Novidades

06 NOV
Mercedes-Benz Classe G será aposentado – relembre sua história

Mercedes-Benz Classe G será aposentado – relembre sua história

Mercedes Classe G, jipe da Mercedes-Benz, modelo 2003.

O Classe G se despede neste ano, após quase 40 anos de produção (Cleber Bonato/Quatro Rodas)

Um dos últimos ícones do universo off-road sem frescuras (muito antes da moda dos SUVs) está prestes a sair de cena. A Mercedes-Benz confirmou o fim da produção do Classe G para este ano.

O jipe será substituído por um modelo inteiramente novo, a exemplo do que a Land Rover planeja fazer com o Defender. Seu lançamento deve acontecer em 2019.

Antes disso, o carismático modelo será devidamente homenageado pela empresa com edições especiais.

Design quadradão pouco mudou desde seu lançamento (Mercedes-Benz/Divulgação)

A Mercedes-Benz lançará a versão Limited Edition, dispon[ivel nas opções G350d e G350d Professional. O G350 d sai de fábrica com pintura preta metálica, detalhes em alumínio escovado, rodas de liga leve de 19 polegadas, película escura nos vidros, teto solar elétrico, revestimento em couro Nappa marrom e sistema de som Harman Kardon.

Destinada para o trabalho, a versão Professional será oferecida apenas na cor azul e terá para-choque frontal de aço, proteção para as luzes de seta, para-lamas, rack no teto e um pacote off-road.

Série Professional é voltada para o trabalho pesado (Mercedes-Benz/Divulgação)

Já o G 500 Limited Edition será vendido apenas na cor Platinum Magno com detalhes em preto. O revestimento interno é de couro com detalhes em branco e é possível escolher entre dois pacotes de acessórios, Chrome e Sports.

Apenas 463 unidades de cada versão serão produzidas pela marca. Os veículos serão identificados por um logotipo incrustado no apoio de braço, acompanhado da frase ˜Testado em Schöckl desde 1979? – uma referência ã  montanha localizada nos arredores de Graz, na Áustria, onde o Classe G é produzido e testado desde seu lançamento.

Cada versão terá apenas 463 unidades produzidas (Mercedes-Benz/Divulgação)

Os preços das versões Limited Edition variam de 103.940 euros na G 350d Professional a 140.164 euros no caso da G 500. As revendas já estão aceitando encomendas, sendo que as primeiras unidades serão entregues a partir de janeiro de 2018.

A Mercedes-AMG também prestou sua homenagem com uma série de despedida do G65, apropriadamente chamada de Final Edition. Serão vendidos apenas 65 unidades no mundo inteiro, e quem quiser uma delas precisará pagar 310.233 euros no Velho Continente.

Série especial terá apenas 65 unidades produzidas (Mercedes-Benz/Divulgação)

Externamente, o G 65 traz peças pintadas na cor bronze, como grade frontal, capas dos espelhos retrovisores e até as rodas de liga leve de 21 polegadas. Outras cores se destacam pela carroceria, incluindo as saídas de escapamento pintadas de preto e as pinças de freio tingidas de prata.

Versão é identificada por detalhes externos na cor bronze (Mercedes-Benz/Divulgação)

A cabine do modelo tem couro Nappa na cor preta e apliques de fibra de carbono, além de carpetes em couro.

Movido por um motor 6.0 V12 biturbo, o jipe entrega 630 cv e 102 mkgf de torque máximo. A transmissão é automática de dupla embreagem com 7 velocidades e a tração é 4×4. Números divulgados pela marca informam aceleração de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e velocidade máxima limitada eletronicamente a 230 km/h.

Feito para o trabalho pesado, jipe virou até Papamóvel

Jipe pouco mudou em quase 40 anos de produção (Mercedes-Benz)

O Classe G foi lançado comercialmente em março de 1979. Seu nome era uma abreviatura de “Geländewagen”, ou “veículo para caminhos difíceis”, em uma tradução livre do alemão.

