Novidades

13 DEZ
Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Actros e L-1111: guiamos dois ícones dos caminhões Mercedes-Benz

Épocas distintas, mesma cor: Actros Série Especial (esq.) foi inspirado no L-1111

Épocas distintas, mesma cor: Actros Série Especial (esq.) foi inspirado no L-1111 (Giovana Rampini/Quatro Rodas)

O L-1111 é mais do que um simples caminhão. Lançado no Brasil em 1964, ele ajudou a construir a imagem da Mercedes-Benz por aqui – a empresa havia se estabelecido no país em 1956. Em seis anos de produção, a marca vendeu 39 mil unidades.

Sua importância é tamanha que a Mercedes lançou até uma série especial do Actros baseada no 1111. Foi a deixa para dirigirmos os dois caminhões e descobrir o tamanho da evolução em 51 anos.

Caminhão foi restaurado pela própria Mercedes (Mercedes-Benz/Divulgação)

O 1111 (ou “onze onze”, como é conhecido no mundo dos caminhoneiros) era vendido em três versões. A L tinha chassis para caminhões e três opções de entre-eixos, de 3.600 mm, 4.200 mm e 4.830 mm, com capacidade de carga de 7.405 kg, 7.375 kg e 7.290 kg, respectivamente.

L-1111 tinha motor a diesel com 121 cv (Giovana Rampini/Quatro Rodas)

O PBT (peso bruto total) era de 10.500 kg. Havia ainda as versões LK (chassis para basculante) e LS (chassis para cavalo mecânico), ambas com 3.600 mm de entre-eixos.

Aro cromado dentro do volante acionava a seta (Giovana Rampini/Quatro Rodas)

Conforto era uma palavra fora do vocabulário do 1111. A cabine semiavançada mal tinha espaço para os pertences de motorista e passageiros. As portas quase não tinham acabamento interno e faltava isolamento acústico na cabine.

Rodas pintadas de vermelho viraram marca registrada do modelo (Giovana Rampini/Quatro Rodas)

Ar-condicionado e direção hidráulica eram luxos impensáveis até para a maioria dos automóveis daquela época. Era um veículo feito para trabalhar, e isso ele fazia muito bem.

Perto do 1111, o Actros parece um veículo de luxo. Além dos itens de conforto presentes nos caminhões atuais, traz diversas assistências eletrônicas.

Diferença de tamanho entre os caminhões é perceptível de longe (Vitor Matsubara/Quatro Rodas)

Há piloto automático, assistência de frenagem de emergência e alerta de permanência em faixa – um alerta sonoro grave sai dos altos-falantes se o caminhoneiro invade a pista ao lado. Se um veículo entrar na frente do Actros, tudo bem: um sistema aciona os freios para impedir a colisão.

Feito para o trabalho

L1111 foi vendido apenas seis anos. No período, foram 39.000 unidades comercializadas (Giovana Rampini/Quatro Rodas)

O L1111 das fotos foi restaurado pela própria Mercedes-Benz. O motor é um OM 321 diesel com seis cilindros, injeção indireta e aspiração natural, entregando 121 cv a 2.800 rpm.

Dirigir o 1111 não é tão difícil quanto eu imaginava. A direção não tem assistência hidráulica, mas não é excessivamente pesada. É necessário um pouco de jeito para manusear o câmbio de cinco marchas a frente e uma a ré (todas sincronizadas), mas os engates não são tão imprecisos. Delicadeza é fundamental para não cometer erros – e nem arranhar as marchas.

A marca alemã começou a produzir caminhões no Brasil em 1956 (Giovana Rampini/Quatro Rodas)

As versões L e LK traziam freio motor acionado por uma alavanca na coluna de direção. Ele trabalha juntamente com o sistema de alimentação de combustível e utiliza a compressão do motor para reduzir a marcha, poupando os freios.

Material promocional do L-1111 na época de seu lançamento, em 1956 (Mercedes-Benz/Divulgação)

A cabine era do tipo semiavançada, sem cama e bem espartana, como padrão na época, totalmente diferente do conforto observado e sentido nos caminhões topo de linha da marca de hoje, como o Actros.

Quase um automóvel

Das 21 unidades, a Mercedes anunciou que uma delas já foi vendida (Mercedes-Benz/Divulgação)

Apenas 21 unidades do Actros Série Especial serão vendidas pela marca, sendo 15 do 2651 6×4 e seis do 2546 6×2. Cada uma delas custa R$ 500.000 e todas trazem um motor de 13 litros com 510 cv.

Adesivo faz alusão ao lançamento do modelo na Fenatran (Giovana Rampini/Divulgação)

Há outros detalhes inspirados no passado além da pintura verde, como chassis e detalhes externos pintados de vermelho e revestimento em couro bege com costuras aparentes.

Achar a posição de dirigir ideal é fácil graças aos ajustes elétricos de altura e profundidade do banco do condutor. Feito isso, basta pressionar levemente o pedal do acelerador para movimentar o monstro de quase 20 metros de comprimento com o implemento acoplado.

Cabine tem todos os comandos voltados para o caminhoneiro (Giovana Rampini/Quatro Rodas)

A direção do Actros é extremamente leve, facilitando as manobras em espaços apertados. É fundamental checar os cinco espelhos retrovisores o tempo todo para não atingir algum veículo – ou alguém. Graças a eles dá para visualizar tudo que está ao redor (e à frente) do caminhão.

