O Classe G se despede neste ano, após quase 40 anos de produção (Cleber Bonato/Quatro Rodas) Um dos últimos ícones do universo off-road sem frescuras (muito antes da moda dos SUVs) está prestes a sair de cena. A Mercedes-Benz confirmou o fim da produção do Classe G para este ano. O jipe será substituído por um modelo inteiramente novo, a exemplo do que a Land Rover planeja fazer com o Defender. Seu lançamento deve acontecer em 2019. Antes disso, o carismático modelo será devidamente homenageado pela empresa com edições especiais. Design quadradão pouco mudou desde seu lançamento (Mercedes-Benz/Divulgação) A Mercedes-Benz lançará a versão Limited Edition, dispon[ivel nas opções G350d e G350d Professional. O G350 d sai de fábrica com pintura preta metálica, detalhes em alumínio escovado, rodas de liga leve de 19 polegadas, película escura nos vidros, teto solar elétrico, revestimento em couro Nappa marrom e sistema de som Harman Kardon. Destinada para o trabalho, a versão Professional será oferecida apenas na cor azul e terá para-choque frontal de aço, proteção para as luzes de seta, para-lamas, rack no teto e um pacote off-road. Série Professional é voltada para o trabalho pesado (Mercedes-Benz/Divulgação) Já o G 500 Limited Edition será vendido apenas na cor Platinum Magno com detalhes em preto. O revestimento interno é de couro com detalhes em branco e é possível escolher entre dois pacotes de acessórios, Chrome e Sports. Apenas 463 unidades de cada versão serão produzidas pela marca. Os veículos serão identificados por um logotipo incrustado no apoio de braço, acompanhado da frase ˜Testado em Schöckl desde 1979? – uma referência ã montanha localizada nos arredores de Graz, na Áustria, onde o Classe G é produzido e testado desde seu lançamento. Cada versão terá apenas 463 unidades produzidas (Mercedes-Benz/Divulgação) Os preços das versões Limited Edition variam de 103.940 euros na G 350d Professional a 140.164 euros no caso da G 500. As revendas já estão aceitando encomendas, sendo que as primeiras unidades serão entregues a partir de janeiro de 2018. A Mercedes-AMG também prestou sua homenagem com uma série de despedida do G65, apropriadamente chamada de Final Edition. Serão vendidos apenas 65 unidades no mundo inteiro, e quem quiser uma delas precisará pagar 310.233 euros no Velho Continente. Série especial terá apenas 65 unidades produzidas (Mercedes-Benz/Divulgação) Externamente, o G 65 traz peças pintadas na cor bronze, como grade frontal, capas dos espelhos retrovisores e até as rodas de liga leve de 21 polegadas. Outras cores se destacam pela carroceria, incluindo as saídas de escapamento pintadas de preto e as pinças de freio tingidas de prata. Versão é identificada por detalhes externos na cor bronze (Mercedes-Benz/Divulgação) A cabine do modelo tem couro Nappa na cor preta e apliques de fibra de carbono, além de carpetes em couro. Movido por um motor 6.0 V12 biturbo, o jipe entrega 630 cv e 102 mkgf de torque máximo. A transmissão é automática de dupla embreagem com 7 velocidades e a tração é 4×4. Números divulgados pela marca informam aceleração de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e velocidade máxima limitada eletronicamente a 230 km/h. Jipe pouco mudou em quase 40 anos de produção (Mercedes-Benz) O Classe G foi lançado comercialmente em março de 1979. Seu nome era uma abreviatura de “Geländewagen”, ou “veículo para caminhos difíceis”, em uma tradução livre do alemão. Curiosamente, o veículo não ostentava a estrela de três pontas em todos os mercados, substituindo-a pelo logotipo da austríaca Steyr-Puch (marca que firmou um acordo com a Mercedes nos anos 60) em apenas três países: Áustria, Suíça e a finada Iugolslávia. O G era um veículo compacto, medindo 3,95 metros de comprimento na versão duas portas e 4,40 metros na configuração com quatro portas. As linhas quadradas formavam um belo casamento com o par de faróis redondos instalados nos para-lamas. O Classe G foi lançado em 1979 nas carrocerias simples e alongada (Mercedes-Benz/Divulgação) As colunas finas facilitavam a visibilidade por todos os lados e a capota de lona protegia os ocupantes das intempéries. Já a tampa traseira, que tinha um suporte de estepe, se abria lateralmente. O jipe honrava a tradição da estrela oferecendo uma extensa lista de itens de série, incluindo ar-condicionado, direção assistida, bancos revestidos em couro e rádio com toca-fitas. A qualidade do acabamento interno seguia o padrão da marca, fazendo o G rivalizar com o Range Rover, referência