A 250 é a primeira Ferrari produzida em larga escala para quatro pessoas (Christian Castanho/Quatro Rodas) Para os fãs da Ferrari, poucas edições das 24 Horas de Le Mans foram tão especiais quanto a de 1960. Primeiro pela conquista da prova, vencida pela 250 Testarossa. Segundo pela aparição do protótipo que deu origem à 250 GTE 2+2, primeira Ferrari de quatro lugares produzida em larga escala. Apesar de distintas, ambas integravam a série 250, desenvolvida por Giotto Bizzarrini em 1952. O levíssimo V12 de 3 litros em alumínio projetado ganhou as ruas em 1954, ocasião em que o modelo 250 GT foi apresentado no Salão de Paris. Derivado do modelo 250 S de competição, seus 220 cv o levavam a 230 km/h. Motor avançou 20 cm para dar lugar aos bancos extras (Christian Castanho/Quatro Rodas) Seu nome fazia alusão ao volume de cada cilindro do V12: cerca de 250 cm³. Em 1957, surgiram dois conversíveis, a 250 GT Cabriolet e a 250 GT California, esta última específica para os EUA. Dois anos depois, surgiu a 250 Berlinetta Passo Corto (chassi curto), um cupê capaz de encarar os autódromos com pequenas adequações. Salvo raras exceções, todas as Ferrari eram limitadas ao cavalheiro sentado ao volante e um acompanhante ao seu lado. E, apesar da demanda, não havia um modelo para fazer frente a esportivos de quatro lugares, como o francês Facel Vega HK500, o inglês Aston Martin DB4 e o italiano Maserati 3500 GT. Apresentada no Salão de Paris em outubro de 1960, a GTE 2+2 era mais uma obra-prima do renomado estúdio Pininfarina. Volante grande de madeira era típico dos GTs da época. Couro vermelho combinava com carpete do porta-malas (Christian Castanho/Quatro Rodas) Para manter a harmonia das linhas, a nova carroceria estava maior, mais larga e mais baixa, apoiando-se sobre o mesmo entre-eixos de 260 cm da 250 GT Coupé. A transformação resultou num acréscimo de peso de apenas 80 kg. A principal diferença frente à GT Coupé era o reposicionamento do motor, que foi avançado em 20 cm para adequar o espaço interno para quatro ocupantes. Curiosamente, a nova posição do motor melhorou a distribuição de peso da GTE 2 + 2, tornando seu comportamento dinâmico bem mais equilibrado quando comparado às 250 de dois lugares. A suspensão dianteira independente melhorou substancialmente com molas helicoidais. Os freios eram a disco nas quatro rodas. Alimentado por três carburadores Weber 36 DCL6, o V12 atingia 240 cv. A tração chegava às rodas traseiras por um câmbio de quatro marchas, equipado com sobremarcha de acionamento elétrico. Era o bastante para acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 8,5 segundos e para chegar a 241 km/h. O V12 3.0 dianteiro gerava 240 cv (Christian Castanho/Quatro Rodas) Sem alarde, a GTE 2+2 tornou-se o modelo mais popular do fabricante italiano, respondendo sozinha por cerca de dois terços da produção da linha 250. Era o esportivo favorito de celebridades como Frank Sinatra e do oficial Armando Spatafora, um dos policiais mais habilidosos da Squadra Volante, divisão de patrulhamento da polícia civil italiana. Denominada Pantera Negra, a GTE 2+2 preta de Spatafora garantiu a lei e a ordem nas ruas de Roma de 1962 a 1968. Ambas tornaram-se lendas e eram desafiadas para perseguições, retratadas no filme Poliziotto Sprint. Arrematada em um leilão estatal em 1972, a Pantera Negra hoje integra o acervo de uma coleção particular. No total, 957 foram produzidas até o final de 1963, um recorde que manteve as contas da Ferrari em dia na primeira metade dos anos 60. Porta-malas tem bom espaço para bagagem da família (Christian Castanho/Quatro Rodas) Essa oferta fez o valor da GTE 2+2 despencar na década seguinte, levando a maioria a virar doadora de peças para recriações da GT California, GT Cabriolet e GT Berlinetta Passo Corto. Por isso, especula-se que menos da metade das GTE 2+2 tenha sobrevivido em estado original. Um número ainda menor encontra-se em estado excepcional, como o carro das fotos, fabricado em 1961 e que integra o acervo da FBF Collezione. As 50 últimas unidades estão entre as mais valorizadas, pois adotaram o V12 de 4 litros do modelo 330 America. Ferrari 250 GTE 2+2 Motor: 12 cilindros em V de 3 litros; 240 cv a 7.000 rpm; 25,02 mkgf a 5.000 rpm
