Por fora, nada novo: o 2008 Griffe mantém a cara de 2015 (Christian Castanho/Quatro Rodas) Como para um estudante de humanas, números nunca foram o ponto forte do 2008. Além de ficar longe de seus rivais em vendas, ele mantinha um antiquado (e criticado) câmbio automático de quatro marchas. Porém, chegou a hora de a Peugeot alterar essa equação: agora, finalmente equipado com uma transmissão de seis velocidades, ele quer mudar o resultado da conta. A adoção do câmbio automático de seis marchas proporcionou uma direção mais ágil e suave (Christian Castanho/Quatro Rodas) O primeiro passo para a reestruturação vem na mudança das versões. A Crossway deixa de ser série limitada para se tornar versão oficial, e a mais cara com motor aspirado. Assim, a Griffe de R$ 85.190, testada aqui, passa a ser a intermediária da gama. Isso explica alguns dos pontos a seguir. Pela mudança de posicionamento, o 2008 Griffe perde sensores de estacionamento dianteiros, bancos de couro e GPS. Multimídia agora tem Android Auto (Christian Castanho/Quatro Rodas) Em contrapartida, ganha Isofix, câmera de ré e central com Android Auto e Apple CarPlay – acompanhada da inconveniente porta USB ao lado da tela, que deixa exposto o cabo que faz a conexão com o smartphone. Antes, ela ficava escondida próxima ao câmbio. O modelo também ganhou entradas isofix (Christian Castanho/Quatro Rodas) Entre os itens de série, o Griffe mantém teto panorâmico, faróis automáticos com leds diurnos, limpadores de para-brisa automáticos, sensor de ré, ar digital de duas zonas e quatro airbags. A versão Griffe conta agora com bancos de tecido (Christian Castanho/Quatro Rodas) A versão mantém o belo teto panorâmico (Christian Castanho/Quatro Rodas) Ainda ficou faltando o ESP, presente só na versão mais cara, com motor 1.6 THP. A reestilização europeia também não veio para o Brasil. Como em uma equação, depois da multiplicação e divisão dos equipamentos, é a vez da adição. É aí que entra o aguardado câmbio automático de seis marchas – o mesmo Aisin de terceira geração que equipa o 3008, C3 e AirCross, por exemplo. Assim como no C3, o 2008 passou também por alterações no motor 1.6 aspirado para reduzir vibração e ruído. Agora, com o câmbio automático, o propulsor rende 118/115 cv com etanol/gasolina a 5.750 rpm, contra os 122/115 cv disponíveis mais tarde, a 5.800/6.000 rpm. Marcadores no quadro de instrumentos: visão por cima do volante (Christian Castanho/Quatro Rodas) Já o torque ficou mais equilibrado, com perdas e ganhos, e passou de 16,4/15,5 mkgf a 4.000 rpm com etanol/gasolina para 16,1 mkgf a 4.750/4.000. As mudanças surtiram efeitos profundos na dirigibilidade do 2008, que ficou mais ágil e suave tanto no trânsito pesado quanto na estrada. As trocas de marchas ocorrem sem trancos e têm escalonamento preciso – isso privilegia a economia de combustível por fazer o motor trabalhar sempre em rotações mais baixas. Porta-malas tem 402 litros (Christian Castanho/Quatro Rodas) Nos números, a prova final: com gasolina, o modelo foi de 0 a 100 km/h em 12,7 segundos (contra 14,3 da versão de quatro marchas). No consumo, os resultados foram mais sensíveis: ele fez 10,3 km/l no urbano e 14,1 no rodoviário – contra 10,4 e 13,5 do anterior. Se depender das evoluções, o 2008 tem boas chances de refazer suas contas diante do mercado. Basta o mercado refazer as contas para ele. Leds nos faróis e nas lanternas são de série em todos os 2008 (Christian Castanho/Quatro Rodas) Veredicto Com câmbio e central mais modernos, o 2008 passa a ser uma interessante opção no segmento dos SUVs. Resta saber se o mercado responderá a essa evolução, pois esse Peugeot nem aparece na lista de chamada. Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,7 s Preço: R$ 85.190
Fonte:
Quatro Rodas
Teste de pista (com gasolina)
Aceleração de 0 a 1.000 m: 34,3 s – 152,2 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h: 5,7 s (em D)
Retomada de 60 a 100 km/h: 6,9 s (em D)
Retomada de 80 a 120 km/h: 9,7 s (em D)
Frenagens de 60/80/120 km/h a 0: 17,7/30,9/73,3 m
Consumo urbano: 10,3 km/l
Consumo rodoviário: 14,1 km/lFicha técnica – Peugeot 2008 Griffe
Motor: flex., diant., longit., 4 cil., 1.587 cm3; 16V, 118/115 cv a 5.750 rpm, 16,1 mkgf a 4.750/4.000 rpm
Câmbio: automático, 6 marchas, tração dianteira
Suspensão: McPherson (diant.) / eixo de torção (tras.)
