Na dianteira, as novidades são encontradas apenas sob o motor (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Chevrolet S10 faz o tipo de quem não gosta de errar. Saiu campeã de nosso último comparativo de picapes diesel, muito em virtude do bom espaço interno e dos equipamentos da versão topo de linha, High Country. Se o motor 2.8 turbodiesel ajudou na agilidade, prejudicou no conforto. Passava muita vibração e ruído à cabine em baixas e médias velocidades. E foi justamente isso que a Chevrolet procurou melhorar na linha 2018. Logotipos do motor foram para o lado direito da caçamba na linha 2018 (Christian Castanho/Quatro Rodas) A solução já era usada pela irmã Colorado nos EUA. Chama-se CPA, de Centrifugal Pendulum Absorber, um nome muito pomposo para seis pesos metálicos instalados dentro do conversor de torque do câmbio. Quando o conversor funciona, esses pesos (que somam 4 kg) movimentam-se como pêndulos e filtram as vibrações torcionais do conjunto. O carro treme menos, os passageiros também. No interior não há mudanças. Painel segue central multimídia e ar digital (Christian Castanho/Quatro Rodas) É uma solução engenhosa e simples que gera bons resultados. Na comparação com o modelo anterior, a picape passou a vibrar menos, quase tão pouco quanto as versões com motor 2.5 flex, além de estar mais ágil e dócil. Isso tem explicação. Ao mitigar as vibrações do conjunto, melhora-se as respostas do conversor de torque, que patina menos e faz o carro embalar mais rápido. Por isso, a Chevrolet otimizou o funcionamento do motor e a programação de trocas do câmbio. Os 200 cv e 51 mkgf de torque estão mantidos, mas o conjunto passou a explorar melhor rotações mais baixas. Ainda foram instalados isolante acústico ao redor dos bicos injetores, uma capa metálica sobre a correia dentada e um isolante no cárter para diminuir alguns ruídos. Motor 2.8 turbodiesel ajudou na agilidade (Christian Castanho/Quatro Rodas) Por fim, introduziram gerenciamento inteligente, para que o alternador entre em funcionamento apenas quando houver necessidade de corrente elétrica extra, aliviando o motor desse esforço no restante do tempo. Essas mudanças teriam deixado a S10 diesel 0,6 s mais rápida: a Chevrolet divulga aceleração de 0 a 100 km/h em 10,3 s. É o mesmo tempo que obtivemos em nossa pista. Mas o detalhe é que, no nosso teste anterior, a picape cravou 10 s. A retomada de 40 a 80 km/h passou de 4,3 para 4,4s, mas as demais passagens foram praticamente iguais. Bancos da S10 topo de linha são de couro (Christian Castanho/Quatro Rodas) Espaço interno na traseira da S10 não teve mudanças (Christian Castanho/Quatro Rodas) A promessa era uma melhora de 13% no consumo. Contudo, a média urbana foi quase a mesma: passou de 9,2 para 9 km/l. Na estrada, baixou de 12,7 para 12,1 km/l. O ruído em ponto morto foi reduzido em 1,1 dB, mas o barulho aumentou em outros regimes. Se a 80 km/h era 61,6 dB, agora registramos 63,6 dB. Ao volante o motorista até percebe as melhorias da S10 2018. Pena que não pudemos confirmar o ganho de desempenho prometido. A Chevrolet corrigiu um ponto fraco da S10. É uma evolução bem-vinda, mesmo com discreta piora no desempenho. Aceleração de 0 a 100 km/h: 10,3 s Preço: R$ 181.590
Fonte:
Quatro Rodas
Veredicto
Teste (com diesel)
Aceleração de 0 a 1.000 m: 31,9 s
Velocidade máxima: n/d
Retomada de 40 a 80 km/h: 4,4 s (em D)
Retomada de 60 a 100 km/h: 5,7 s (em D)
Retomada de 80 a 120 km/h: 7,6 s (em D)
Frenagens de 60/80/120 km/h a 0: 17,5/28,9/65,8 m
Consumo urbano: 9,0 km/l
Consumo rodoviário: 12,1 km/l
Ruído interno ponto morto/ 1ª em max.: 45,6 / 71,4 dB
Ruído interno 0 a 80 km/h / 120/h: 61,6 / 67,6 dBFicha técnica
Motor: diesel, diant., longit., 4 cil., 16V, turbo, 2.776 cm³; 94 x 100 mm; 200 cv a 3.600 rpm, 51 mkgf a 2.000 rpm
Câmbio: automático, 6 marchas, tração 4×4.
