Novidades

03 NOV
Comparativo: Novo Polo 1.6 x Up! TSI, briga de irmãos

Comparativo: Novo Polo 1.6 x Up! TSI, briga de irmãos

O Up! é 37 cm menor, mas o Polo é mais gastão e anda menos (Leo Sposito/Quatro Rodas)

A Volkswagen se gaba por ter a maior gama de hatches do Brasil. São cinco: Up!, Gol, Fox, Polo e Golf dividem o espaço nas lojas, os clientes e até a faixa de preços.

Hoje, um Up! TSI parte de R$ 54.350 e o Polo 1.6, que não tem nome específico de versão, começa em R$ 54.990. Esta diferença só diminui se você quiser os dois mais equipados, como os carros das fotos.

O Up! Pepper, série especial que substitui temporariamente a versão High, custa R$ 57.900. O Polo 1.6 mais completo custa R$ 57.590 com o Connect Pack: rodas de liga leve aro 15, computador de bordo I-System, central multimídia com Android Auto e CarPlay, volante multifuncional e controle de estabilidade combinado com assistente de partida em rampa.

O Fox também entra nessa faixa de preço. A nova versão Xtreme, com jeitão meio aventureiro e meio esportivo, também custa R$ 57.590. Mas seu projeto tem 14 anos e o fim está cada vez mais próximo do hatch.

Por fora, o Polo não parece ser tão básico como é (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Polo e Up!, porém, têm construção luxuosa para os padrões locais. Usam plataformas modernas (PQ12 no Up! e MQB A0 no Polo), estrutura com aços de ultra resistência e estampados a quente e soldas a laser.

Só não dá para dizer que são igualmente seguros: quando o Up! recebeu 5 estrelas no Latin NCAP, controle de estabilidade não era mandatório para nota máxima. Hoje, não receberia mais que 3 estrelas. Já o Polo, recentemente foi avaliado e recebeu 5 estrelas sob os novos requisitos.

Esse é o Up! mais legal que você pode comprar hoje. Além da tampa preta característica dos TSI, tem aerofólio e teto pintados de preto e rodas aro 15 diamantadas.

Mas quem o faz ser o tal é o motor 1.0 TSI, que combina turbocompressor, injeção direta, duplo comando variável e intercooler para render 105 cv e 16,8 mkgf a 1.500 rpm – o que basta para sair por aí cantando pneus sem querer.

Também é possível antecipar as trocas de marcha para que o motor trabalhe em giros baixos.

Série Pepper tem tampa e o aerofólio pretos (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Motor 1.0 TSI no Polo, só nas versões mais caras – e com 128 cv. Mas o hatch premium se mostra bem servido com o 1.6 16V MSI.

São 117 cv e 16,5 mkgf – 3 cv e 0,3 mkgf a menos que os extintos Fox Highline, CrossFox e Golf 1.6. O câmbio é o mesmo MQ200 do Up!, manual de cinco marchas.

Parece que esse conjunto nasceu para o Polo. As marchas são bem escalonadas: não parecem encurtadas para dar uma falsa sensação de agilidade, nem alongadas em demasia. A entrega de força do motor é linear e progressiva. Não impressiona, mas está longe de desapontar.

O acabamento interno do Polo é limpes e tem revestimento de plástico (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Na pista de testes, o Up! andou mais e consumiu menos que o Polo. Nas provas de 0 a 100 km/h, o Up! ficou com o tempo de 11,7 segundos, enquanto o Polo conseguiu 12,4 segundos.

Nas medições de consumo, as médias do Up! foram de 15,1 km/l na cidade e 18,8 km/l na estrada, contra 12,8 e 17,2 km/l, respectivamente, do Polo. Mais leve, o Up! também leva vantagem nas retomadas e frenagens.

Convenhamos que o Polo não está mal servido de motor. Também é bom de dirigir: sua suspensão preza pelo conforto e filtra as irregularidades do asfalto sem prejudicar o comportamento dinâmico. Melhor que o Up!, que é mais firme e não lida tão bem com buracos e relevos.

Interior do Up! usa brilhos e reflexos a seu favor. O volante é o mesmo do Polo, mas tem forração de couro (Leo Sposito/Quatro Rodas)

O problema do Polo está em justificar a compra. Não há os equipamentos vistosos das versões mais caras, como quadro de instrumentos digital, ar-condicionado com saída para o banco de trás, freios a disco nas quatro rodas (tem tambor nas rodas traseiras) e câmbio automático. Na verdade, tem o trivial. Ou quase isso.

