Reparo de caixa automática: só com mão de obra especializada (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas) Até os anos 90, câmbio automático era mais rotulado que uísque comprado no Paraguai. “É caro de manter” e “Dá muito problema” eram as frases que faziam as pessoas abrirem mão desse conforto. Mas Você ainda tem o pé atrás? Ok, há suas razões. No entanto, o esforço para deixar esses medos para trás vale a pena. Na manutenção básica, as duas caixas se equivalem. A automática pede uma eventual troca de óleo, mais caro que na manual – mas já há transmissões vedadas, livre da substituição do fluido. “No custo real do veículo, já não é significativo”, garante Leandro Perestrelo, da Comissão Técnica de Transmissões da SAE Brasil. Se o câmbio pede a troca de óleo, no entanto, é preciso respeitar o prazo estipulado pelo fabricante, que varia de marca para marca. O desgaste dos componentes internos gera um material metálico que fica imerso no lubrificante. Caso o intervalo não seja respeitado, o acúmulo desse resíduo pode aumentar a densidade do óleo e comprometer a lubrificação do sistema. E se o câmbio quebra, aí, sim, você descobrirá que o equipamento é bem mais caro que a caixa manual. Um problema no atuador, por exemplo, pode custar de R$ 5.000 a R$ 10.000, tanto pelas peças, que podem ser importadas, como pela mão de obra especializada. A boa notícia é que caixa automática é feita para durar quase 300.000 km se operada civilizadamente e com a manutenção em dia. O câmbio automático por si só se “autoprotege”. Mesmo na maioria dos modelos com opção de mudanças sequenciais manuais, se o motorista reduzir de quinta para primeira, por exemplo, a central eletrônica não vai obedecer, para preservar o sistema. Mas, no manuseio do câmbio, pode-se obedecer a algumas dicas e evitar vícios para não maltratar o conjunto. A principal é não mover a manopla a todo momento. Afinal, sempre que a alavanca é movimentada, ocorre o acoplamento das embreagens e freios dentro da transmissão. Mesmo no semáforo, não é preciso tirar do modo D para o N. Outra prática condenada é mudar para as principais posições (P, D e R) com o carro em movimento, pois causa o patinamento dos componentes internos. Ao estacionar, a rotina é a mesma: parar totalmente, colocar o câmbio em N (neutro), acionar o freio de estacionamento, liberar o pedal do freio e só então mudar o câmbio para P. Ao sair, o contrário: pise no pedal do freio, retire do P e destrave o freio de mão. E ao estacionar em ladeiras é preciso acionar sempre o freio de estacionamento. A posição P funciona como uma trava mecânica e, sem acionar o freio de mão, pode-se acelerar um processo de desgaste de peças do conjunto da transmissão. E fazer banguela com carro automático, nem pensar. Descer com o câmbio em N e depois engatar D acelera o desgaste das embreagens internas da transmissão.
Fonte:
Quatro Rodas
ainda bem que o tempo passou. Hoje já tem carro compacto com mix de vendas equilibrado entre a versão automática e a manual.Custo para manter
Como cuidar
Transmissão automática: hora de perder o medo dela
Mais Novidades
Harley-Davidson chama 2 mil motos para recall no Brasil
A Harley-Davidson anunciou nesta sexta-feira (31) uma convocação de recall para 2.037 motocicletas no Brasil, dos modelos Street Glide, Road King Classic, Ultra Limited, Street Glide Special, Road King Police, CVO Limited e CVO Street Glide, fabricados entre 2013 e 2015. Segundo comunicado, os grampos de retenção dos pinos de fixação das bolsas laterais precisam ser substituídos. Caso o chamado não seja atendido, as bolsas podem se desprender com a motocicleta em movimento. O...
Leia mais
31 JUL
Transitar no corredor de ônibus vira infração gravíssima
A presidente Dilma Roussef sancionou alterações no Código Brasileiro de Trânsito (CTB), que a partir desta sexta-feira (31) passa a considerar infração gravíssima transitar em faixas e vias exclusivas de ônibus no Brasil. Deste modo, o motorista que for pego dirigindo em corredores de transporte coletivo, nos horários proibidos, pode ter o veículo apreendido, além de levar 7 pontos na carteira de habilitação e pagar multa de R$ 191,54 (Correção: o G1 errou ao informar que o...
Leia mais
Guia dos SUVs: compare os modelos novos e os mais vendidos
Espaçoso e robusto, com posição mais alta de dirigir, porta-malas onde cabe tudo... Estas foram algumas das justificativas citadas para compra ou "namoro" com um SUV por consumidores ouvidos pelo G1 nos últimos meses. O segmento dos carros que juntam o melhor do sedã com a "pegada" esportiva foi o que mais cresceu em 2014 --ano ruim de vendas de carros, em geral - e continua se "salvando" neste ano, apoiado nos modelos compactos e em lançamentos, que, em poucos meses, entraram para...
Leia mais
Idade média de carros nos EUA sobe para 11,5 anos, maior que no Brasil
A idade média da frota de carros nos Estados Unidos subiu para 11,5 anos, segundo pesquisa anual da consultoria IHS Automotive, especializada no setor. O levantamento foi concluído em janeiro deste ano e a média é a maior desde que a consultoria começou a medir esses dados. "Desde que acompanhamos a idade média dos veículos, ela tem aumentado gradualmente devido ao aumento da qualidade dos automóveis", explica Mark Seng, da IHS. Outro fator que contribuiu para o aumento da idade...
Leia mais
‘AutoEsporte’ explica o surgimento da medida de potência em cavalos
O piloto César Urnhani mostra, no "AutoEsporte" deste domingo (2), as referências da criação do HP (horsepower), a medida de potência padrão usada para classificar o motor dos veículos. Nessa reportagem, é apresentada a raça do cavalo que inspirou a criação da medida e como a força evoluiu, passando pelos carros populares antigos até os atuais elétricos. O programa ainda viaja para a região de Maranello, na Itália, e conhece a Classiche, a área especial da Ferrari...
Leia mais
Recall afeta 45 mil motos da Honda nos Estados Unidos
A agência reguladora da segurança em estradas dos Estados Unidos (NHTSA) comunicou que um recall afetará 45.153 motos da Honda no país. + DE AUTOESPORTE Siga o programa nas redes sociais facebook.com/autoesportetv twitter.com/g1carros Um problema elétrico pode fazer o motor para de funcionar e aumentar a chance de...
Leia mais