Novidades

02 NOV
Teste: Honda Fit 2018, mais maduro, conectado e seguro

Teste: Honda Fit 2018, mais maduro, conectado e seguro

Versão EXL tem faróis de led com DRL incorporado

Versão EXL tem faróis de led com DRL incorporado (Christian Castanho/Quatro Rodas)

À primeira vista, nada mudou. Mas basta um olhar mais cuidadoso para perceber que, sim, a linha 2018 do Fit tem novidades, a maioria delas muito bem-vindas.

Os faróis têm o mesmo formato, mas trazem novos elementos internos – na versão EXL, cedida para teste, são de led, com direito a luz diurna. Na versão EX, o DRL é formado por uma barra com quatro pontos de led ao lado de cada farol de neblina.

Ainda na dianteira, a grade foi retocada. Um pouco mais embaixo, a mudança mais relevante, com o centro invadido pelas áreas dos faróis de neblina, aposentando o formato trapezoidal.

Hatch alto? Minivan baixa? Não importa, o Fit tem seus fãs

Hatch alto? Minivan baixa? Não importa, o Fit tem seus fãs (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Nas laterais, nada além de um novo acabamento das rodas, agora bicolores nas versões EX e EXL.

A roda é a mesma da linha anterior, o que muda é o acabamento bicolor no Fit 2018

A roda é a mesma da linha anterior, o que muda é o acabamento bicolor no Fit 2018 (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Atrás, boas-novas. Nem tanto pelas lanternas com leds nelas próprias e nas extensões verticais, antes meros refletores, mas pelo novo para-choque, que agora preserva mais distância em relação à tampa do porta-malas.

Para-choque agora evita danos à tampa

Para-choque agora evita danos à tampa (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Coisa pouca, mas era a mudança que os donos de mais de 500 mil Fit vendidos até hoje no Brasil esperavam. Desde 2003, quando o Fit foi lançado aqui, o modelo sofre com a alta incidência de choques na tampa traseira, muito rente ao ponto extremo do para-choque.

Nas manobras em ré, até uma leve encostada num poste, pilastra ou parede podia significar um amassado na tampa do porta-malas. Observe os Fit nas ruas: muitos estarão com essa parte da lataria danificada.

TIRANDO O ATRASO

Na cabine, novidades tão boas quanto o redesenhado e mais volumoso para-choque traseiro – mas que, assim como ele, deveriam estar no Fit muito tempo atrás.

Multimídia, ar digital e ESP: dívidas antigas do Honda Fit

Multimídia, ar digital e ESP: dívidas antigas do Honda Fit (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O ar-condicionado digital – cuja falta foi declarada já na edição de maio de 2014, quando nasceu a atual geração do Fit – está na linha 2018, exclusivamente no EXL.

A central multimídia com navegador GPS é outra estreia há muito tempo aguardada – e outro item só ofertado na versão topo de linha.

Multimídia com GPS é de série na EXL

Multimídia com GPS é de série na EXL (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Finalizando a lista “antes tarde do que nunca” de equipamentos, controle de estabilidade e tração. E aqui, uma excelente notícia: tais itens de segurança, mais o assistente de partida em rampa, estão disponíveis desde a versão mais simples (LX) – veja quadro abaixo com conteúdo e preços de toda a linha 2018 do Fit.

Ainda no interior, mudanças discretas, como a presença de um indicador de temperatura externa no painel.

A versão topo de linha conta com indicador de temperatura externa

A versão topo de linha conta com indicador de temperatura externa (Christian Castanho)

O grande destaque da cabine ainda é o mesmo: o prático sistema Ultra, de rebatimento do banco traseiro. De maneira intuitiva, fácil e rápida, assento e encosto podem ser movidos em duas direções, facilitando a acomodação de objetos longos (como uma prancha de surfe) ou altos (como um vaso de planta).

Modularidade dos bancos traseiros é a maior arma do Fit

Modularidade dos bancos traseiros é a maior arma do Fit (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O sistema de auxílio elétrico da direção agora é mais sofisticado, sem escovas. Apesar de mais caro, oferece algumas vantagens em relação aos motores com escovas, como maior durabilidade e menor ruído de funcionamento. Na prática, apenas os motoristas mais atentos notarão o fim do efeito quadro a quadro quando o volante é movimentado de forma contínua e lenta.

Motoristas mais atentos perceberão o fim do efeito quadro a quadro quando o volante é ajustado

Motoristas mais atentos perceberão o fim do efeito quadro a quadro quando o volante é ajustado (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No mais, o Fit segue o mesmo. Ou seja, continua movido pelo motor 1.5 flex de 116/115 cv e gerenciado pelo câmbio automático de relações continuamente variáveis, CVT, de seis marchas pré-programadas e com trocas por borboletas no volante. O conjunto garante pique satisfatório nas acelerações e retomadas, mas segue um tanto ruidoso e áspero.

Câmbio CVT está disponível a partir da versão LX

Câmbio CVT está disponível a partir da versão LX (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No limite de aderência nas curvas, o controle de estabilidade se mostrou bem calibrado: quando entra em ação, atua o suficiente para manter o carro sob controle, mas sem diminuir demais a velocidade.

Porta-malas comporta até 363 litros de bagagem

Porta-malas comporta até 363 litros de bagagem (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Assim, fica claro que a linha 2018 corrigiu as pequenas (e poucas) falhas do Fit, menos uma: ele continua caro – a versão automática começa em R$ 70.100, sem ar digital nem central multimídia.