Fonte:
Quatro Rodas
Ficha técnica
Câmbio: manual de 4 marchas, com sobremarcha
Dimensões: comprimento, 470 cm; largura, 171 cm; altura, 134 cm; entre-eixos, 260 cm; peso, 1.280 kg
Desempenho: 0 a 100 km/h: 8,5 segundos; velocidade máxima de 241 km/h
Clássicos: Ferrari 250 GTE 2+2
Mais Novidades
Ações da Ferrari estreiam em alta na Bolsa de Nova York
Ações da Ferrari começaram a ser negociadas em alta nesta quarta-feira (21) na Bolsa de Nova York. Com nome "Race", os papéis da fabricante de esportivos de luxo eram cotados a US$ 58,67 (cerca de R$ 226) por volta das 12h (de Brasília) - uma alta de 12,8% em relação aos US$ 52 do preço inicial. O grupo Fiat Chrysler (FCA) continua a ter 80% do capital da empresa, enquanto a família Ferrari mantém 10%. A abertura de capital permite que fãs da marca sejam sócios e levantou US$...
Leia mais
21 OUT
Contran reduz tempo de suspensão da CNH em alguns casos
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) reduziu o tempo de suspensão do direito de dirigir em alguns casos em que envolvem as chamadas multas agravadas, cujo valor é multiplicado. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (20). Há duas situações em que o motorista perde temporariamente o direito de dirigir: - quando soma 20 pontos na carteira no período de 12 meses; - quando comete infração em que esta penalidade está prevista (somando ou...
Leia mais
21 OUT
Contran suspende obrigatoriedade de chip com rastreador em veículos
O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) suspendeu a obrigatoriedade de chip rastreador e bloqueador para veículos, em resolução publicada no Diário Oficial da União. Pela 2ª vez no ano, o órgão cancela uma exigência, depois de terminar com a obrigatoriedade para a extintores em carros, em setembro passado. Por ser considerado um risco à privacidade, o projeto de chip com rastreador e bloqueadro já havia sido barrado na Justiça. Essa revogação se refere ao chamado...
Leia mais
Toyota anuncia recall de 6,5 milhões de carros por falha nas janelas
A montadora japonesa Toyota anunciou nesta quarta-feira (21) um recall de 6,5 milhões de carros em todo o mundo para "verificar o correto funcionamento do controle das janelas principais", ao citar um risco de "superaquecimento e de liberação de fumaça". RECALL Saiba como funciona para veículos entenda seus direitos chamados de 2015 ...
Leia mais
Justiça mantém em R$ 200 mil indenização à família de João Paulo
A Justiça manteve em R$ 200 mil a indenização por danos morais a ser paga pela BMW à família do cantor sertanejo João Paulo, morto em um acidente de carro em setembro de 1997. João Paulo, que fazia dupla com Daniel, foi vítima de um acidente quando voltada de um show em São Caetano do Sul (SP) para sua casa em Brotas, no interior. A família de João Paulo chegou a pedir indenização de R$ 300 mil e pensão à BMW com correções que poderiam chegar a R$ 400 milhões, mas, diante...
Leia mais
Sucessor do Renault Clio é flagrado no interior de São Paulo
Recém-lançado na Índia, o Renault Kwid foi flagrado pela primeira vez no Brasil, pelo internauta Marcio Rogerio Roncaglia. As fotos foram feitas na cidade de Valinhos (SP). O subcompacto aparece com camuflagem leve, adesivado e com o logotipo da Renault coberto. De acordo com Roncaglia, o modelo possuia direção do lado direito, assim como os modelos que rodam na Índia. "Já havia visto ele uma vez neste condomínio empresarial. Algumas empresas ali são fornecedoras de montadoras",...
Leia mais