A suspensão tem calibragem priorizando o conforto, fazendo a cabine chacoalhar ao passar por irregularidades. Já a transmissão automatizada de 12 marchas remete às primeiras caixas deste tipo, dando trancos entre as trocas.

Passando as primeiras marchas, o Actros ganha embalo rapidamente, especialmente se o caminhoneiro decidir realizar as trocas no modo sequencial.

Cabine Megaspace tem área livre entre os bancos e uma confortável cama (Mercedes-Benz/Divulgação)

A espaçosa cabine tem inúmeros porta-objetos, rádio com Bluetooth e uma confortável cama na boléia, com direito a televisor com receptor digital e cortinas para cobrir todas as janelas.

Até um climatizador foi instalado para manter a temperatura da cabine agradável sem recorrer ao ar-condicionado durante as noites.

Padronagem do revestimento dos bancos foi inspirada nos antigos caminhões da marca (Mercedes-Benz/Divulgação)

Actros tem motor de 13 litros com 510 cv (Mercedes-Benz/Divulgação)

Ser caminhoneiro nunca foi fácil. Mas passar um dia com Actros e L-1111 me provou como os caminhões evoluíram em seis décadas – tanto quanto a indústria automobilística, aliás. Bom para quem passa a maior parte da vida dirigindo-os pelas estradas.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

24 SET
Manutenção de carros elétricos pode ser até 50% mais barata, mas exige oficinas mais especializadas

Manutenção de carros elétricos pode ser até 50% mais barata, mas exige oficinas mais especializadas

É fato que carros elétricos custam mais do que similares a combustão. Da mesma forma que também é sabido que seu custo por quilômetro percorrido é mais baixo. Mas uma questão ainda pouco explorada são os serviços pós-vendas, como revisão e seguros. Quanto roda, onde recarregar, custo... o dia a dia com carros elétricosHarley elétrica: G1 avalia moto que deve chegar ao Brasil em 2020 Embora possa parecer o contrário, carros elétricos não oferecem mais riscos às... Leia mais
23 SET
Mercedes não vai desenvolver novos motores a combustão

Mercedes não vai desenvolver novos motores a combustão

A Mercedes produz o 2.0 turbo mais potente feito na atualidade (Divulgação/Mercedes-Benz)Provando que mudar de ideia rápido é algo que acontece até entre das grandes empresas, a Mercedes pode ter desistido de fazer novos motores a combustão três anos após ter afirmado o contrário.Markus Schaefer, chefe de desenvolvimento da Daimler, afirmou à Auto Motor und Sport que o grupo pode não mais desenvolver novas gerações de motores à combustão.“Apresentamos recentemente uma nova... Leia mais
23 SET

Itens de série e motor turbo diferenciam o Onix 2020

O Novo Onix estabelece um novo marco no mercado automotivo brasileiro, assim como fez em 2012, quando foi lançado. O carro se diferencia ao trazer tecnologias e itens de segurança de série que normalmente são vistos em modelos superiores. Não bastasse tanta inovação, ainda vem com motor turbo. O motor, aliás, é um dos principais destaques do Onix 2020. Totalmente novo, foi pensado para oferecer a melhor relação entre performance, eficiência e baixo custo de manutenção.... Leia mais
23 SET
Flagra: novo Renault Kwid tem design brasileiro e faróis de Fiat Toro

Flagra: novo Renault Kwid tem design brasileiro e faróis de Fiat Toro

Novo Kwid Climber deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2020 (Auto Punditz/Divulgação)Lançado na Índia em 2015, o Renault Kwid já está com seu primeiro facelift pronto. Flagra do site indiano Auto Punditz revela a nova cara do Kwid Climber, versão equivalente à Outsider brasileira.Chamam a atenção os faróis divididos em dois níveis, como ocorre na Fiat Toro e no Citroën C4 Cactus. O novo conjunto deixa as luzes diurnas de leds na parte superior, enquanto o bloco inferior... Leia mais
23 SET
BMW faz recall de 3 veículos por falha na direção

BMW faz recall de 3 veículos por falha na direção

A BMW convocou um recall de 3 unidades dos modelos X1 e X2 por uma falha na direção. Os exemplares chamados foram produzidos entre 5 de agosto de 2016 e 17 de fevereiro de 2018. Veja os chassis abaixo: X1 sDrive20i X Line - 98MHS7008H4A47211 e 98MHS7008J4A70235 X2 sDrive20i M Sport X - WBAYH3102JEH47616 De acordo com a fabricante, os modelos podem ter sido fabricados sem um anel espaçador cônico. Com isso, um outro componente, o pino articulador do terminal de direção pode... Leia mais
23 SET
Comparativo: Peugeot 5008 e VW Tiguan no jogo de sete assentos

Comparativo: Peugeot 5008 e VW Tiguan no jogo de sete assentos

Em comum, faróis de led e luzes diurnas – e espaço para sete pessoas (Christian Castanho/Quatro Rodas)O preço do Peugeot 5008 foi modificado algumas semanas após a publicação desta matéria. A alteração não altera o resultado do comparativo.A grande maioria dos carros de sete lugares não é feita para você viajar por muitos quilômetros com sua família, cachorro e dois amigos extras. Além dos assentos adicionais acomodarem com conforto somente crianças, o espaço restante no... Leia mais