Família Fit

O conteúdo e o preço de cada versão da linha 2018

1. DX – R$ 58.700

Ar manual, direção elétrica, trio elétrico, lanterna com led, controle de estabilidade, e assistente de partida em rampa

2. LX – R$ 70.100

DX mais câmbio CVT, sistema Ultra do banco traseiro, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 15 e comandos de som no volante

3. EX – R$ 75.600

LX mais câmbio CVT com trocas manuais, airbags laterais, ar digital, DRL inferior, câmera de ré e rodas de liga leve aro 16

4. EXL – R$ 80.900

EX mais airbags de cortina, bancos de couro, multimídia com GPS, faróis de led com DRL e rebatimento elétrico dos retrovisores externos

Veredicto

Marca forte, bom valor de revenda, versatilidade e, agora, bom nível de equipamentos: o Fit se defende bem, mas seu ponto fraco ainda é o preço elevado.

Teste de pista (com gasolina)

Aceleração de 0 a 100 km/h: 11,4 s
Aceleração de 0 a 1.000 m: 32,9 s – 159,5 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h: 5,5 s (em D)
Retomada de 60 a 100 km/h: 6,4 s (em D)
Retomada de 80 a 120 km/h: 8,2 s (em D)
Frenagens de 60/80/120 km/h a 0: 16/27,5/64,1 m
Consumo urbano: 12,7 km/l
Consumo rodoviário: 16,3 km/l

Ficha técnica – Honda Fit 2018

Preço: R$ 80.000
Motor: flex., diant., transv., 4 cil., 1.497 cm3; 16V, 116/115 cv a 6.000 rpm, 15,3/15,2 mkgf a 4.800 rpm
Câmbio: automático, CVT, 7 marchas, tração dianteira
Suspensão: McPherson (diant.) / eixo de torção (tras.)
Freios: discos ventilados (diant.) / tambores (tras.)
Direção: elétrica
Rodas e pneus: liga leve, 185/55 R16 
Dimensões: comprimento, 399,8 cm; largura, 169,4 cm; altura, 153,5 cm; entre-eixos, 253 cm; peso, 1.101 kg; tanque, 46 l; porta-malas, 363 l

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

31 AGO

Carro autônomo da Apple se envolve em acidente nos EUA

Um carro autônomo da Apple se envolveu em um acidente na semana passada, afirmou nesta sexta-feira (31) o órgão de trânsito do Estado norte-americano da Califórnia (DMV). O anúncio do DMV mostra que a Apple está testando pelo menos um veículo autônomo, um fato que a empresa até agora não havia revelado. Ex-funcionário da Apple é acusado de roubar segredos de carro autônomoApós acidente, Uber vai retomar testes com autônomos Segundo o site americano Sputnik, o Lexus... Leia mais
31 AGO

Polícia sul-coreana faz operação na sede da BMW em Seul

A polícia sul-coreana fez uma operação naquinta-feira na sede da montadora alemã BMW em Seul como parte de uma investigação de incêndios de motores. Os investigadores querem descobrir se a BMW tentou ocultar eventuais falhas nos veículos suscetíveis de provocar os incêndios, informou a polícia de Seul. Os agentes confiscaram documentos e material. A BMW Korea não comentou a operação. "Vamos fazer uma investigação minuciosa para descobrir a verdade", afirmou uma... Leia mais
31 AGO

Motorista alemão usa 'persiana' para cobrir placa do carro e é pego pela polícia

Parece caso de filme do James Bond. Mas a história é real. A polícia da região da Baviera, no sul da Alemanha, parou um BMW X5 numa rodovia perto da cidade de Bindlach nesta terça-feira (28) porque o carro, aparentemente, não tinha a placa dianteira. Motociclista é preso depois de filmar ele mesmo a mais de 300 km/h na Inglaterra Ao olharem o carro mais de perto, os agentes descobriram que um mecanismo que encobria a chapa. A "persiana" era comandada pelo motorista, por meio... Leia mais
29 AGO

Japão acredita que carros voadores podem resolver problemas de transporte

O governo japonês convocou nesta quarta-feira (29) vários grandes grupos, incluindo as gigantes Boeing e Airbus, para discutir o desenvolvimento de carros voadores. CEO da Uber diz que serviço de 'carro voador' deve começar em até 10 anosComo serão as motos no futuro? No entanto, os projetos apresentados nesta reunião por iniciativa do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) do Japão mostram que este sonho não é algo de hoje para amanhã. A iniciativa... Leia mais
28 AGO

Toyota investe US$ 500 milhões para desenvolver carro autônomo com Uber

A Toyota investirá cerca de 500 milhões de dólares com o Uber como parte de um acordo de cooperação para produzir veículos autônomos em massa, informou o grupo japonês nesta terça-feira (28). O acordo, que segundo relatórios elevaria o valor do Uber a US$ 72 bilhões, tem o objetivo de elevar o transporte autônomo a um serviço de mobilidade em grande escala, disse a Toyota. A tecnologia das duas empresas se integrará em veículos Toyota especialmente desenvolvidos e se... Leia mais
27 AGO

Ferrari de US$ 48 milhões bate recorde de carro mais caro vendido em leilão

Uma Ferrari 250 GTO, de 1962, foi vendida por US$ 48,4 milhões e bateu o recorde de carro mais caro arrematado em um leilão, informou a RM Sotheby´s, organização responsável pelo evento, em Monterrey, na Califórnia. Vendida no último final de semana por valor equivalente a quase R$ 200 milhões (R$ 198,7 milhões, na cotação atual), o modelo superou outra Ferrari 250 GTO, que foi vendida em 2014 por US$ 38 milhões. Com apenas 36 unidades fabricadas entre 1962 e 1964, a 250... Leia mais