Baixa pressão: o carro inclina e a suspensão não tem curso para manter a roda no chão (Christian Castanho/Quatro Rodas) Você está dirigindo em uma estrada que lhe é familiar, conhece a velocidade segura para fazer as curvas e se sente perfeitamente à vontade ao volante. Inesperadamente, ao esterçar o volante para executar um traçado sinuoso, o carro reage de maneira inesperada e a traseira parece querer se amotinar e tomar outra direção. Com sorte, o episódio pode ficar apenas na descarga de adrenalina. Mas o episódio poderia ter conseqüências bem além do susto. Quando foi a última vez que você calibrou os pneus de seu carro? Se você não se lembra – ou se faz mais de uma semana –, você provavelmente faz parte dos 60% dos motoristas que andam com pneus abaixo da calibragem recomendada pelos fabricantes. O dado é da Pirelli, que realiza algumas blitzes em shopping centers e supermercados de grandes centros urbanos. Essa porcentagem refere-se a motoristas que andam com a calibragem de pelo menos um pneu – há quem ande com os quatro – abaixo do recomendado pelo fabricante. Outro dado revelador é fornecido por Roberto Manzini, do Centro de Pilotagem que leva seu nome e especialista em cursos de direção defensiva: 44% dos alunos que chegam para a primeira aula com o próprio carro têm um ou mais pneus com pressão 25% inferior àquela recomendada pelo fabricante. Não por acaso, Manzini foi nosso parceiro neste teste que avalia as conseqüências de se dirigir com pneus abaixo da calibragem correta. Nosso ensaio consiste de duas manobras – teste do alce e slalom – e medição de consumo de combustível. Nos ensaios dinâmicos, realizamos cinco passagens: com todos os pneus na pressão correta, com apenas um pneu esvaziado, com os dois do eixo traseiro murchos, uma com os dianteiros descalibrados e, por fim, uma passagem com os quatro pneus com 25% a menos na calibragem. Calibragem baixa: falta de precisão nas manobras (Christian Castanho/Quatro Rodas) Para quem não sabe, o teste do alce é um desvio duplo de trajetória, que simula a inesperada entrada de um animal na sua frente. Ao avistá-lo, desvia-se para a esquerda e, em seguida, retorna-se à faixa original. A manobra ficou mundialmente conhecida depois de ter provocado o capotamento de um Classe A na Europa, na década de 90, fato que levou a fábrica a adotar uma série de equipamentos de segurança que não estavam previstos para o modelo. Algo parecido ocorreu recentemente com a Toyota Hilux. A manobra tem a fama de desequilibrar dinamicamente boa parte dos carros que passam por ela.
Fonte:
Quatro Rodas
Teste: os efeitos mortais dos pneus com pressão baixa
Mais Novidades
VelociRaptor 6×6 é um incrível Ford F-150 Raptor com seis rodas
Superpicape 6×6 foi baseada na F-150 Raptor (Henessey Performance/Divulgação)
A Ford F-150 Raptor é linda e monstruosa por natureza, mas para alguns, ainda não é o bastante.
No SEMA, salão de preparação que acontece esta semana em Las Vegas, os texanos da Hennessey apresentaram a nova versão da VelociRaptor 6×6, uma superpicape de seis rodas e mais de 600 cv.
Para-choque na versão 6×6 ficou mais robusto (Henessey...
Leia mais
1 em cada 3 brasileiros pode ter isenção de IPVA
30% da população pode ter isenção de IPVA– (Marco de Bari/Quatro Rodas)
No Brasil existem 45,6 milhões de pessoas portadoras de algum tipo de deficiência, segundo o IBGE. Esse número representa cerca de 25% da população.
Todas elas têm direito, por meio da Lei Nº 8.989/95, à isenção de IPVA e outros impostos, como ICMS e IPI na compra de carros zero-km.
No entanto, o texto da lei dá margem para dúvidas e abre brechas, pois...
Leia mais
Impressões: Volkswagen I.D. Buzz, a Kombi do futuro
O estilo pão de fôrma está garantindo na Kombi de 2022 (Divulgação/Volkswagen)
A meta da Volkswagen é vender mais de 1 milhão de carros elétricos por ano a partir de 2025. Um dos modelos desse gigantesco bolo é justamente a I.D. Buzz, que você conhece agora.
Mas, antes das apresentações formais, para quebrar o gelo, pode chamar esse protótipo apenas de nova Kombi.
A I.D. Buzz está carregada de tecnologia, o que nunca foi o forte...
Leia mais
Teste: Peugeot 2008 Griffe com câmbio de seis marchas
Por fora, nada novo: o 2008 Griffe mantém a cara de 2015 (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Como para um estudante de humanas, números nunca foram o ponto forte do 2008. Além de ficar longe de seus rivais em vendas, ele mantinha um antiquado (e criticado) câmbio automático de quatro marchas.
Porém, chegou a hora de a Peugeot alterar essa equação: agora, finalmente equipado com uma transmissão de seis velocidades, ele quer mudar o...
Leia mais
Longa Duração: Creta teve dois pneus furados em uma viagem
Hyundai em visita a Campos do Jordão – SP (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Rodar com os pneus com a calibragem correta é importantíssimo, pois somente com a pressão adequada o carro oferece o máximo em performance, economia e, principalmente, segurança.
No caso do Creta, o indicador de pressão dos pneus é um grande aliado. “Estranhei o fato de o painel mostrar apenas 24 libras nos traseiros, quando o correto são 33 libras....
Leia mais
Dodge vai vender V8 de 707 cv do Hellcat pelo preço de uma Spin
Motor é vendido prontinho para ser instalado em qualquer carro, desde que haja espaço (Divulgação/Dodge)
Mais do que o design e os ajustes de chassi, o elemento mais importante do Dodge Challenger Hellcat é seu motor V8 6.2, com compressor que gera uma estupidez de 717 cv e 89,8 mkgf.
Pois a Dodge anunciou no SEMA, salão de preparação que acontece esta semana em Las Vegas, que venderá este motor a parte para que você possa instalar...
Leia mais