O Model S pode rodar até 426 km sem precisar recarregar (Tesla Motors/Divulgação) Por que os carros da Tesla têm uma autonomia maior quando comparados a outros veículos elétricos? – Rômulo Serafim, Belo Horizonte (MG) A resposta é simples: deve-se basicamente ao conjunto de baterias dos Tesla, que é maior e superior ao dos rivais. Enquanto o BMW i3 tem uma bateria com capacidade de 19 kWh e o Nissan Leaf usa uma de 24 kWh (capazes de rodar menos de 137 km), o Tesla Model S atualmente utiliza conjuntos de 75 kWh (442 km) ou 100 kWh (542 km), disponibilizados nas versões 75D e P100D, respectivamente. Outra vantagem é que os Tesla são projetados do zero para serem elétricos: assim, a bateria ocupa o maior espaço possível no veículo, que não precisa compartilhar plataforma ou peças com carros convencionais, como ocorre nas montadoras tradicionais. Ricardo Takahira, diretor da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE), diz que, como ela é uma empresa 100% centrada no armazenamento de energia, está focada não só na fabricação de seus automóveis elétricos, mas também em peças para motores e transmissões para modelos elétricos de outras marcas, como Mercedes e Toyota, além de outros produtos que são base para as baterias. O nada discreto Model X também tem autonomia superiores aos outros elétricos (Divulgação/Tesla) Assim, a companhia consegue reduzir custos e incorporar tecnologias de ponta com mais rapidez. Além disso, a aerodinâmica dos carros é exemplar: o Cx do Tesla S é de 0,24, contra cerca de 0,29 de Nissan Leaf e BMW i3. Recentemente, a Tesla lançou a versão 100D, ampliando a autonomia do Model S dos 542 km da P100D para 564 km. Foi com um deles que um grupo de proprietários italianos rodou mais de 1.000 km (1.078 km, para ser mais exato) sem recarregar as baterias. Italianos rodaram 1.078 km com uma única carga no Model S (reprodução/Internet) A façanha foi conquistada seguindo algumas técnicas para poupar autonomia, como trafegar a uma velocidade constante de 40 km/h e frear apenas em situações extremamente necessárias. Outro truque foi utilizar pneus de baixa resistência ao rolamento, dica dada pelo próprio Elon Musk em junho. O recorde, aliás, já foi reconhecido pelo CEO da Tesla, que parabenizou os italianos em sua conta no Twitter. As fabricantes já investem pesado para ampliar a autonomia dos próximos carros elétricos – um dos fatores que afastam muita gente deste tipo de veículo. Autonomia do novo Leaf passa dos 370 km (Divulgação/Nissan) A segunda geração do Nissan Leaf (cuja venda no Brasil foi confirmada durante o Salão de Tóquio) tem autonomia estimada em até 378 km sem recarregar. Já o Chevrolet Bolt pode rodar até 383 km, mesmo utilizando uma bateria de apenas 60 kWh. Juntamente com o carro, o cliente leva um kit de recarga rápida que proporciona 145 km de autonomia em apenas 30 minutos plugado na tomada. Recarga rápida de 30 minutos garante uma rodagem de 145 km (Divulgação/Chevrolet)
Fonte:
Quatro Rodas
Por que os carros da Tesla rodam mais do que os outros elétricos?
Mais Novidades
21 FEV
Ford e governo de SP tentam vender fábrica da montadora em São Bernardo do Campo
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse nesta quinta-feira (21) que o governo e a Ford tentam vender a unidade fabril da montadora em São Bernardo do Campo. Nesta manhã, o tucano se reuniu com representantes da empresa e o prefeito da cidade do ABC, Orlando Morando (PSDB). Na terça, a montadora anunciou o fechamento da fábrica na cidade em comunicado global. Morando disse ao G1 que o município vai perder R$ 18,5 milhões em arrecadação, sendo R$ 14,5 milhões em...
Leia mais
21 FEV
Hyundai Creta ganha pulseira de R$ 1 mil para abrir portas e ligar o motor
“Hyundai Key Brand” também conta passos e notifica quando há chamadas de voz no celular (Divulgação/Hyundai)Diga adeus às chaves do Hyundai Creta, pelo menos na versão de topo Prestige e se você topar pagar R$ 1 mil pelo acessório “Hyundai Key Brand”.Trata-se de uma chave com sensor presencial em forma de pulseira, que permite destravar as portas, o porta-malas e dar partida no motor sem usar a chave. Ou seja: ela desempenha as principais funções de uma chave inteligente...
Leia mais
21 FEV
Lançamento do VW T-Cross sela o fim da perua Golf Variant no Brasil
Últimas Golf Variant Highline partem dos R$ 113.490 (Divulgação/Volkswagen)Não é apenas o consumidor quem está trocando peruas por SUVs. Com o lançamento do T-Cross, a Volkswagen deixa de importar a perua Golf Variant do México.A versão esticada do Golf era a última perua da marca no Brasil. O SpaceFox já teve sua produção encerrada na Argentina para ceder sua linha de produção ao Tarek, SUV que chega até 2020 para ocupar o espaço entre o T-Cross e o Tiguan.Perua Variant é...
Leia mais
21 FEV
Ford Fiesta dá adeus: em 24 anos, hatch foi espanhol, chorão e gatinho
– (Montagem/Marco de Bari/Divulgação/Ford)O fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo vitimou, de uma só vez, toda a sua linha de caminhões — a única em todo o mundo — e o Fiesta hatch, que era produzido somente naquela unidade.A saída do Fiesta é reflexo de suas vendas tímidas nos últimos anos: foram vendidas 14.505 unidades ano passado, enquanto o Ka emplacou 103.286. Vale lembrar que o sedã, que vinha importado do México, já havia sido descontinuado em...
Leia mais
21 FEV
Por lucros maiores, Volkswagen diz abrir mão de buscar liderança do mercado
Em um momento em que a General Motors ameaçou sair do país e a Ford anuncia o fechamento de uma fábrica e a saída do mercado de caminhões, a Volkswagen afirmou que abre mão de liderança em detrimento a uma maior rentabilidade da operação brasileira. A declaração foi o presidente da marca no Brasil, Pablo Di Si. “Se o mercado tiver 60% de vendas diretas [menos rentáveis], posso ser 2º, 3º, 4º, até 5º colocado. Queremos a liderança com carros que as pessoas desejam e...
Leia mais
21 FEV
Prefeito de São Bernardo estima queda de R$ 18,5 milhões em arrecadação com fechamento da Ford
O fechamento da fábrica da Ford em São Bernardo do Campo, anunciado pela empresa na terça-feira (19), vai reduzir em R$ 18,5 milhões por ano a arrecadação municipal, segundo estimativa do prefeito Orlando Morando (PSDB). Ao G1, Morando afirmou que o município vai perder R$ 14,5 milhões em ICMS (1,7% do total arrecadado com o imposto) e R$ 4 milhões de ISS (0,8% do total). Segundo o prefeito de São Bernardo, o maior impacto não é fiscal, mas na mão de obra. De acordo...
Leia mais