Novidades

27 OUT
Dez carros legais que custam menos que um iPhone X

Dez carros legais que custam menos que um iPhone X

Leia mais

" data-medium-file="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/11/649_gbrasil_01.jpeg?quality=70estrip=infoew=300" data-large-file="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/11/649_gbrasil_01.jpeg?quality=70estrip=infoew=650" data-restrict="false" class="size-full wp-image-29520" src="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/11/649_gbrasil_01.jpeg?quality=70estrip=infoestrip=info" border="0" alt="Ford Escort XR3" width="940" height="530" data-portal-copyright="Marco de Bari" data-image-caption="Os célebres faróis auxiliares redondos sumiram na mudança de 1992 |

É possível comprar um Escort XR3 pelo preço de um iPhone X (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Carros e smartphones têm algo em comum: custam menos lá fora do que no Brasil. E aqui, em especial, o iPhone X levará os preços a um novo patamar.

De acordo com a MacMagazine, que costuma acertar os valores dos lançamentos da Apple, o aparelho que comemora os dez anos do iPhone custará R$ 5.999 na versão de 64 GB e R$ 6.999 na versão de 256 GB.

Esse pequeno aglomerado de plástico, vidro e metal custa tanto quanto carros usados – feitos dos mesmos materiais (Apple/Divulgação)

Nos Estados Unidos custa, respectivamente, 999 e 1.149 dólares. É como se a cotação do câmbio estivesse acima dos R$ 6 – e está, na verdade, R$ 3,3. Trazendo para o nosso mundo, é como se o Chevrolet Equinox Premier custasse R$ 207.800 em vez de R$ 149.990. Ou se o Ford Fusion Titanium custasse R$ 182.400 e não R$ 138.900. 

São valores tão surreais que é possível comprar carros dos anos 90 em bom estado com o mesmo montante. Elegemos os mais legais:

Volkswagen Gol 1.8 GL 1991 – Fipe: R$ 6.956

(Reprodução/Quatro Rodas)

Isso mesmo, um Gol quadrado. E com o consagrado motor AP-800, um 1.8 carburado de 99 cv e 16,5 mkgf. Nos testes da época, levava o Volks do 0 aos 100 km/h em 11,4 s (versão a álcool).

Ele ainda tem freios do Gol GTS e cinco marchas, sendo a última overdrive. Nada pode dar errado. E se der, não precisa comprar peças no eBay: qualquer auto-peças tem.

Dá para comprar um 1.6 CL 1993 com motor CHT pelo mesmo valor, mas estamos falando de carros legais.

Chevrolet Chevette SL 1991 – Fipe: R$ 6.909

Chevrolet Chevette

Versão duas portas era a favorita dos compradores (Arquivo/Quatro Rodas)

Chevette é sinônimo de tração traseira e eixo rígido com barra panhard. Ou seja, sinônimo de diversão. O motor 1.6 carburado de origem Isuzu rendia 73 cv e 12,6 mkgf e era relativamente moderno para a época.

Mas não era exatamente rápido: com 884 kg, o sedãzinho chegava aos 100 km/h em 14,9 s, tempo dos 1.0 de hoje.

Em 1991 o Chevette era um carro com quase 20 anos. Era apertado por causa do túnel do cardã e tinha ergonomia ruim (os pedais são muito deslocados para a direita), mas é uma forma barata de fazer drift – que, por sinal, é mais divertido do que passar de fase no Angry Birds.

Renault Twingo 1.2 1996 – Fipe: 5.760

Renault Twingo

Renault Twingo (Arquivo/Divulgação)

Ter um Twingo em 1995 era tão legal quanto ser um dos primeiros a ter a nova geração do iPhone. Era um carro “cool”, com design simpático e extremamente funcional para o uso urbano. O interior, cheio de detalhes coloridos, era amplo e era possível rebater os bancos para que virassem uma cama.

O traseiro ainda corria em trilhos, permitindo aumentar o porta-malas.

Ar-condicionado não era um opcional tão raro e o motor 1.2 de 55 cv e 9,4 mkgf era muito econômico. Pode ter certeza que o tanque de 40 litros dura mais que a bateria de 2700mAh do iPhone X.

E com a diferença de preço dá para comprar um Motorola com um ano de garantia.

Chevrolet Astra GLS 1995 – Fipe: R$ 7.421

(Reprodução/Quatro Rodas)

Além de boas cervejas e batata frita congelada, a Bélgica exportou para o Brasil primeira geração do Astra em 1995. Sim, só em 1995: no fim do mesmo ano o governo aumentou o IPI para importados de 20% para 70% e a Chevrolet desistiu de importá-lo. Apesar do preço acima do previsto pelo iPhone X, não é difícil encontrar unidades “salváveis” dentro do orçamento.

