O novo Cayenne disfarça o quão tecnológico ele é (Divulgação/Porsche) Aos quinze anos e 770.000 unidades vendidas desde o nascimento, em 2002, o Cayenne chega à sua terceira geração. As mudanças mais facilmente notadas remetem ao 911, o cupê que é a alma da Porsche. No entanto, o novo conteúdo tecnológico dá uma ideia mais aproximada do quão acentuado foi o avanço. Duvida? A Porsche apostou alto com o Cayenne. “Como pode uma marca que fez história com seus esportivos querendo vender um jipão?”, se perguntavam fãs e detratores da Porsche. Hoje, Cayenne e Macan são os modelos mais comercializados da marca alemã ao redor do planeta. Apenas o conta-giros é analógico, cercado por telas (Divulgação/Porsche) Mais comprido (em 6,3 cm), mais largo (2,3 cm) e mais baixo (apenas 1 cm), o novo Cayenne tem a traseira alargada, o que reforçou ainda mais a impressão de força. As lanternas, bem mais estreitas e conectadas por uma régua com a inscrição Porsche, deixaram a tampa traseira mais refinada – e, como já dito, remetem ao 911. Uma segunda régua, na cor do carro, logo acima do espaço dedicado à placa, abriga o nome do modelo. No perfil, os para-lamas seguem musculosos, dando outra pitada de 911 ao SUV. A área envidraçada tem contorno muito parecido com o da geração anterior, mas agora o teto tem uma queda mais suave acima do banco traseiro e porta-malas. ATIVIDADE AERODINÂMICA No perfil, queda do teto suavizada sobre a coluna C (Divulgação/Porsche) Dependendo da versão – o test-drive foi feito com um Cayenne S –, o novo SUV pode vir equipado, pela primeira vez, com sistema de esterçamento das rodas traseiras. Exclusividade da versão topo de linha, o aerofólio ativo pode tanto auxiliar o SUV a acelerar, aplicando downforce na traseira (com inclinação entre 12,6 e 20 graus, dependendo da velocidade), quanto a frear, criando o que a Porsche chama de Airbrake, quando se posiciona a 28,2 graus, aumentando o arrasto aerodinâmico. O arsenal tecnológico é composto ainda pelo PDCC, um sistema com atuadores elétricos nas barras estabilizadoras que, de acordo com a Porsche, é rápido a ponto de anular acelerações laterais de até 0,8 g. De série no Cayenne Turbo, a suspensão pneumática também evoluiu. No console central, os botões físicos praticamente desapareceram, dando lugar a uma placa sensível ao toque para seleção e operação de um arsenal de dispositivos eletrônicos (Divulgação/Porsche) Antes com quatro bolsas de ar com uma única câmara, agora elas trazem três compartimentos independentes em cada uma, o que permitiu um aumento de 40% do volume de ar. Na prática, isso se reflete num espectro de atuação amplo (a altura pode variar entre 162 mm e 245 mm) e níveis de esportividade ou conforto acentuados. Placa sensível ao toque também para os passageiros dos bancos traseiros – eles têm controle individual de temperatura e velocidade do ar (Divulgação/Quatro Rodas) Tanta tecnologia assim não seria possível com um sistema elétrico convencional, de 12 volts. Eis a razão de a Porsche ter dado ao Cayenne uma rede elétrica muito mais potente, de 48 volts. O motor do Cayenne S, um V6 biturbo 2.9 com 440 cv, ganhou melhorias no sistema de refrigeração, gestão e na configuração geral. Com isso, a potência específica ganhou um incremento de 30%, saltando de 117 cv por litro para 152 cv/l. A transmissão segue a mesma: uma caixa automática com conversor de torque e oito marchas. ENGENHARIA MÁGICA Lanternas afiladas aproximam o SUV do design consagrado do 911 (Divulgação/Porsche) Ao volante, a tradução prática da aplicação de tanta tecnologia. Os efeitos do eixo traseiro direcional parecem fazer o SUV encolher, tamanha a competência no contorno de curvas e nas manobras. Com a barra estabilizadora é igual. Nas dramáticas curvas da ilha de Creta, na Grécia, em