Planta produzirá T40 e outro modelo ainda não definido (Christian Castanho/Quatro Rodas) A JAC Motors pretende construir uma fábrica no estado de Goiás. O local do complexo industrial ainda não foi escolhido, mas a empresa adiantou que investirá R$ 200 milhões para erguer uma planta para fabricar 35 mil veículos por ano. A marca estima gerar 850 empregos diretos e indiretos. O acordo foi formalizado pelo presidente da JAC Motors, Sergio Habib, e o governador de Goiás, Marconi Perillo. Traseira do T40 lembra a do Hyundai ix35 (Christian Castanho/Quatro Rodas) Dois modelos serão produzidos no país: o T40 e um outro SUV mantido sob sigilo – rumores apontam para a nova geração do T5. O início da produção está agendado para daqui a 24 meses, ou seja, no fim de 2019. Perspectiva artística da fábrica da JAC em Camaçari (BA) (JAC Motors/Divulgação) Esta não é a primeira vez que a JAC Motors planeja abrir uma fábrica no Brasil. Em agosto de 2011, a empresa anunciou um investimento de US$ 600 milhões para erguer uma planta em Camaçari, na Bahia. As obras seriam iniciadas em 2012 e concluídas dois anos depois, quando a fábrica teria capacidade para produzir 100 mil veículos por ano. Entretanto, a repentina alta de 30 pontos percentuais na alíquota do IPI acabou com os planos da JAC. Apenas empresas com índice de nacionalização superior a 65% estariam livres de pagar o imposto maior. Um J3 foi enterrado no local da pedra fundamental em 2014 (JAC Motors/Divulgação) Em setembro daquele ano, Habib manteve os planos de construção e suspendeu o planejamento poucos dias depois. No entanto, o executivo voltou a confirmar a fábrica e anunciou até quatro modelos que seriam produzidos por aqui – incluindo projetos desenvolvidos exclusivamente para o Brasil. Em 2014, a JAC inaugurou a pedra fundamental do futuro complexo industrial na Bahia e enterrou um J3 em uma cápsula do tempo, juntamente com objetos da época, como uma lata de Coca-Cola e um iPhone. Dois anos depois, a montadora reviu suas previsões, informando que investiria R$ 200 milhões para produzir apenas 20 mil carros por ano, a partir de 2017. Todo o capital investido seria do grupo SHC porque os chineses decidiram abandonar o projeto em 2015. O planejamento inicial era de 66% de participação dos chineses no investimento e participação da fábrica, cabendo ao grupo SHC os 34% restantes. No entanto, a crise brasileira e o atraso no início das obras foram determinantes para a saída dos chineses do negócio. Antes da fábrica sair do papel, um novo revés abalou a JAC. Por ter anunciado a produção de carros no país, a JAC foi contemplada com uma isenção de até 4,8 mil carros por ano dos 30% do IPI. Como o complexo jamais virou realidade, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) cancelou a habilitação da marca no Inovar-Auto. Com isso, a montadora foi condenada a devolver os incentivos aplicados aos veículos vendidos entre 2013 e 2014. Em maio de 2017, a JAC desmentiu boatos de que deixaria o mercado brasileiro. Procurada pela reportagem de QUATRO RODAS, a JAC disse que ainda não definiu com o governo como será realizada a devolução dos valores. Por enquanto, a única medida tomada foi o desenterramento do J3, agora guardado em um galpão da JAC. T5 foi um dos modelos que marcam a nova filosofia da JAC com foco nos SUVs (Pedro Bicudo) Apenas no começo de 2017 é que a JAC anunciou uma nova estratégia para o país. Em vez de construir uma fábrica do zero, a empresa afirmou que alugaria um galpão pronto em Camaçari para produzir seus carros – antes da decisão de estabelecer-se em Goiás. Ao mesmo tempo, a marca voltou seus esforços para o segmento de utilitários esportivos e lançou o T40, um hatch aventureiro classificado pela fabricante como um SUV. Ele se juntou aos atuais T5 e T6. Flagrado sem disfarce nas ruas de SP, o T70 deve ser lançado no Brasil em 2018 (Anônimo/Quatro Rodas) Para 2018, a JAC prepara a chegada de novos modelos, como o T70, que concorrerá na faixa de R$ 100 mil com modelos como Jeep Compass e Chevrolet Equinox. A presença dos chineses no Brasil, incentivada pela expectativa de que o programa Rota 2030 flexibilize a presença de marcas estrangeiras no país, teve outra notícia recente de impacto: a compra da operação brasileira da Chery pelo grupo CAOA, que hoje fabrica modelos Hyundai em Goiás.