Ar-condicionado, direção elétrica, travas e vidros elétricos, Isofix, banco do motorista com ajuste de altura e os importantes quatro airbags são de série no Polo 1.6.

Mas ajuste elétrico dos retrovisores, faróis de neblina, regulagem de altura para o volante e sensor de ré não estão disponíveis nem mesmo como opcionais. Para ter isso, só pagando R$ 7.600 a mais pela versão Comfortline TSI (R$ 65.190).

Por ser 37 cm maior, Polo acaba sendo mais espaçoso (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Atrás o Polo leva realmente 5 pessoas (Leo Sposito/Quatro Rodas)

O interior com aspecto pobre não ajuda. Plásticos são duros e ásperos, principalmente no console central. Só as maçanetas internas pretas e a central multimídia destoam dos tons de cinza. Não é o que se espera de um hatch premium.

O caso do Up! é o oposto. A despeito da lataria exposta nas portas, o interior revela uma preocupação com texturas e apliques que não se espera de um carro desse tamanho.

Tem faixa brilhante que imita fibra de carbono no painel e mimos da versão, como iluminação ambiente, bancos de couro sintético, volante de couro, acendimento automático dos faróis e sensores de chuva e estacionamento.

Up! pode até ser mais bonito por dentro, mas peca no espaço (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Na traseira, o hatch compacto não possui vidros elétricos (Leo Sposito/Quatro Rodas)

O Up! tem tudo o que falta no Polo, embora tenha suas dívidas. Fazem falta os vidros elétricos traseiros, o controle de estabilidade (só tem de tração) e, claro, os airbags laterais.

Vale dizer que o rádio do Up! é legal, tem tela colorida e é bastante funcional, mas não é uma central multimídia de verdade. Sua virtude é ser compatível com um aplicativo que usa smartphones para exibir o navegador GPS e informações do carro.

O Polo tenta dar o troco em espaço interno. Com 14 cm a mais no entre-eixos e 10,6 cm mais largo, é inegavelmente mais espaçoso. Leva cinco de verdade, ao contrário do Up!.

Contudo, seu porta-malas, de 300 litros, não mostra tanta vantagem frente aos 285 do Up!. Pelo contrário: o hatch menor tem uma prática prateleira móvel que divide o compartimento em dois níveis.

Porta-malas do Polo é maior com 300 litros (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Com 285 litros (15 a menos que o Polo), o Up! não fica em desvantagem por conta da prática prateleira móvel (Leo Sposito/Quatro Rodas)

Em nossa opinião, o erro do Polo 1.6 está em não entregar o que o consumidor de hatches dessa faixa de preço quer, que são equipamentos que fazem falta no dia a dia. O câmbio automático, cada vez mais procurado, deveria estar disponível ao menos como opcional para o 1.6.

Mais pobre, o Polo só é uma escolha válida para quem pretende andar com o carro cheio e não quer partir para um sedã. O Up! é mais equipado, tem acabamento melhor e concentra em si a diversão de um esportivo e a eficiência de um híbrido. É a razão e a emoção.

Veredicto

Quase R$ 60.000 por um Up! soa exagerado (e é muito), mas ele tem quase tudo de que você precisa no dia a dia e por isso venceu o comparativo. Esta versão do Polo não parece ter sido criada para vender. Paga-se caro por um hatch que desagrada pela falta de equipamentos obrigatórios nessa faixa de preço, como o sensor de estacionamento ou retrovisores externos elétricos.

Teste de pista (com gasolina)

Polo 1.6 Up! TSI
Aceleração de 0 a 100 km/h 12,4 s 11,7 s
Aceleração de 0 a 1.000 m 33,8 s 32,8 s
Retomada de 40 a 80 km/h (em 3ª) 7,9 s 6,5 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em 4ª) 11,7 s 9,8 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª) 18,8 s 15 s
Frenagem de 60 / 80 / 120 km/h a 0 em m 16,5/28,9/69,9 m 16,8/27,7/65,7 m
Consumo urbano e rodoviário 12,8 km/l e 17,2 km/l 15,1 km/l e 18,8 km/l
Seguro R$ 4.079 R$ 3.630
Revisões (6) R$ 3.016 R$ 3.104

