Versão tem para-choques e saias mais robustos (Leo Sposito/Quatro Rodas) Apesar dos bons números de vendas, SUVs dificilmente estão entre os favoritos de quem é apaixonado por carro. Se este é seu caso, abra seu coração: o Audi Q3 Ambition, com motor 2.0 TFSI de 220 cv, tem temperamento totalmente diferente do dos Q3 com motor 1.4 TFSI flex de 150 cv ou o 2.0 de 180 cv. Motor de 220 cv e câmbio de sete marchas são os mesmos do Golf GTI (Leo Sposito/Quatro Rodas) Vale ligar os pontos. O 2.0 com turbo e injeção direta e indireta dessa versão é o mesmo do Golf GTI. O câmbio automatizado de dupla embreagem S-Tronic de sete marchas tem uma marcha a mais, mas é tão rápido quanto o DSG de seis do Volks. No fim, hatch e SUV aceleram igual: ambos cravaram 6,7 s no 0 a 100 km/h em nossa pista de testes. A vantagem sobre o Q3 de 180 cv é 1 s. E o consumo foi um pouco pior: caiu de 10,2 km/l para 9,7 km/l. O consumo rodoviário não mudou: 13,7 km/l. Câmbio S-Tronic: trocas bem rápidas (Leo Sposito/Quatro Rodas) Para o Q3, que pesa 248 kg a mais que o Golf, isso é quase um fenômeno físico. Mas vale lembrar que o SUV da Audi tem a tração integral Quattro a seu favor, com diferencial central Haldex, que distribui o torque entre os eixos de acordo com a demanda. Ou de acordo com o Audi Drive Select, que também interfere na direção, câmbio e na velocidade das respostas do acelerador para melhorar o desempenho ou o consumo. Há uma pegada esportiva por parte da mecânica, mas a suspensão ainda trabalha em prol do conforto. Filtra bem as irregularidades do piso e garante rodar suave, mas sem permitir que o Q3 role muito em curvas – o que é ótimo para um SUV. Bancos são forrados de couro sintético (Leo Sposito/Quatro Rodas) O que poderia ser melhor é o espaço traseiro. Dois adultos viajarão com vão suficiente para pernas e ombros, mas quem tem mais de 1,80 metro reclamará da cabeça rente ao forro. Culpa do caimento do teto, que talvez seja responsável por manter o Q3 visualmente interessante ainda hoje, com cinco anos de Brasil. Espaço traseiro é bom (Leo Sposito/Quatro Rodas) A idade de projeto fica evidente mesmo é pelo painel. O controle do ar-condicionado digital por meio dos enormes botões giratórios está datado, assim como a tela da central multimídia, que precisa ser aberta e recolhida manualmente. Painel com grandes saídas de ar tem aspecto antigo (Leo Sposito/Quatro Rodas) Tela central multimídia precisa ser aberta e recolhida manualmente (Leo Sposito/Quatro Rodas) Os botões para navegação pelos menus e os controles do sistema de som no painel são difíceis de operar – a solução de posicioná-los no console central, adotada nos modelos mais recentes, é muito mais conveniente. Mas o acabamento de toque macio e os detalhes de aço escovado são de qualidade. Rodas são de liga leve e os pneus aro 18 (Leo Sposito/Quatro Rodas) Duro é encarar o preço. Por R$ 210.990, o Ambition entrega faróis bixenônio, teto solar panorâmico, freio de estacionamento elétrico, porta-malas com abertura elétrica, central MMI com navegador, bancos dianteiros com ajustes elétricos e retrovisores com rebatimento elétrico. Porta-malas tem abertura elétrica e 460 litros de capacidade (Leo Sposito/Quatro Rodas) São itens esperados, mas faltam equipamentos banais como câmera de ré, porta USB e sistema keyless de acesso e partida sem chave. Este último é vendido como opcional junto com o sistema de som Bose e o alerta de pontos cegos por R$ 8.000. Aí fica difícil: um Golf GTI completo, até mais equipado, custa R$ 168.487. SUV tem saídas de escape separadas (Leo Sposito/Quatro Rodas) É um SUV que anda como um hatch esportivo do mesmo porte. Mas faltam equipamentos e itens de segurança sofisticados para justificar o preço.
Fonte:
Quatro Rodas
Teste
Ficha técnica – Audi Q3 Ambition 2.0
Veredicto:
Teste: Audi Q3 Ambition é rápido como um Golf GTI
Mais Novidades
Autodefesa: Donos de Jeep Compass com problema no ar-condicionado
Célia: passageiros perguntam sobre o cheiro estranho (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Quem tem ar-condicionado pode se dar ao luxo de deixar o mau cheiro do lado de fora do carro. Pena que a regra não esteja valendo para alguns donos de Jeep Compass, que enfrentam o constante odor de mofo mesmo em veículos novos.
Proprietário de um Longitude 2016, o advogado Eduardo Donato, de Campina Grande (PB), percebia que algo não estava bem já...
Leia mais
Teste do especialista: cadeirinhas dobráveis para pets
– (Paulo Bitu/Quatro Rodas)
Esta época do ano é propícia para viajar. E, para quem tem animal de estimação, fica a dúvida de como transportá-lo. Já pensou nas cadeirinhas dobráveis? Práticas e leves, elas quase não ocupam espaço quando estão fora de uso. No nosso teste, comparamos três marcas para cães de pequeno e médio portes.
“Para a segurança de todos e até evitar multas, é recomendável levar o pet em cadeiras...
Leia mais
Conheça a próxima geração do Hyundai Creta
Futuro Creta terá elementos do Intrado, carro-conceito de 2014 (Divulgação/Hyundai)
As vendas do Creta seguem a pleno vapor e, para que continuem assim, a Hyundai já trabalha na segunda geração do SUV compacto.
Mas já? Pensando bem, nem é tão cedo assim. É bom lembrar que o Creta – vendido em outros mercados como ix25 – foi lançado na Índia em 2014. Isso explica por que a Hyundai do Brasil, antes do lançamento aqui, negava...
Leia mais
Peruas, minivans e sedãs médios manuais devem ser extintos
Fiat Weekend: após 20 anos de mercado deixará de ser produzida (Divulgação/Fiat)
Arara-azul, onça-pintada e mico-leão-dourado são exemplos de animais em extinção no Brasil. Já na fauna automotiva, algumas espécies também correm o risco de sumir (ou até já sumiram) do mapa. E não estamos falando apenas de números de vendas, mas de modelos à disposição do consumidor.
Dizimadas pelos SUVs, é cada vez mais raro avistar peruas...
Leia mais
Transmissão automática: hora de perder o medo dela
Reparo de caixa automática: só com mão de obra especializada (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Até os anos 90, câmbio automático era mais rotulado que uísque comprado no Paraguai. “É caro de manter” e “Dá muito problema” eram as frases que faziam as pessoas abrirem mão desse conforto.
Mas ainda bem que o tempo passou. Hoje já tem carro compacto com mix de vendas equilibrado entre a versão automática e a manual.
Você...
Leia mais
Grandes Brasileiros: Chevrolet Kadett GSi conversível
– (Marco de Bari/Quatro Rodas)
Era o auge da euforia da abertura do mercado aos importados quando surgiu o Kadett GSi, no fim de 1991, acrescentando uma importante vogal ao nome da versão GS, lançada em 1989.
O fim da era do carburador, que abriu espaço para a injeção eletrônica no país, ofereceu um presente a mais para o consumidor brasileiro, o GSi conversível. O carro nasceu com um único concorrente nacional na mesma versão, o...
Leia mais