Novidades

26 OUT
Toyota Century: o luxuoso sedã da família imperial japonesa

Toyota Century: o luxuoso sedã da família imperial japonesa

Design conservador e muito luxo: a terceira geração do Century é uma das atrações da Toyota em Tóquio (Zeca Chaves/Quatro Rodas)

Quando falamos em Toyota, logo pensamos em modelos como Corolla, Prius e Hilux. Porém, o Century é um dos modelos mais concorridos no estande da marca, já que o sedã é um ícone para os japoneses.

A Toyota está lançando a terceira geração do clássico que é considerado uma espécie de Rolls-Royce japonês. Apesar de esta ser sua terceira reedição, o Century já está nas ruas há cinco décadas.

 

Grade larga e faróis retangulares estão presentes desde a primeira geraçãoPrimeiro carro de luxo projetado no Japão, o sedã nasceu em 1967. Seu nome faz alusão ao centenário de Sakichi Toyoda, fundador da empresa falecido em outubro de 1930.

A semelhança com os tradicionais sedãs norte-americanos daquela época não era por acaso: sua missão era substitui-los na garagem das autoridades e empresários japoneses.

Rodas de liga leve raiadas lembram as antigas gerações do sedãTodos os detalhes evidenciam que o sedã é um capítulo à parte na linha Toyota. O tradicional logotipo estilizado da empresa foi substituído por uma fênix – o símbolo da família imperial.

Logotipo da Toyota foi substituído pela fênix, símbolo da família do Imperador (Zeca Chaves/Quatro Rodas)

Sua produção é limitadíssima: apenas 50 unidades são feitas por mês. Um artesão inspeciona todas as etapas da produção. Um tratamento especial na pintura exige várias etapas de lixamento e polimento para obter o efeito espelhado desejado.

O projeto tem algumas peculiaridades. O piso do veículo foi rebaixado para facilitar o acesso de idosos e mulheres vestidas com quimonos. Não há revestimento de couro nos bancos, pois os clientes preferem sentir o toque do tecido em lã de primeira qualidade.

Central multimídia: um toque de modernidade no conservador sedã (Toyota/Divulgação)

Bancos individuais tem massageadores e ajustes elétricos (Toyota/Divulgação)

Sobram comodidades para quem viaja atrás (Toyota/Divulgação)

Debaixo do capô, o Century agora usa um V8 5.0 com injeção direta de combustível e tecnologia híbrida. A potência é de 394 cv, mas a Toyota não divulgou informações sobre a parte mecânica, nem dados de desempenho. Seu lançamento está programado para 2018.

Estilo sóbrio lembra os modelos da Rolls-Royce (Zeca Chaves/Quatro Rodas)

Luxo e sobriedade: as marcas do carro do imperador

É difícil encontrar diferenças entre as três gerações do Century. Seu design sempre foi excessivamente conservador. A larga grade cromada tem a companhia de faróis retangulares. As formas retas já viraram marca registrada do sedã, assim como os apliques cromados em volta das janelas.

Nome homenageava o centenário do fundador da Toyota (Toyota/Divulgação)

Tamanho nunca foi problema desde a primeira geração. Eram 5,12 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,45 metro de altura e 2,86 metros de distância entre-eixos.

Curiosamente, os espelhos retrovisores fixados quase em cima dos para-lamas dianteiros (uma peculiaridade de vários projetos japoneses dos anos 60 e 70) só foram movidos para o lugar convencional no fim dos anos 2000.

O motor 3.0 V8 tinha comando de válvulas no bloco e câmaras de combustão hemisféricas. Com 150 cv e torque máximo de 24 mkgf, o carro atingia a velocidade máxima de 170 km/h.

O câmbio era automático de três marchas e a suspensão era independente na dianteira e com eixo rígido atrás, sempre com calibragem priorizando o conforto.

Interior nunca teve couro; a Toyota diz que seus donos preferem revestimento em lã (reprodução/Internet)

Durante os 50 anos de vida do modelo, o Century recebeu novas motorizações (como um V8 3.4 de 170 cv, posteriormente substituído por um V8 4.0 com injeção eletrônica em meados dos anos 90) e freios a disco no lugar dos tambores.

O design foi discretamente atualizado, tomando sempre o cuidado de não desagradar quem apreciava seu estilo conservador. Em 1991, o Century ganhou uma versão 15 cm maior e havia ainda a opção de uma limousine com 5,77 metros de comprimento e entre-eixos de 3,51 metros.

Dois anos mais tarde, o sedã ganhou airbag para o motorista e uma nova reestilização.

Espelhos retrovisores acima dos para-lamas só mudaram de lugar no fim dos anos 2000 (Toyota/Divulgação)

A segunda geração surgiu em 1997, e os mais desavisados nem notaram as diferenças. As maiores alterações foram realizadas do lado de dentro, especialmente para quem viaja atrás.