Ficha técnica

Polo 1.6 Up! TSI
Motor flex, diant., transv., 4 cil, 1.598 cm3, 16V, 117/110 cv a 5.750 rpm, 16,5 mkgf a 4.000 rpm flex, diant., transv., 3 cil, 999 cm3, 12V, 105/101 cv a 5.000 rpm, 16,8 mkgf a 1.500 rpm
Câmbio manual, 5 marchas, tração dianteira manual, 5 marchas, tração dianteira
Suspensão McPherson (d) e eixo de torção (t) McPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios discos vent. (d) e tambor (t) discos vent. (d) e tambor (t)
Direção elétrica elétrica
Rodas e pneus liga leve, 185/60 R15 liga leve, 185/60 R15
Dimensões compr., 405,7 cm; largura, 175,1 cm; altura, 146,8 cm; entre-eixos, 256,5 cm; peso, 1.083kg; peso/potência, 9,26 kg/cv; peso/torque, 65,64 kg/mkgf; tanque, 52 l; porta-malas, 300 l compr., 368,9 cm; largura, 164,5 cm; altura, 150,4 cm; entre-eixos, 242,1 cm; peso, 971 kg; peso/potência, 9,25 kg/cv; peso/torque, 57,80 kg/mkgf; tanque, 50 l; porta-malas, 285 l

 

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

12 FEV

Mitsubishi ASX ganha novo visual e estreia será no Salão de Genebra

A Mitsubishi revelou nesta terça-feira (12) o novo visual do SUV ASX, que fará sua estreia global no próximo Salão de Genebra 2019, em março. Lançado em 2009, o modelo precisava se modernizar e recebeu uma "cara" parecida com a do Eclipse Cross. O ASX o 3º mais vendido da empresa em todo o mundo e teve mais de 1,3 milhão de unidade vendidas nos 90 países em que está presente. Apesar da inspiração em seu "irmão menor", a traseira do ASX ficou menos polêmica que a do... Leia mais
12 FEV

Longa Duração: os erros e acertos na revisão de 30.000 km do Renault Kwid

Kwid: pastilhas de freio trocadas após somente 20.000 km de uso (Silvio Gioia/Quatro Rodas)Na edição anterior, relatamos uma série de problemas com o nosso popular Renault Kwid. “Encontramos o reservatório de fluido de freio com sinais de vazamento junto à tampa. O nível, de fato, baixou, chegando a acender a luz de freio do painel”, conta Péricles Malheiros, editor de Longa Duração.A lista de pedidos de verificação durante a revisão passou a incluir também a suspensão... Leia mais
12 FEV

Guia de usados: Toyota Prius, um híbrido que não tem cara de carro velho

Quarta geração começou a ser vendida no Brasil no início de 2016 (Marco de Bari/Quatro Rodas)Ícone mundial de eficiência, o Toyota Prius  deu origem à família de híbridos que soma mais de 6 milhões de unidades produzidas, com 93% de donos satisfeitos. Importada oficialmente pela Toyota, a terceira geração foi exibida no Salão do Automóvel de 2012 e começou a carreira integrando frotas de táxis nas grandes capitais. Seu maior atrativo foi o trem de força formado pelo 1.8 a... Leia mais
12 FEV

Toyota Corolla híbrido 'americano' tem consumo médio de 22 km/l

A nova geração do Toyota Corolla terá uma versão híbrida, e isso não é mais segredo. Para o Brasil, a fabricante ainda não confirmou, mas além desta novidade, o sedã deve ser o primeiro a combinar motor elétrico com outro a combustão que aceita gasolina e etanol. Enquanto o novo Corolla híbrido flex não chega ao Brasil, algumas informações de modelos estrangeiros dão pistas sobre como será a tão esperada versão. Corolla 'brasileiro' vai se parecer com o... Leia mais
11 FEV

Ford Fusion 2019 chega com visual atualizado e preços a partir de R$ 149.900

A Ford anunciou nesta segunda-feira (11) a chegada da linha 2019 do Fusion. A gama de versões foi reduzida para três: SEL, de R$ 149.900, Titanium, de R$ 179.900 e Hybrid, de R$ 182.990. Com exceção da híbrida, que utiliza um 2.0 de potência combinada de 190 cavalos, as outras duas configurações trazem um 2.0, mas turbo, de 248 cv. O câmbio é automático de 6 marchas. Veja outros lançamentos esperados para 2019 Além da oferta reduzida de versões, o Fusion chega com... Leia mais
11 FEV

Peugeot 308 e 408 saem de linha no Brasil

Os Peugeot 308 e 408 estão saindo de linha no Brasil. O G1 apurou com concessionárias da marca que, tanto hatch, como sedã, não estão à venda para clientes comuns. Alguns vendedores disseram que os estoques do varejo acabaram no fim do ano passado, e a fábrica não deu uma previsão de chegada de novas unidades. Eles ainda afirmaram que restam apenas modelos destinadas ao público PCD, mas em pequena quantidade. Veja motos que saíram de linha este anoVeja carros esperados... Leia mais