Ainda assim, era um carro moderno e equipado. Tem direção hidráulica, cintos dianteiros com pré-tensionadores e laterais traseiros com ajuste de altura, e o ar-condicionado opcional tinha saída para o porta-luvas. Ainda é possível encontrar unidades com airbags, cujo volante tinha logotipo da Opel.

Peças de acabamento podem ser difíceis no Brasil, mas o motor era o 2.0 8V família II com 116 cv e 17,3 mkgf fabricado aqui mesmo, o que facilita as coisas.

Ford Escort XR3 2.0 1994 – Fipe: R$ 7.047

(Reprodução/Quatro Rodas)

Em 1994 o Escort XR3 já não era um esportivo tão desejado como antes. Mas ainda tinha bancos Recaro, teto solar e motor 2.0 AP-2000 com injeção eletrônica, de 116 cv e 17,7 mkgf de torque – 0 a 100 km/h foi cumprido em 11,5 s, na época.

Leia mais

" data-medium-file="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/11/649_gbrasil_02.jpeg?quality=70estrip=infoew=300" data-large-file="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/11/649_gbrasil_02.jpeg?quality=70estrip=infoew=650" data-restrict="false" class="size-full wp-image-29521" src="https://abrilquatrorodas.files.wordpress.com/2016/11/649_gbrasil_02.jpeg?quality=70estrip=infoestrip=info" border="0" alt="Ford Escort XR3" width="940" height="530" data-portal-copyright="Marco de Bari" data-image-caption="Aerofólio traseiro passou a ser da cor da carroceria |

Aerofólio traseiro passou a ser da cor da carroceria | Leia mais (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Tem mimos como direção com regulagem em altura e profundidade, quadro de instrumentos completo e câmbio acionado por cabos de aço, não por varão como era mais comum na época. Além disso, essa geração do Escort tem visual interessante.

Mas o melhor de tudo é que o médio da Ford ainda não recebeu a atenção dos especuladores, como os Gol GTI da mesma época – que usam o mesmo motor.

Fiat Uno Mille I.E. 1996 – Fipe: R$ 6.710

(Germano Lüders/Quatro Rodas)

Em 1996 o Fiat Uno ganhava injeção eletrônica e o Mille I.E. era o mais barato com a nova tecnologia. Ainda assim, seu motor 1.0 rendia modestos 58 cv e 8,2 mkgf.

O lado positivo é que basta colocar um rack e uma escada no teto para transformá-lo em um esportivo. Além do mais, a manutenção é barata: sai mais barato trocar todos os vidros de um Uno do que trocar a tela de um smartphone. 

Peugeot 306 XN 1.8 1998 – Fipe: R$ 6.661

(Reprodução/Quatro Rodas)

É difícil encontrar os 306 dessa fase, mas eles existem e são bem legais. Nem tanto pelo motor 1.8 8V de 104 cv 15,6 mkgf, mas pelo seu comportamento dinâmico. Todos os 306 têm eixo traseiro direcional.

Os braços semi-arrastados com barra de torção permitiam o movimento das rodas traseiras para obter esterçamento a partir de uma certa velocidade, o que ajudava a contornar curvas com maior precisão. Mas torna mais difícil retomar o controle do carro numa saída de traseira.

E tem mais: ao contrário do que acontece com os iPhones, os Peugeot 306 não são cobiçados pelos gatunos.

Corsa Wind 1.0 1994 – Fipe: R$ 6.578

O compacto mais desejado dos anos 90 custa menos do que o iPhone mais desejado deste ano. O “Corsinha” foi tão revolucionário entre os compactos como o primeiro iPhone foi entre celulares.

Era um carrinho com design arredondado em meio a carros quadrados. Deu tão certo que esteve em produção até o ano passado na forma do Classic – o Corsa Sedan.

Primeiro carro de entrada com injeção eletrônica e volante espumado, o Corsa tinha ergonomia correta e soluções de carros mais caros, como porta-objetos moldados nas portas e bancos traseiros bi-partidos.

O motor era o econômico 1.0 8V EFI de 50 cv e 7,7 mkgf. O sucesso foi imediato e provocou ágio tamanho que o vice-presidente da GM da época, André Beer, pediu calma aos clientes em um comercial de TV.

Fiat Tempra 2.0 16V 1995 – Fipe: R$ 7.045

Fiat Tempra Ouro 16V

O motor 16V trouxe o desempenho que faltava (Arquivo/Quatro Rodas)

O Tempra era um carro sem precedentes para a Fiat. Essa versão topo de linha tinha banco do motorista com ajustes elétricos, computador de bordo, bancos de couro, rodas de liga leve aro 14?, retrovisor interno fotocrômico e toca-fitas digital: disqueteira para 6 CDs e freios ABS eram opcionais.

