sistemas. Sua suspensão é do tipo McPherson, na dianteira, e multilink, na traseira. A direção é elétrica e os freios usam discos ventilados na frente e sólidos atrás.

No dia a dia, o e5 se comporta como um sedã médio deve se apresentar. A suspensão é macia e a direção é leve. O torque disponível assim que se pisa no acelerador empolga.

Na pista de testes, foi possível medir a aceleração do carro, que fez de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos, enquanto um Corolla 2.0 Flex com 154/143 cv conseguiu o tempo de 10,2 segundos.

BYD e5

Com porte de sede médio, e5 oferece espaço para cinco pessoas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

A velocidade máxima, segundo a fábrica, é de 130 km/h. Na hora de parar, ele não foi tão bem. Vindo a 80 km/h, o e5 gastou de 30,5 metros para frear, enquanto o Corolla  precisou de 28,9 metros.

Ao volante, o que mais agradou foi o nível de ruído. No que depende do motor, ele é muito baixo. Para se ter uma ideia, seu som se assemelha ao de um reator desses usados em lâmpadas de mercúrio.

BYD e5

O projeto bem executado, mas simples na seleção de materiais (Christian Castanho/Quatro Rodas)

BYD e5

Visor no centro do painel concentra as informações do consumo do carro (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Rodando a 120 km/h, medimos 67,9 dB(A) – em um Corolla o nível sonoro chega a 72,3 dB(A). A presença de ruídos aerodinâmicos e dos pneus em contato com o piso é a mesma de um sedã comum.

BYD e5

e5 leva 450 litros de bagagem no porta-malas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O e5 é oferecido na versão 300, que é a mais simples da linha (na China, há ainda as versões Class e Luxe), ao preço de R$ 230.000. Entre os equipamentos de série, o BYD e5 300 traz dois airbags, ESP, assistente de partida em rampa, Isofix, sistema de som, volante multifuncional, revestimento de bancos que imita couro, faróis de neblina, luzes de posição led e rodas de alumínio aro 16.

O estilo é conservador. Por fora, os faróis biparábola que se situam como prolongamentos da grade dianteira são a maior ousadia do design. Por dentro, o painel é igualmente previsível.

O acabamento é de boa qualidade no que diz respeito à confecção e ao encaixe das peças.

BYD e5

No princípio, o sedã e5 será vendido apenas para empresas (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Mas é muito simples na seleção dos materiais, principalmente na parte de plástico que imita alumínio, no console central. Exceto o fato de ser elétrico, não há nada que justifique seus R$ 230.000.

Mas, como será vendido só para empresas, o e5 tem mais chances de sucesso do que teria no mercado das pessoas físicas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

14 JUN

Os carros da Rússia são bem piores do que os nossos “nacionais”

Quem for à Rússia para acompanhar os jogos da Copa, em junho, perceberá que, apesar da distância, o mercado automotivo local tem suas semelhanças com o nosso.Além das estradas em péssimas condições, o que obriga os fabricantes a reforçar a suspensão, os dois países têm histórico de manter carros bem antigos em produção por décadas.As limitações da ex-URSS e a necessidade de ter carros robustos e baratos deram origem a modelos bem curiosos, que ainda podem ser vistos nas ruas... Leia mais
14 JUN

Toyota Yaris já chegou atrasado; visual pode ter vida curta

Toyota Yaris da primeira geração (XP10) (Divulgação/Toyota)A Toyota estreou o nome Yaris em 1998, durante o Salão de Genebra, na Suíça. Esta primeira geração (batizada internamente de XP10) foi um sucesso imediato.Não por menos, foi eleito como o Carro do Ano na Europa, em 2000.Toyota Yaris da segunda geração (XP90) (Divulgação/Toyota)A segunda geração, XP90, foi vendida na Europa e na Ásia entre 2005 e 2011.Ela trocava a plataforma NBC pela plataforma B da Toyota, que havia... Leia mais
14 JUN

Ford diz que encerrará joint venture de célula de combustível com a dona da Mercedes

A Ford e a Daimler, dona da Mercedes, estão encerrando uma joint venture formada para desenvolver tecnologia de célula de combustível automotivo, informou a montadora norte-americana nesta quarta-feira (13), à medida que ambas as empresas pretendem tocar individualmente o desenvolvimento da tecnologia. A Automotive Fuel Cell Cooperation Corp. fechará no terceiro trimestre, disse a Ford em resposta a uma pergunta da Reuters. Apesar de anos de pesquisa e investimento das... Leia mais
14 JUN

Kawasaki Versys-X 300: primeiras impressões

Até pouco tempo atrás, existia um grande buraco no segmento das aventureiras. Você poderia optar por uma trail de baixa cilindrada, como a Honda XRE 300 ou uma Yamaha Ténéré 250, ou dar um salto gigante para chegar a uma Suzuki V-Strom 650, por exemplo. Com a chegada das chamadas pequenas aventureiras premium, agora esse espaço começa a ser preenchido. As principais representantes desse nicho são BMW G 310 GS e Kawasaki Versys-X 300. Lançada primeiro do que a GS, a Versys-X... Leia mais
13 JUN

Grandes brasileiros: o sofisticado Chevrolet Chevette Hatch

A versão SL era a mais sofisticada do Chevette Hatch (Christian Castanho/Quatro Rodas)O Chevette Hatch foi uma das novidades da Chevrolet para a linha 1980. Denominado “o incrível Hatch”, ele reuniu as virtudes do pequeno sedã da GM em apenas 3,97 metros.A demanda era inversamente proporcional ao seu tamanho: havia uma longa fila de espera pela nova carroceria, que representava 37% das vendas do modelo e motivou a GM a apresentar a irmã caçula, Marajó, perua derivada do Chevette.Seu... Leia mais
13 JUN

Recall descuidado do airbag exige outro reparo no Toyota Corolla

O problema, agora, não é o airbag disparar estilhaços. A treta é não abrir direito. (Divulgação/Toyota)Notícia velha: a Toyota fez mais um recall para airbags do Corolla. Notícia nova: o problema não envolve os insufladores da Takata.A falha, agora, é com a montagem da peça dos carros afetados pelas convocações anteriores feitas pela marca.Em resumo, o caso inteiro envolveu unidades cujo airbag podia projetar estilhaços metálicos contra os ocupantes em caso de acidente.Isso... Leia mais