Fonte:
Quatro Rodas
Fábrica na Bahia nunca saiu do papel
Chineses saíram da sociedade
Foco nos SUVs
JAC Motors anuncia fábrica em Goiás para fazer T40 e outro SUV
Mais Novidades
25 MAI
Qual o risco de colocar etanol em um carro movido a gasolina?
Trocar de combustível em carro que não é flex dá. Mas não é recomendado (Divulgação/Volkswagen)A greve dos caminhoneiros provocou uma corrida aos postos de combustível de todo o país, e em muitos lugares já falta gasolina para abastecer os carros. Nessa situação quase caótica, quem tem um modelo a gasolina pode pensar em algo tentador: colocar etanol no tanque.O uso do biocombustível em um motor projetado para queimar somente gasolina é possível, mas provocará danos no...
Leia mais
25 MAI
Com paralisação dos caminhoneiros, Hyundai e Caterpillar suspendem produção nas unidades de Piracicaba
As unidades da Hyundai e da Caterpillar localizadas em Piracicaba (SP) comunicaram nesta sexta-feira (25) que a greve dos caminhoneiros teve reflexos em suas produções. A Hyundai informou que interrompeu as operações ao final da tarde e que as atividades retornam na segunda-feira (28). Segundo a assessoria de imprensa da montadora sul-coreana, o segundo e o terceiro turnos foram suspensos nesta sexta. O segundo turno começa às 15h43 e encerra 1h04, enquanto o terceiro segue de 0h59...
Leia mais
25 MAI
Os dez carros mais baratos do Brasil
– (Arte/Quatro Rodas)Comprar um carro zero km com menos de R$ 45 mil é um desafio, mas ainda é possível. Reunimos aqui as versões de entrada dos dez carros mais baratos do Brasil.Vale um spoiler: nem todos são carros 1.0 peladões.Chery QQ Smile é o carro mais barato do Brasil (Divulgação/Chery)Apesar de aumento recente, a versão de entrada do Chery QQ ainda detém o posto de carro mais barato do Brasil.Para isso, tem apenas o trivial: há vidros elétricos dianteiros, Isofix,...
Leia mais
25 MAI
Fiat Chrysler convoca recall de mais de 5 milhões de carros nos EUA e Canadá
A Fiat Chrysler anunciou nesta sexta-feira (25) um recall de 4,8 milhões de carros nos Estados Unidos e mais 490 mil no Canadá para consertar um defeito no controle de velocidade cruzeiro ("cruise control", em inglês), que mantém a velocidade constante e pode frear automaticamente. A empresa afirmou que ainda está verificando a presença de veículos envolvidos no Brasil. O chamado inclui os modelos Jeep Grand Cherokee (2014-18), Jeep Cherokee (2014-18), Jeep Wrangler (2018), as...
Leia mais
25 MAI
MAIO AMARELO: a equipe de QUATRO RODAS foi para a rua
QUATRO RODAS faz ação na rua pela campanha do Maio Amarelo (Fernando Pires/Quatro Rodas)A equipe de QUATRO RODAS foi às ruas para apoiar o movimento Maio Amarelo e conscientizar motoristas e pedestres sobre a importância da segurança no trânsito.Em ação na avenida Paulista, em São Paulo, os jornalistas que fazem a QUATRO RODAS distribuíram panfletos e exibiram uma faixa para chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo.Da...
Leia mais
25 MAI
Veículos elétricos podem criar crise de cobalto em meados de 2020
A crescente popularidade dos veículos elétricos pode criar uma crise de fornecimento de cobalto no início dos anos 2020, dizem especialistas, acrescentando que pequenos operadores tentando iniciar minas fora da África podem ter um papel maior para atender a demanda pelo metal usado em baterias recarregáveis. A República Democrática do Congo produz quase dois terços do cobalto mundial como subproduto de suas minas de cobre e está adotando uma postura cada vez mais conflituosa em...
Leia mais