vias cuja largura mal acomoda dois Cayenne, o SUV funcionou como se estivesse sobre trilhos. E, se você se empolgar demais, poderá contar com freios especiais (outro item que estreia entre os opcionais da linha 2018), com discos cobertos com uma película de carboneto de tungstênio, facilmente identificados pelo alto brilho dos discos e pelas pinças pintadas de branco. SUV tem qualidade de acabamento na parte interna (Divulgação/Quatro Rodas) No interior, além do destaque às telas (no painel e no quadro de instrumentos) e ao console, que eliminou quase todos os botões físicos, o Cayenne segue o mesmo. Ou seja, com uma qualidade de acabamento e materiais raros de se ver por aí. *Dados de fábrica
Fonte:
Quatro Rodas
FICHA TÉCNICA – PORSCHE CAYENNE S
Impressões: Porsche Cayenne, tecnologia e força
Mais Novidades
Hyundai apresenta inédito airbag de teto
Bolsa de ar fica escondida nas laterais do vidro (Divulgação/Hyundai)
Há airbags frontais, laterais, de joelhos, nos cintos de segurança e até para pedestres. Estas bolsas de ar tornaram-se importantes aliados para reduzir o risco de ferimentos graves ou mesmo poupar vidas em um acidente de carro. O propósito do airbag de teto apresentado pela Hyundai não é diferente.
Essa é para você que sempre se perguntou sobre o que acontece...
Leia mais
SUV derivado do Renault Kwid será mostrado este ano
Modelo é conhecido como como “Renault HBC” (Indian Autos Blog/Internet)
A Renault chama o Kwid de “SUV dos compactos”, mas em breve a fabricante francesa também terá o compacto dos SUVs.
De acordo com o Indian Autos Blog, a Renault apresentará no Salão de Nova Déli, no mês que vem, um conceito que antecipará o SUV baseado na plataforma do Kwid, a CMF-A. Terá pouco menos de 4 metros de comprimento (o Kwid tem 3,68 m). Na...
Leia mais
Teste: Audi Q3 Ambition é rápido como um Golf GTI
Versão tem para-choques e saias mais robustos (Leo Sposito/Quatro Rodas)
Apesar dos bons números de vendas, SUVs dificilmente estão entre os favoritos de quem é apaixonado por carro. Se este é seu caso, abra seu coração: o Audi Q3 Ambition, com motor 2.0 TFSI de 220 cv, tem temperamento totalmente diferente do dos Q3 com motor 1.4 TFSI flex de 150 cv ou o 2.0 de 180 cv.
Motor de 220 cv e câmbio de sete marchas são os...
Leia mais
Em que condições a suspensão multilink se mostra melhor?
A suspensão traseira independente permite um maior curso, algo útil no fora-de-estrada (Christian Castanho/Quatro Rodas)
Meus amigos não sentem grande diferença no dia a dia ao usar uma suspensão multilink. Em que condições ela se mostra melhor na prática? – Mariano Conceição, Teresina (PI)
Ela se mostra superior em condução esportiva, mas só motoristas muito experientes podem notar a diferença em relação ao sistema por...
Leia mais
Longa Duração: Compass é sucesso na primeira parada na rede
Compass no Morro da Capelinha, em Planaltina (DF) (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)
Com revisões previstas a cada 20.000 km e recomendação de alinhamento de direção, balanceamento e rodízio de rodas a cada 10.000 km, o Compass fez sua primeira passagem pela rede Jeep. A concessionária escolhida foi a Sinal Alphaville, de Barueri (SP).
Ao deixarmos o SUV para o balanceamento, pedimos uma solução para dois pontos negativos indicados...
Leia mais
Chevrolet aumenta – de novo – preços de Onix, Prisma e Cruze
O carro mais vendido do Brasil fica mais caro para 2018 (Christian Castanho/Quatro Rodas)
A Chevrolet aumentou mais uma vez os preços de alguns modelos da linha 2018. Os aumentos afetam Onix, Prisma, Cruze e Cruze Sport6.
Os mesmos modelos já tinham recebido um aumento dos preços no começo de dezembro. Desta vez eles estão entre R$ 800 e R$ 2.200 mais caros.
Aumentos no Onix vão de R$ 800 até R$ 1.300 (Christian...
Leia mais