Freios: discos ventilados (diant.), sólidos (tras.)
Direção: elétrica
Rodas e pneus: liga leve, 205/60 R16
Dimensões: comprimento, 415,9 cm; altura, 158,3 cm; largura, 173,9 cm; entre-eixos, 254,2 cm; peso, 1.248 kg; tanque, 55 l; porta-malas, 402 l
Teste: Peugeot 2008 Griffe com câmbio de seis marchas
Mais Novidades
Nissan terá SUV maior que o Kicks no Brasil; veja opções
Vendido nos EUA como Rogue Sport, Qashqai é um dos cotados para o Brasil (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
Fabricado em Resende (RJ), o Kicks foi o Nissan mais vendido no Brasil em 2017. Foram 33.464 unidades emplacadas, o que lhe garantiu o quarto lugar no disputado segmento de SUVs compactos. Agora a Nissan quer ir além.
Em conversa com QUATRO RODAS no Salão de Detroit, o presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva, falou dos próximos...
Leia mais
Mercedes e Prius surpreendem no segmento dominado pelo Corolla
– (reprodução/Divulgação)
O domínio do Toyota Corolla no segmento de sedãs médios já virou uma tradição no Brasil há pelos menos 10 anos. Não foi diferente em 2017.
No ano passado o três-volumes japonês teve 66.188 unidades emplacadas, índice que o deixou como o sétimo automóvel mais vendido do Brasil – à frente dele, apenas modelos populares.
É também o segundo lugar entre os sedãs que mais encontraram clientes,...
Leia mais
Nova geração da RAM 1500 ganha sistema elétrico auxiliar
Picape ganhou design mais moderno e está mais leve (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
A FCA mostrou a RAM 1500 no Salão do Automóvel de São Paulo de 2016. O tempo passou e a opção menor e mais leve à RAM 2500 – que tem motor 6.7 seis cilindros turbodiesel de 330 cv e colossais 104 mkgf de torque – não chegou às lojas brasileiras. Este é um bom momento para reconsiderar isso.
Em nova geração, a RAM 1500 vai bem além da...
Leia mais
Hyundai Veloster de segunda geração vira um esportivo de verdade
– (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
A segunda geração do Hyundai Veloster quer encerrar com a fama de esportivo lento. Vale dar uma chance a ele.
Apresentado nesta segunda-feira (15) no Salão de Detroit, o hatch com pegada esportiva traz mudanças visuais e mecânicas. Mas mantém características da primeira geração, como a permanência das três portas.
– (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
Apesar da pegada...
Leia mais
BMW X2 é SUV que parece hatch. Ou o contrário
Novo SUV (ou SAV, segundo a marca) apresentado no salão de Detroit (Ulisses Cavalcante/Quatro Rodas)
A BMW está ampliando seu cardápio de SUVs com o X2. A carroceria compacta, aliás, confunde até a classificação tradicional: a marca chama de SAV (Sport Activity Vehicle).
Mas, na verdade, é um crossover. Mescla traços de SUV com linhas de cupê. Uma fórmula já conhecida na BMW com o X4 e X6.
Esse crossover tem 436 cm de...
Leia mais
Novo Ford Mustang Bullitt tem câmbio manual e painel retrô
A ausência do cavalo no radiador é uma das marcas dos Mustang Bullitt (Divulgação/Ford)
O filme Bullitt (1968) foi um hit instantâneo, no final da década de 60. A película conta com (provavelmente) a melhor cena de perseguição automotiva na história do cinema, entre um Mustang e um Dodge Charger.
O Ford era pilotado por Steve McQueen e foi imortalizado pelo falecido ator e piloto. Aquele fastback verde escuro ficou tão marcado...
Leia mais