Mas o destaque era o motor 2.0 de 127 cv e 18,4 mkgf. Nos testes da época, o Tempra 16V foi de 0 a 100 km/h em 10,5 s e alcançou máxima de 191,5 km/h na pista do aeroporto de Viracopos.

Ford Ka 1.3 CLX 1997 – R$ 6.679

(Reprodução/Quatro Rodas)

O motor 1.3 Endura-e era um tanto preguiçoso: com 60 cv e 10,4 mkgf precisava de 18,5 s para levar o compacto de 905 kg aos 100 km/h. Mas o Ka tinha o design exótico e as dimensões compactas a seu favor.

Além disso, não é difícil encontrar um com motor 1.0 Zetec de 65 cv, mais ágil, pelo mesmo preço. Difícil mesmo é encontrar um Ka com o para-choque traseiro com suas três peças alinhadas e sem manchas esbranqui.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

11 MAR

Como as leis mais rígidas de segurança estão afetando o visual dos carros

– (Denis Freitas/Quatro Rodas)Sabe aquela sensação de que os carros estão cada vez mais parecidos? Ela é real, e um dos principais motivos para isso é que os automóveis agora são pensados para não matar quem está ao seu redor. Mas nem todo mundo gostou disso. “Queria ter trabalhado nos anos 60 e 70. Havia muito mais liberdade no design”, diz José Carlos Pavone, chefe de estilo da Volkswagen do Brasil. “Toda a dianteira do carro agora conta com estruturas projetadas para... Leia mais
10 MAR

Especial Óleo Lubrificante: é vantagem usar óleo de baixa viscosidade?

No motor antigo, dá pra usar o óleo da versão atual? (Christian Castanho/Quatro Rodas)Na última mudança da família Chevrolet Onix e Prisma, na linha 2017, a GM efetuou uma redução de atrito dos motores 1.0 e 1.4 com o objetivo de diminuir o consumo. Como o conjunto de pistões, bielas e anéis foi redesenhado, a marca optou também por mudar a especificação do óleo, que era de 5W30 e foi para 0W20. Como explicamos antes, isso significa que o novo lubrificante tem menor viscosidade,... Leia mais
10 MAR

Exclusivo: desvendamos a traseira (e o nome) do Chevrolet Onix 2020

Novo Onix Plus não terá prolongamento das lanternas na tampa do porta-malas (Thiago Dantas/Quatro Rodas)Já sabemos como será o visual dos novos Chevrolet Prisma e Tracker, mas o design do Onix 2020, cabeça da nova família de compactos da GM, ainda era um mistério – que acaba de ser desvendado pelos leitores de QUATRO RODAS.Recebemos por nosso WhatsApp, de forma quase simultânea, as primeiras imagens da nova geração do Onix com camuflagem mais leve clicado pelos leitores Álvaro... Leia mais
09 MAR
Teste de produto: perfume eletrônico deixa carro cheiroso por dois meses

Teste de produto: perfume eletrônico deixa carro cheiroso por dois meses

Ligado na tomada 12V, o produto durou mais de dois meses (Paulo Blau/Quatro Rodas)Ligado na tomada 12V, o produto durou mais de dois meses (Paulo Blau/Quatro Rodas)Existe uma infinidade de aromatizantes automotivos por aí. O problema é encontrar uma fragrância agradável, sem risco de vazar e com resistência maior para fazer jus ao custo. Pensando assim, é impossível não se render ao anúncio do Glade Electric Car, um perfumador de ambiente 12V que promete uma durabilidade de até 60... Leia mais
09 MAR

Especial Óleo Lubrificante: até quando usar o óleo que sobrou na troca?

Lubrificantes sintéticos são mais resistentes à degradação e podem suportar melhor a exposição ao tempo (Reprodução/Quatro Rodas)Quando se opta pela troca tradicional em postos de combustíveis ou em concessionárias, durante a revisão do carro, é normal receber a embalagem com o que restou do óleo novo. Como contamos na reportagem do óleo a granel, a maioria dos carros usa uma quantidade fracionada de lubrificante (4,2 litros, por exemplo). Nesse caso, o consumidor teria de... Leia mais
08 MAR

1 dia depois de Bolsonaro anunciar fim das lombadas eletrônicas, ministro diz que elas continuarão 'onde for absolutamente necessário'

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou nesta sexta-feira (8) que a instalação de lombadas eletrônicas nas estradas federais será reavaliada. "Nós vamos investir em segurança, nós vamos investir em melhoria geométrica, vamos investir em manutenção da via, vamos investir em sinalização agressiva, e lombada vai ter onde for absolutamente necessário, onde o ponto crítico é decorrente do excesso de velocidade", disse, em visita ao Maranhão. Um dia... Leia mais