Curiosamente, o veículo não ostentava a estrela de três pontas em todos os mercados, substituindo-a pelo logotipo da austríaca Steyr-Puch (marca que firmou um acordo com a Mercedes nos anos 60) em apenas três países: Áustria, Suíça e a finada Iugolslávia.

O G era um veículo compacto, medindo 3,95 metros de comprimento na versão duas portas e 4,40 metros na configuração com quatro portas. As linhas quadradas formavam um belo casamento com o par de faróis redondos instalados nos para-lamas.

O Classe G foi lançado em 1979 nas carrocerias simples e alongada (Mercedes-Benz/Divulgação)

As colunas finas facilitavam a visibilidade por todos os lados e a capota de lona protegia os ocupantes das intempéries. Já a tampa traseira, que tinha um suporte de estepe, se abria lateralmente.

O jipe honrava a tradição da estrela oferecendo uma extensa lista de itens de série, incluindo ar-condicionado, direção assistida, bancos revestidos em couro e rádio com toca-fitas. A qualidade do acabamento interno seguia o padrão da marca, fazendo o G rivalizar com o Range Rover, referência em utilitários de luxo desde a primeira geração.

A versão de entrada tinha um motor 2.3 de quatro cilindros em linha, com 90 cv e 18,5 mkgf de torque máximo. A tração era traseira ou nas quatro rodas, e o jipe tinha bloqueio do diferencial traseiro e dianteiro, este último oferecido como opcional.

Interior era simples, mas bem equipado para um jipe (Mercedes-Benz/Divulgação)

Havia ainda o 280 GE, com 150 cv, e o 240 GD, este com 72 cv e movido a diesel – uma alternativa sedutora para fazendeiros e clientes que utilizavam o carro para trabalho pesado. A versão mais cara era a 300 GD, equipada com um motor 3.0 de cinco cilindros em linha e 88 cv. A suspensão tinha molas helicoidais e eixo rígido na frente e atrás.

Versão de duas portas foi o menor modelo da marca até a chegada do Classe A (Mercedes-Benz/Divulgação)

A década de 80 veio acompanhada da diversificação da família Classe G. Além de uma versão furgão (que podia vir com entre-eixos curto ou longo), o carro ganhou opção de capota rígida removível e a versão targa, tipo de carroceria popularizada nos anos 70 com o Porsche 911.

Foi nesta mesma época que o Classe G virou o carro oficial do Papa. A parte traseira do jipe foi extensamente modificada e recebeu uma cabine transparente para que o pontífice pudesse desfilar em pé.

O primeiro Classe G papal foi desenvolvido em 1980 (reprodução/Internet)

Novas motorizações e a oferta de tração integral permanente com diferencial central foram algumas das novidades dos anos seguintes. Após atingir a marca de 100 mil unidades produzidas em 1992, o Classe G ganhou motorizações mais potentes, como a 5.0 V8 de 240 cv presente na 500 GE. Até piloto automático fazia parte de sua lista de equipamentos.

Fase superesportiva nos anos 90

Capacidade off-road sempre foi um dos diferenciais do Classe G (Mercedes-Benz/Divulgação)

O G 320 surgia em 1994 com um motor V6 de 3.199 cm3, entregando 210 cv. Freios ABS, airbag para o motorista, teto solar e vidros elétricos equipavam o jipe.

Em 1999, a AMG (então uma preparadora que ainda não havia sido adquirida pela Daimler) lançou o G 55 AMG. Equipado com um motor 5.5 V8, o veículo tinha 354 cv e 54 mkgf.

No mesmo ano, a Mercedes lançava o G 500 Guard, primeiro veículo 4×4 da marca a sair de fábrica com blindagem – uma opção bastante sedutora para mercados como o Brasil.