em utilitários de luxo desde a primeira geração. A versão de entrada tinha um motor 2.3 de quatro cilindros em linha, com 90 cv e 18,5 mkgf de torque máximo. A tração era traseira ou nas quatro rodas, e o jipe tinha bloqueio do diferencial traseiro e dianteiro, este último oferecido como opcional. Interior era simples, mas bem equipado para um jipe (Mercedes-Benz/Divulgação) Havia ainda o 280 GE, com 150 cv, e o 240 GD, este com 72 cv e movido a diesel – uma alternativa sedutora para fazendeiros e clientes que utilizavam o carro para trabalho pesado. A versão mais cara era a 300 GD, equipada com um motor 3.0 de cinco cilindros em linha e 88 cv. A suspensão tinha molas helicoidais e eixo rígido na frente e atrás. Versão de duas portas foi o menor modelo da marca até a chegada do Classe A (Mercedes-Benz/Divulgação) A década de 80 veio acompanhada da diversificação da família Classe G. Além de uma versão furgão (que podia vir com entre-eixos curto ou longo), o carro ganhou opção de capota rígida removível e a versão targa, tipo de carroceria popularizada nos anos 70 com o Porsche 911. Foi nesta mesma época que o Classe G virou o carro oficial do Papa. A parte traseira do jipe foi extensamente modificada e recebeu uma cabine transparente para que o pontífice pudesse desfilar em pé. O primeiro Classe G papal foi desenvolvido em 1980 (reprodução/Internet) Novas motorizações e a oferta de tração integral permanente com diferencial central foram algumas das novidades dos anos seguintes. Após atingir a marca de 100 mil unidades produzidas em 1992, o Classe G ganhou motorizações mais potentes, como a 5.0 V8 de 240 cv presente na 500 GE. Até piloto automático fazia parte de sua lista de equipamentos. Capacidade off-road sempre foi um dos diferenciais do Classe G (Mercedes-Benz/Divulgação) O G 320 surgia em 1994 com um motor V6 de 3.199 cm3, entregando 210 cv. Freios ABS, airbag para o motorista, teto solar e vidros elétricos equipavam o jipe. Em 1999, a AMG (então uma preparadora que ainda não havia sido adquirida pela Daimler) lançou o G 55 AMG. Equipado com um motor 5.5 V8, o veículo tinha 354 cv e 54 mkgf. No mesmo ano, a Mercedes lançava o G 500 Guard, primeiro veículo 4×4 da marca a sair de fábrica com blindagem – uma opção bastante sedutora para mercados como o Brasil. Versão targa fez muito sucesso entre os clientes da Mercedes (Mercedes-Benz/Divulgação) Curiosamente, o Classe G estreou nos Estados Unidos apenas em 2002. Três anos depois, o G 55 AMG ganhou compressor, saltando para 476 cv e 71 mkgf. Apesar dos 2.550 kg de peso, o veículo precisava de apenas 5,6 segundos para ir de 0 a 100 km/h. O interior esbanjava requinte, com detalhes em madeira no volante e na manopla do câmbio, sistema de som Harman Kardon e bancos dianteiros revestidos em couro com ajustes elétricos. Alumínio e madeira são alguns dos materiais utilizados no acabamento do jipe (Mercedes-Benz/Divulgação) Além de ser popular entre as celebridades (especialmente nos EUA), o Classe G caiu nas graças das preparadoras. Entre as várias versões oferecidas pela Brabus, a mais potente delas é a Brabus 900 G 65, que entrega 900 cv. Segundo números divulgados pela empresa, bastam 3,9 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é de 270 km/h. Versão mais potente do Classe G preparado pela Brabus tem 900 cv (Mercedes-Benz/Divulgação) Diversas versões especiais surgiram nos últimos anos. A própria Mercedes-AMG entrou na onda das versões modificadas e lançou o G 63 6×6. Como o nome diz, o jipe tem tração nas seis rodas e um visual de fazer qualquer motorista sair da frente. Alguém na Mercedes-Benz não devia achar o G 63 AMG imponente o suficiente; deu nisso… (divulgação/Mercedes-Benz) Baseado na versão militar do exército australiano, o jipão de 3.850 kg tem cinco diferenciais blocantes e um motor 5.5 V8 de 544 cv e 77,5 mkgf. Além de gigante, o jipão é pesado: 3.850 kg (divulgação/Mercedes-Benz) Foi baseado nele que surgiu o G 500 4×42, equipado com o motor 4.0 V8 biturbo de 427 cv e rodas aro 22, que podem ser trocadas por um conjunto de 18 polegadas calçadas com pneus de 37 polegadas para uso fora de estrada. O G 500 4×4 adota o mesmo sistema de tração do 6×6, mas com apenas dois eixos (divulgação/Mercedes-Benz) Já o Mercedes-Maybach G 650 Landaulet teve apenas 99 unidades produzidas. Aproveitando a versão alongada do Classe G como base, o veículo de 5,35 metros de comprimento e distância entre-eixos de 3,43 metros tem uma curiosa configuração, com teto rígido para os ocupantes da