Novidades

09 NOV
Como ter um turbo por cilindro pode revolucionar os motores?

Como ter um turbo por cilindro pode revolucionar os motores?

Ter um caracol dedicado para cada cilindro deixaria o motor mais eficiente (Garrett/Divulgação)

O futuro dos motores a combustão é dependente dos turbocompressores para forçar a entrada de mais ar na câmara. A lógica é simples: quanto mais ar, mais combustível poderá ser queimado e maior será a potência e o torque.

Tudo é muito bonito na teoria, mas a realidade precisa contornar o atraso no funcionamento do turbo. Mas o turbocompressor depende do fluxo de gases de escape para funcionar, e nem sempre esses gases têm pressão suficiente para movimentar o turbo na hora certa e a força do motor demora para aparecer.Turbo: esquema de funcionamento

Esquema de funcionamento de motor com apenas um turboO americano James R. Clarke, ex-engenheiro de desenvolvimento de motores da Ford, propõe uma solução radical para isso: ter um turbocompressor dedicado para cada cilindro do motor.

A ideia de Clarke vai contra a lógica de usar um turbo maior para rotações mais elevadas e outro menor, de baixa inércia – ou seja, que entra em pleno funcionamento mais cedo – para as baixas e médias rotações.

O americano propõe que cada duto de admissão tenha um pequeno turbocompressor. Isso não apenas diminui o tamanho do turbo – e, consequentemente, sua inércia – como também encurta a distância entre ele e as válvulas de escape.

Proposta de James Clark é ter um turbo por cilindro e um TBI para cada válvula de admissão (Reprodução/Internet)

O segundo passo seria instalar um corpo de borboleta (TBI) independente para cada válvula de admissão. A sacada é permitir que o ar comprimido pela turbina entre no cilindro com menos resistência e mais rápido.

Ou seja, os gases sairiam do motor e imediatamente movimentariam a caixa quente do turbo. A caixa fria, por sua vez, jogaria o ar para dentro do motor com mais liberdade, gerando torque mais cedo e mais gases de escape para reiniciar o ciclo.

A teoria é boa, mas o sistema é complexo. Um pequeno 1.0 três cilindros teria três turbocompressores e seis corpos de borboleta. São mais turbos para verificar vazamento de óleo e seis TBI para limpar.  Isso sem considerar a quantidade extra de sensores e módulos para coordenar tudo isso.

Conjunto de turbo, coletor de escape e duto de admissão de um Mercedes A200. Nova tecnologia multiplicaria estes componentes (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Parece mais assustador do que regular os quatro carburadores de um Lamborghini V8. Não à toa, ainda é um projeto teórico, sem ter sequer um protótipo.

Há soluções mais interessantes em uso hoje, pelo menos do ponto de vista da viabilidade. Turbos de tamanhos diferentes instalados em sequência, de geometria variável e compressores elétricos – que não dependem dos gases de escape para funcionar – são alguns dos sistemas usados pelos fabricantes para contornar o atraso nas respostas.

A injeção direta ajudou a reduzir a rotação de torque máximo, em média, para 1.500 rpm. É um ótimo número, mas não evita por completo o atraso nas respostas do motor – o turbo lag.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

18 ABR

Marcas chinesas exibem 'cópias' de carros famosos no Salão de Xangai

Maior mercado automotivo do mundo, a China possui diversas fabricantes desconhecidas para a maior parte das pessoas que não vivem no país. Algumas, no entanto, acabam se tornando conhecidas basicamente por criarem cópias de modelos já consagrados mundialmente. As reproduções têm se tornado mais raras recentemente, com um trabalho de criação de identidade própria de design. Mas ainda é possível encontrar cópias. Mercedes-Benz, Porsche, Jaguar, Land Rover e até a Tesla... Leia mais
18 ABR

Hyundai ix25 muda radicalmente e se descola do nosso Creta. Ainda bem

Mais de perto, o conjunto óptico dianteiro para lá de bizarro do novo ix25 (Rodrigo Ribeiro/Quatro Rodas)Uma das novidades mais curiosas do Salão de Xangai 2019 é a segunda geração do Hyundai ix25. Caso você não saiba, trata-se do irmão chinês do nosso Creta. Até este ano, ambos eram praticamente o mesmo carro vendidos sob nomes diferentes.Só que essa correlação está prestes a mudar, e ficamos até aliviados em saber disso. Afinal, a nova geração do ix25, que chega às ruas... Leia mais
18 ABR

O dia em que participamos de um rali com uma picape Jeep Willys 1965

QUATRO RODAS dirigiu o Jeep Willys 1695 (Leonardo Azevedo/Quatro Rodas)Com a trégua da chuva, o seis-cilindros de 2,6 litros urrava a 4.400 rpm, rotação de potência máxima. Na planilha, uma placa azul servia de referência para o próximo posto de controle. Uma luz vermelha se acende no painel.A fumaça saindo pelo capô anunciava que as nossas chances de vitória tinham acabado.O mau tempo castigava a equipe QUATRO RODAS desde o Teatro Municipal de São Paulo, ponto inicial da Copa... Leia mais
18 ABR

O que a nossa Volkswagen Tarok está fazendo no Salão de Nova York?

Picape foi revelada em 2018, mas ainda desperta o interesse do público (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)Sem nenhum grande lançamento para esta edição do Salão de Nova York, a Volkswagen acabou atraindo mais olhares para seu estande ao exibir a picape Tarok, conceito apresentado pela primeira vez no Salão de São Paulo, no final de 2018.O protótipo, inclusive, é o mesmo que esteve no pavilhão do São Paulo Expo em novembro do ano passado.E a verdade é que a Tarok está chamando a... Leia mais
17 ABR

Jac prepara ofensiva de elétricos e diz não ter pressa para produzir no Brasil

Carros compactos, ofensiva de SUVs, picape, e, agora, carros elétricos. De alguns anos para cá, a estratégia da Jac Motors foi modificada de forma drástica algumas vezes. Durante, o Salão de Xangai, o G1 conversou com Sergio Habib, responsável pela marca no Brasil. Segundo Habib, até o ano que vem, a empresa deve lançar pelo menos 5 veículos elétricos, já considerando o iEV 40, que chega em agosto por R$ 130 mil. Depois dele, é a vez de uma picape grande elétrica,... Leia mais
17 ABR

Comissão Europeia aprova wi-fi como padrão para internet em carros, em vez do 5G

A Comissão Europeia aprovou o wi-fi como padrão para conectar carros à internet da União Europeia em vez da tecnologia 5G. O assunto divide as montadoras e empresas de tecnologia: a Volkswagen apoia a opção escolhida, juntamente com Renault, Toyota, NXP, Autotalks e Kapsch TrafficCom. Já o 5G é defendido por BMW, Daimler (dona da Mercedes-Benz), Ford, PSA Peugeot Citroen, Ericsson, Huawei, Intel, Qualcomm e Samsung. O mercado está de olho no serviço que pode gerar... Leia mais