Versão targa fez muito sucesso entre os clientes da Mercedes (Mercedes-Benz/Divulgação)

Curiosamente, o Classe G estreou nos Estados Unidos apenas em 2002. Três anos depois, o G 55 AMG ganhou compressor, saltando para 476 cv e 71 mkgf. Apesar dos 2.550 kg de peso, o veículo precisava de apenas 5,6 segundos para ir de 0 a 100 km/h.

O interior esbanjava requinte, com detalhes em madeira no volante e na manopla do câmbio, sistema de som Harman Kardon e bancos dianteiros revestidos em couro com ajustes elétricos.

Alumínio e madeira são alguns dos materiais utilizados no acabamento do jipe (Mercedes-Benz/Divulgação)

Além de ser popular entre as celebridades (especialmente nos EUA), o Classe G caiu nas graças das preparadoras. Entre as várias versões oferecidas pela Brabus, a mais potente delas é a Brabus 900 G 65, que entrega 900 cv. Segundo números divulgados pela empresa, bastam 3,9 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é de 270 km/h.

Versão mais potente do Classe G preparado pela Brabus tem 900 cv (Mercedes-Benz/Divulgação)

Diversas versões especiais surgiram nos últimos anos. A própria Mercedes-AMG entrou na onda das versões modificadas e lançou o G 63 6×6. Como o nome diz, o jipe tem tração nas seis rodas e um visual de fazer qualquer motorista sair da frente.

Mercedes-Benz G 63 AMG 6x6

Alguém na Mercedes-Benz não devia achar o G 63 AMG imponente o suficiente; deu nisso… (divulgação/Mercedes-Benz)

Baseado na versão militar do exército australiano, o jipão de 3.850 kg tem cinco diferenciais blocantes e um motor 5.5 V8 de 544 cv e 77,5 mkgf.

Mercedes-Benz G 63 AMG 6x6

Além de gigante, o jipão é pesado: 3.850 kg (divulgação/Mercedes-Benz)

Foi baseado nele que surgiu o G 500 4×42, equipado com o motor 4.0 V8 biturbo de 427 cv e rodas aro 22, que podem ser trocadas por um conjunto de 18 polegadas calçadas com pneus de 37 polegadas para uso fora de estrada.

150223g500-02.jpg

O G 500 4×4 adota o mesmo sistema de tração do 6×6, mas com apenas dois eixos (divulgação/Mercedes-Benz)

Já o Mercedes-Maybach G 650 Landaulet teve apenas 99 unidades produzidas. Aproveitando a versão alongada do Classe G como base, o veículo de 5,35 metros de comprimento e distância entre-eixos de 3,43 metros tem uma curiosa configuração, com teto rígido para os ocupantes da frente e uma capota de lona cobrindo o banco de trás, permitindo sua remoção em poucos segundos.

Com mais de 5,3 m de comprimento, o Mercedes-Maybach G Landaulet é uma limousine 4×4 (Mercedes-Benz/Divulgação)

Sobra requinte na cabine, que tem duas poltronas individuais com ajustes elétricos, telas individuais do sistema de entretenimento e até um vidro separando as fileiras de bancos. O motor V12 biturbo entrega 639 cv e 102 mkgf de torque máximo.

Bancos traseiros são individuais e possuem vários ajustes elétricos (Mercedes-Benz/Divulgação)

Apenas 99 unidades foram produzidas para abastecer o mundo inteiro – nenhuma delas veio para o Brasil (Mercedes-Benz/Divulgação)

Vários países adotaram o Classe G como veículo militar durante estes anos, especialmente na Europa. Até os Estados Unidos incorporaram o modelo, que recebe uma pintura especial e obviamente perde todos os equipamentos de luxo da versão civil.

Jipe é utilizado pelo exército em vários países, como na Austrália (reprodução/Internet)

O Classe G é vendido no Brasil sob encomenda apenas na versão G 63 AMG (abaixo), equipada com o motor 5.5 V8 de 544 cv e 77,5 mkgf de torque máximo. Seu preço é de R$ 999.900.