frente e uma capota de lona cobrindo o banco de trás, permitindo sua remoção em poucos segundos. Com mais de 5,3 m de comprimento, o Mercedes-Maybach G Landaulet é uma limousine 4×4 (Mercedes-Benz/Divulgação) Sobra requinte na cabine, que tem duas poltronas individuais com ajustes elétricos, telas individuais do sistema de entretenimento e até um vidro separando as fileiras de bancos. O motor V12 biturbo entrega 639 cv e 102 mkgf de torque máximo. Bancos traseiros são individuais e possuem vários ajustes elétricos (Mercedes-Benz/Divulgação) Apenas 99 unidades foram produzidas para abastecer o mundo inteiro – nenhuma delas veio para o Brasil (Mercedes-Benz/Divulgação) Vários países adotaram o Classe G como veículo militar durante estes anos, especialmente na Europa. Até os Estados Unidos incorporaram o modelo, que recebe uma pintura especial e obviamente perde todos os equipamentos de luxo da versão civil. Jipe é utilizado pelo exército em vários países, como na Austrália (reprodução/Internet) O Classe G é vendido no Brasil sob encomenda apenas na versão G 63 AMG (abaixo), equipada com o motor 5.5 V8 de 544 cv e 77,5 mkgf de torque máximo. Seu preço é de R$ 999.900. Brasileiros podem encomendar apenas o AMG G 63 (Mercedes-Benz/Divulgação)
Fonte:
Quatro Rodas
Feito para o trabalho pesado, jipe virou até Papamóvel
Fase superesportiva nos anos 90
Mercedes-Benz Classe G será aposentado – relembre sua história
Mais Novidades
JAC tira J2, J3 e J3 Turin de linha e inclui novo caminhão V260
JAC tira de linha modelos J3 e J3 Turin (Divulgação/JAC)
Encarregados pela chegada da JAC no Brasil, em 2011, os modelos J3 e J3 Turin foram descontinuados e não aparecem mais no site brasileiro da marca.
Os modelos ficaram conhecidos como o “carro do Faustão”, que na época estrelou a campanha de lançamento da marca no país.
A renovação no portfólio da JAC faz parte de uma estratégia de recuperação da empresa no mercado...
Leia mais
Longa Duração: revisão do Cruze era R$ 644, mas pagamos R$ 2.771
Após a revisão, conferência geral dos serviços (Silvio Gioia/Quatro Rodas)
Quando deixamos o Cruze na concessionária Carrera Alphaville, em Barueri (SP), esperávamos gastar pouco mais do que os R$ 644 sugeridos no site da Chevrolet. Mas os serviços extras foram se acumulando e, no final, acabamos pagando R$ 2.771.
Além da revisão em si, com troca de óleo do motor e filtros de combustível, ar, óleo e ar-condicionado, o consultor da...
Leia mais
Teste: Audi A5 Sportback, modelo na passarela
O novo design faz o A5 parecer maior do que realmente é (Leo Sposito/Quatro Rodas)
Racionalidade nunca foi a praia do Audi A5 Sportback. Além de ser até R$ 20.000 mais caro do que um A4, o cupê de quatro portas ainda é mais apertado no banco de trás devido à curvatura do teto. Mas ele tem um atributo incontestável para muitos clientes: a beleza.
Nesta segunda geração, a Audi trabalhou para reforçar sua maior qualidade – e...
Leia mais
Confirmado para o Brasil, Volvo XC40 tem imagens vazadas
Dianteira tem grade alta e capô sublinhado pelos faróis full led (Volvo/Volvo)
A Volvo marcou para o próximo dia 21 de setembro a apresentação oficial do inédito XC40. No entanto, um deslize fez com que o menor SUV da marca fosse revelado antes da hora ? um vídeo do modelo foi publicado na página oficial da marca no Facebook.
Mesmo já retirado do ar, inúmeros capturas de tela do vídeo circulam pela web. A melhor notícia é que o...
Leia mais
Tecnologia do Argo traz conforto e praticidade ao motorista
Se você gosta de carro e tecnologia, o Argo é a combinação perfeita. O hatch premium da Fiat chega ao mercado com muitas novidades. Quando a tecnologia está a serviço da segurança, melhor ainda. Com o Hill Holder, o motorista pode ficar tranquilo em rampas e terrenos íngremes. O sistema evita que o carro desça ao soltar o pé do freio, como mostrou o piloto do Auto Esporte Cesar Urnhani. “É o tempo suficiente para você sair do freio e ir para o acelerador”, disse...
Leia mais
Assistentes tecnológicos garantem conforto com segurança no Argo
Além de performance e beleza, o Fiat Argo chega ao mercado com uma segurança inigualável para a categoria. Começa pela carroceria, que foi planejada com aços ultrarresistentes nas partes que formam a célula de sobrevivência do motorista e dos outros ocupantes. O Argo também vem com três diferenciais para deixar sua viagem mais segura. O primeiro é o Controle Eletrônico de Estabilidade, que garante a dirigibilidade nas situações de perda de aderência dos eixos dianteiro e...
Leia mais