Masseageadores, cortinas nas janelas e banco dianteiro direito rebatível eram oferecidos de série. O Century tinha até o sofisticado mecanismo de sucção das portas, até hoje um item oferecido apenas nos modelos mais luxuosos das marcas europeias.

O motor era um V12 5.0 associado à tração traseira – configuração inédita em um carro japonês. Equipado com duplo comando nos cabeçotes, o conjunto tinha apenas 280 cv e 46 mkgf, associado à transmissão automática de cinco marchas.

O sistema de freios trazia discos ventilados nas quatro rodas com função antitravamento (ABS) e a suspensão traseira virou independente.

Em 2005, o sedã ganhava uma caixa automática de seis marchas e o motor passou a poluir menos. No ano seguinte, o Century se tornaria o carro oficial do Imperador Akihito – que antes se locomovia a bordo de um Nissan Prince Royal 1967.

Feito exclusivamente para o Imperador, o Century Royal tem 6,15 m de comprimento (Toyota/Divulgação)

O Century Royal foi especialmente desenvolvido para Sua Majestade, oferecendo oito lugares distribuídos por 6,15 metros de comprimento, portas traseiras com abertura em sentido invertido e suspensão com molas pneumáticas.

Atualmente, o sedã ainda é o carro oficial do Imperador em seus compromissos oficiais.

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

27 NOV

Vendas da Tesla na China despencam 70% em outubro, diz associação

As vendas de veículos da Tesla na China afundaram 70% no mês passado em relação a um ano atrás, afirmou a associação de veículos de passageiros do país à Reuters nesta terça-feira (27), ressaltando como a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos está afetando a montadora norte-americana de veículos elétricos. Um representante da Associação Chinesa de Veículos de Passageiros disse que dados do órgão da indústria mostravam que a Tesla vendeu apenas 211... Leia mais
27 NOV

Yamaha MT-07 2019: primeiras impressões

A Yamaha MT-07 2019 acaba de chegar às lojas brasileiras, com ABS de série, e preço de R$ 33.790. Com as primeiras mudanças importantes desde o lançamento em 2015, a moto evoluiu, mas também teve aumento no preço. Quando foi apresentada no mercado brasileiro, há 3 anos, o modelo era vendido por R$ 28.490, em sua versão com ABS, e R$ R$ 26.990, na opção sem o sistema de segurança que deixou de existir. Na versão 2018, a MT-07 ABS já estava mais cara e era vendida por R$... Leia mais
27 NOV

Carlos Ghosn é suspeito de transferir perdas por investimentos pessoais para Nissan, diz jornal

O ex-presidente do conselho de administração da Nissan Carlos Ghosn transferiu perdas sofridas em investimentos particulares durante a crise financeira de 2008 para a montadora, evitando prejuízo pessoal de milhões de dólares, disse o jornal japonês Asahi Shimbun nesta terça-feira (27). Prisão de Carlos Ghosn: o que se sabe até agora Citando múltiplas fontes não identificadas, o jornal disse que o executivo repassou prejuízo de 1,7 bilhão de ienes (US$ 15 milhões) para... Leia mais
27 NOV

Prisão de Carlos Ghosn: o que se sabe até agora

Uma semana depois da prisão surpreendente que repercutiu em todo o mundo, o brasileiro Carlos Ghosn, segue detido no Japão. Desde então, ele foi destituído da presidência do conselho de duas das três montadoras que comandava: da Nissan e da Mitsubishi. Ghosn ainda é presidente-executivo e lidera o conselho da Renault, que criou um comando interino. Juntas, as 3 marcas foram o grupo que mais vendeu carros no mundo em 2017, daí a importância da prisão do brasileiro. ... Leia mais
26 NOV

Trump se diz 'decepcionado' com decisão de GM de fechar fábricas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se orgulha dos seus esforços para impulsionar o setor industrial, declarou estar "decepcionado" com o possível fechamento de fábricas e corte de milhares de postos de trabalho na General Motors, anunciado pela gigante automotiva nesta segunda-feira (26). Trump disse que falou com Mary Barra, diretora executiva da primeira montadora de automóveis dos Estados Unidos. "Disse a ela que estava decepcionado", contou. E assegurou:... Leia mais
26 NOV

ONG questiona símbolos de estado e município em placas do padrão Mercosul

O Observatório Nacional de Segurança Viária pediu o adiamento da adoção das placas do padrão Mercosul por 90 dias. De acordo com a ONG, as placas brasileiras ficariam em desacordo com o padrão usado em outros países, como Argentina e Uruguai. A diferença está nos brasões do Estado e do município de origem do veículo. Nos países vizinhos, não há tais indicações nas placas. Para a entidade, a inclusão dos símbolos não é necessária, pois, além de gerar gastos... Leia mais