Suspensão: Duplo A (d), eixo rígido (t)
Freios: discos vent. (diant.)/tambor (tras.)
Direção: elétrica, 10,3 m (diâm. giro)
Rodas e pneus: liga leve, 265/60 R18
Dimensões: comprimento, 540,8 cm; largura, 187,4 cm; altura, 183,9 cm; entre-eixos, 309,1 cm; peso, 2.101 kg; tanque, 76 l; caçamba, 1.061 l
Teste: Chevrolet S10 High Country, diesel com mais conforto
Mais Novidades
Qual é o consumo de combustível real de um Bugatti Chiron?
Superesportivo teve o consumo aferido pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (Dominique Fraser/Quatro Rodas)
O Bugatti Chiron é daqueles carros extremos que só aparecem de vez em quando. Consegue combinar o luxo de um enorme sedã com o desempenho de um superesportivo. A culpa é do enorme W16 8.0 com quatro turbocompressores e 10 radiadores, que gera 1.500 cv e ?163,2 mkgf de torque.
Cavalo que anda é cavalo que bebe. E os 1.500...
Leia mais
Ford Ka ganha nova versão intermediária com ESP de série
Nova versão Tecno vem com controles de estabilidade e de tração (Ford/Divulgação)
Os Ford Ka e Ka+ ganharam três novas versões na linha 2018. O Ka agora tem duas novas configurações (S e Tecno, ambas com o motor 1.0 TiVCT), enquanto o Ka+ traz a configuração Advanced, disponível somente na motorização Sigma 1.5.
O Ka S assume o papel de porta de entrada do hatchback. Por R$ 44.030, a versão sai de fábrica com ar-condicionado,...
Leia mais
Polestar declara independência da Volvo com cupê de 608 cv
Parece um Volvo? A Polestar diz que 50% das peças do 1 são inéditas (Polestar/Divulgação)
A Polestar pode não ser tão badalada quanto a Mercedes-AMG e a Audi Sport, mas já é conhecida no mundo da preparação.
Famosa por lançar versões esportivas dos modelos Volvo, a empresa resolveu se emancipar e lançou seu primeiro automóvel de passeio desta nova fase.
O Polestar 1 é um belo cupê 2+2 (ou seja, com espaço para dois adultos...
Leia mais
Guia de usados: Volkswagen Amarok
Todas as versões da Amarok têm motor a diesel (Marco de Bari/Quatro Rodas)
A Volkswagen sempre foi conhecida pela dirigibilidade de seus modelos: direção precisa, freios comunicativos e respostas imediatas dos comandos sempre estiveram entre suas virtudes. E não foi diferente com a Amarok. Esqueça o rodar saltitante e barulhento dos utilitários: o conforto e a dirigibilidade da picape feita na Argentina são compatíveis com um bom...
Leia mais
Carros com start-stop exigem cuidado redobrado com velas
O Uno foi o primeiro modelo nacional a contar com a tecnologia start-stop (divulgação/Fiat)
Está cada vez maior o número de carros equipados com sistema start-stop no mercado brasileiro. A tecnologia, que desliga o motor do veículo toda vez que o carro está parado reduz o consumo de combustível e o nível de emissões de poluentes.
Entretanto, o start-stop pode gerar desgaste prematuro de algumas peças. Tudo porque o número médio...
Leia mais
Caminhão elétrico é uma das poucas novidades da Fenatran
Caminhão elétrico tem autonomia de até 200 km (Volkswagen/Divulgação)
Quem visitar a 21ª edição da Fenatran esperando ver muitas novidades pode se frustrar. As oito fabricantes que participam do evento no São Paulo Expo entre os dias 16 e 20 de outubro apostam nas séries especiais de modelos conhecidos em vez de investir em produtos totalmente novos.
MAN e Volkswagen:
A falta de novidades faz da nova linha Delivery a grande...
Leia mais