Maioria da população não comparece aos recalls (Divulgação/Audi) Sete em cada dez carros que circulam nas ruas não atendem aos recalls das montadoras. Como mais de 90% desses chamamentos são realizados para reparos em itens de segurança, significa que uma quantidade expressiva da frota roda com equipamentos suscetíveis a falhas. O dado é do Ministério da Justiça: o índice de adesões a convocações é de cerca de 28%. “O número é alarmante e consideramos que a grande causa é a falta de informação do consumidor”, afirma Sonia Amaro, advogada da Proteste, associação de defesa do consumidor. “A comunicação do recall é limitada. Normalmente o aviso é divulgado em apenas um dia e em poucos veículos de comunicação”, diz Sonia. A Proteste promoveu um levantamento sobre recall no Brasil e o resultado foi preocupante. Em abril deste ano, a Toyota promoveu uma convocação sobre defeito no sistema de airbag, com risco de morte para os ocupantes do veículo. Mais de 223.000 proprietários foram chamados e apenas 6.464 compareceram nos primeiros dois meses. Apenas 6.464 proprietários compareceram ao recall promovido pela Toyota– (Divulgação/Toyota) Em outubro de 2015, a GM convocou proprietários do Cobalt e do Prisma por falha no cinto de segurança. Na ocasião, 121.000 veículos foram convocados. Mas no site do Procon de São Paulo, quase dois anos depois não há informação de comparecimento. A sugestão da entidade é não esperar algo sair na mídia. O consumidor pode consultar todos os veículos que já foram convocados para recall, acessando o site do Denatran. Insira o número do chassi do carro e digite o código de verificação que aparecer. Outra opção é pesquisar no endereço eletrônico do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça. Lá, é mantido um sistema de monitoramento on-line de convocações (de diversos tipos de produtos), disponível em www.mj.gov.br/recall. A ferramenta inclui comunicados desde o ano 2000. A Proteste orienta que o cliente também procure o fabricante assim que possível, usando os meios de contato informados no documento, para agendar o reparo gratuito de seu veículo em uma concessionária credenciada. Se o atendimento não for feito em concessionária, pode ser em uma oficina da rede credenciada do fabricante. E como milhares de pessoas podem ser afetadas pela mesma falha, a maioria das montadoras pede que o serviço seja agendado. Caso o consumidor tenha problemas para exercer seus direitos, deve recorrer ao órgão de proteção ao consumidor da sua cidade para registrar a reclamação contra o fornecedor, uma vez que a empresa não pode se esquivar da responsabilidade de trocar a peça defeituosa. E sem custos para o cliente.
Fonte:
Quatro Rodas
70% dos brasileiros não comparece aos recalls das marcas
Mais Novidades
27 ABR
CNH digital está disponível em todo o país, informa Serpro
A emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) digital está disponível em todo o país, informou o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), empresa pública que desenvolve o sistema. O estado do Rio de Janeiro foi o último aderir ao documento eletrônico na última quarta. Perguntas e respostas: tire suas dúvidas sobre a CNH digital O prazo para que todos os Departamentos Nacionais de Trânsito (Detrans) disponibilizem o serviço é 1º de julho. A...
Leia mais
27 ABR
Fiat foi a marca de carros que mais perdeu espaço com a crise
A crise na indústria automotiva, que algumas montadoras entendem que ficou para trás, deixou diversos efeitos no mercado. Para as marcas, além da redução no volume de vendas, houve uma mudança considerável no ranking das que mais vendem. Pesou mais para a Fiat. Desde que os emplacamentos começaram a cair no Brasil, 5 anos atrás, a marca não apenas perdeu a liderança do mercado como viu sua participação despencar mais de 10 pontos percentuais. Foi o maior recuo entre as 10 que...
Leia mais
26 ABR
Ford vai desistir de vender carros de passeio nos EUA
Ford Fusion deixará de ser vendido nos EUA (Divulgação/Ford)A Ford, segunda maior fabricante de automóveis norte-americana, anunciou que até 2020 planeja tirar de linha na América do Norte modelos tradicionais como Fiesta, Fusion, Focus e Taurus. O motivo: são carros que trazem apenas prejuízo para a empresa.Com isso, a linha (para EUA, Canadá e México) seria formada 90% por SUVs, picapes e crossovers, mantendo em produção apenas o esportivo Mustang e o crossover Focus Active,...
Leia mais
26 ABR
Salão de Pequim tem clones de Fiat, Land Rover e até Mercedes
BAIC BJ80 é uma cópia até bem feita do G 63 6X6 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)O Salão de Pequim deste ano deixa claro que as fabricantes chinesas vivem um momento de autoafirmação no mercado global.Boa parte das marcas trabalharam o design e a qualidade de seus carros ao longo da última década.Contudo, enquanto algumas empresas investem em uma identidade própria e coesa em sua linha, outras ainda apelam para a – prepare-se para as aspas aéreas – “inspiração” em carros e...
Leia mais
26 ABR
Nissan Leaf 'estreia' novo padrão de testes de segurança da Europa com nota máxima
O Nissan Leaf foi o responsável por estrear o novo padrão de testes do Euro NCap, entidade independente que atesta a segurança dos veículos. E ele se saiu bem, levando a nota máxima de 5 estrelas. Para 2018, o Euro NCap adicionou novas provas, sobretudo para as tecnologias de frenagem automática. Entre elas, estão a detecção e frenagem automática de pedestres à noite e de ciclistas. Outro teste inédito é o de permanência de faixa. O Nissan Leaf se saiu bem em todos os...
Leia mais
26 ABR
Bosch compra startup de compartilhamento de carros dos EUA
A alemã Robert Bosch, uma das maiores fabricantes de componentes automotivos do mundo, criou na última quarta-feira (25) uma nova divisão para ampliar seu alcance nos mercados de serviços de viagem e veículos conectados. Como parte do programa, a Bosch adquiriu uma pequena empresa de transporte por aplicativo nos Estados Unidos. A startup de carros compartilhados Splitting Fares, cujo aplicativo conecta pessoas que compartilham a mesma rota para o local de trabalho ou estudo,...
Leia mais