Brasileiros podem encomendar apenas o AMG G 63 (Mercedes-Benz/Divulgação)

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

27 JUN

Hyundai Azera de nova geração chega ao Brasil por R$ 269.900

A nova geração do Hyundai Azera, prometida no ano passado durante o Salão do Automóvel de São Paulo, já está à venda no Brasil. Disponível em versão única, o sedã mais caro da marca parte de R$ 269.900. O modelo é sempre equipado com motor 3.0 V6 a gasolina de 261 cavalos de potência, 31 kgfm de torque e câmbio automático de 8 marchas. De acordo com a marca, ele vai de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos. Entre os itens de série, há piloto automático adaptativo,... Leia mais
27 JUN

Longa Duração: Citroën C4 Cactus sobrevive o ritual de iniciação da frota

Múltiplos tipos de marcação: blindagem antifraude (Fernando Pires/Quatro Rodas)Quem acompanha o Longa Duração já está acostumado com as duas primeiras missões de cada novo carro que é incorporado à frota: a marcação das peças e o teste inicial completo.O primeiro ato ocorre sempre no mesmo local: a oficina Fukuda Motorcenter, onde nosso consultor técnico, Fabio Fukuda, aplica um múltiplo serviço de identificação das peças.“Faço marcações de posição de parafusos e... Leia mais
27 JUN

Uma versão é o que restará ao Chevrolet Cobalt antes da aposentadoria

Chevrolet Cobalt LTZ é a única versão do sedã disponível para qualquer pessoa (Divulgação/Chevrolet)O Chevrolet Cobalt já está na linha 2020. Mas não há mudanças no visual ou no pacote de equipamentos.A grande novidade é o corte de sua versão topo de linha Elite 1.8, em detrimento da versão LTZ 1.8, que costuma responder por quase 70% das vendas do sedã.Com preço inicial de R$ 75.790, o Cobalt LTZ 1.8 passa a ser a única versão que qualquer consumidor pode comprar. Além do... Leia mais
27 JUN

Correio Técnico: Qual é o melhor método para fazer o balanceamento?

O balanceamento na máquina é o mais comum nas oficinas e concessionárias (Silvio Goia/Quatro Rodas)É melhor balancear o pneu com a roda instalada no carro ou na máquina? – Wagner Ribeiro, São Paulo (SP)Não há diferença entre os processos. O balanceamento com os pneus instalados em uma máquina, porém, é mais comum nas oficinas. “O importante é fazer o serviço a cada 5.000 km, quando o carro cai em um buraco profundo e/ou quando o motorista sentir uma vibração no volante”,... Leia mais
27 JUN

Fiat Toro 2020 custa entre R$ 92.990 e R$ 159.990; veja todos os preços

Três semanas depois de ter sido anunciada, a Fiat Toro 2020 finalmente teve os preços definidos. O configurador do site da marca já mostra os valores da picape. Veja abaixo: Endurance 1.8 flex manual - R$ 92.990Endurance 1.8 flex automática - R$ 98.990Freedom 1.8 flex automática - R$ 109.990Volcano 2.4 flex automática - R$ 122.990Endurance 2.0 diesel 4x4 automática - R$ 129.990Freedom 2.0 diesel 4x4 automática - R$ 140.990Volcano 2.0 diesel 4x4 automática - R$ 152.990Ranch 2.0... Leia mais
26 JUN

Acha o Hyundai Azera usado barato? Pois um novo custa R$ 270.000

Novo Hyundai Azera (Divulgação/Hyundai)Quem nunca leu um comentarista de internet bradar que, pelo preço de um modelo qualquer zero-quilômetro, seria muito mais negócio comprar um Hyundai Azera usado?O sedã grande coreno chegou ao Brasil primeira vez em 2007, na sua quarta geração. Em 2012, trocou de plataforma e parou de ser importado em 2017.Nesse curto período, tornou-se referência em custo-benefício no mercado de usados.Traseira do novo Hyundai... Leia mais