Grade frontal é exclusiva do C 250 Coupé (Leo Sposito/Quatro Rodas) A primeira geração do Mercedes Classe C Coupé enfrentava um paradoxo no Brasil. Apesar de ser um modelo com apelo esportivo, sua única versão não AMG era a C 180, com um modesto 1.6 de 156 cv. A traseira, idêntica à do sedã, também não ajudava a conquistar o exigente cliente desse segmento. Essas duas características, felizmente, foram corrigidas na nova geração. É verdade que a marca ainda dispõe da versão 1.6, mas o C 250 Coupé Sport é a opção mais atraente para quem busca um Classe C de duas portas. A versão é vendida com um pacote único de equipamentos por R$ 267.900. O valor é R$ 68.000 mais caro que o C 250 sedã, que usa o mesmo 2.0 turbo de 211 cv com o novo câmbio automático de nove marchas. Painel idêntico ao do sedã inclui LCD sem tela touchscreen (Leo Sposito/Quatro Rodas) Só que, desta vez, o Classe C Coupé tem personalidade. As belas lanternas horizontais que marcam os novos cupês da marca se destacam de dia ou de noite. A dianteira mantém boa parte dos traços do sedã, mas inclui uma grade do radiador cromada com elementos no formato de diamante. Faz falta o mecanismo que leva o cinto de segurança aos passageiros dianteiros, indisponível no Brasil até como opcional (Leo Sposito/Quatro Rodas) O acesso inerentemente ruim aos bancos traseiros continua, ainda que os bancos dianteiros avancem eletricamente para abrir espaço para os dois passageiros traseiros. O espaço para quem vai atrás é razoável, mas a sensação de claustrofobia provocada pelos vidros laterais pequenos (e fixos) pode incomodar. Acesso ao banco traseiro exige malabarismos, como ocorre em todo cupê (Leo Sposito/Quatro Rodas) Isso não é um problema, já que o foco do modelo é atender com conforto duas pessoas. E, desta vez, o motorista terá tanto prazer quanto o passageiro, pois a dinâmica do C 250 é bem superior à do C 180. Nele não é necessário pressionar o acelerador até o assoalho a cada retomada. O eficiente câmbio automático convencional também agrada, com trocas rápidas que pouco devem a sistemas de dupla embreagem. Em qualquer um dos cinco modos de condução (Eco, Comfort, Sport, Sport+ e Individual) o conjunto responde rapidamente ao motorista. Na pista de testes, o C 250 Coupé foi mais de 1 segundo mais lento que os dados de fábrica, mas ainda assim cumpriu o 0 a 100 km/h em bons 7,9 segundos. Com start-stop e roda-livre, o modelo também entregou um bom consumo, com 11,0 km/l no ciclo urbano e 15,3 km/l no rodoviário. Bela traseira herdou elementos de estilo do Classe S Coupé (Leo Sposito/Quatro Rodas) A suspensão é levemente mais firme no Coupé, o que mitigou a sensação de flutuação ao passar por ondulações em alta velocidade. A calibração do conjunto independente nas quatro rodas, porém, ainda privilegia o conforto – mesmo com os duros pneus run-flat de perfil baixo. O pacote de equipamentos inclui o essencial para essa faixa de preço, com destaque para a câmera de ré e os dez sensores do sistema de estacionamento automático, úteis para manobrar o comprido (4,69 m) cupê. É fácil se acostumar com a posição mais baixa de dirigir, mas é preciso cuidado em trocas de faixa, já que não há alerta de veículos no ponto cego. Outro item que faz falta é o braço elétrico que leva o cinto de segurança até a mão de quem vai à frente. O C 250 Coupé não só é uma boa compra ao interessado em um modelo desse segmento como também a única: nem BMW nem Audi oferecem versão duas portas do Série 4 e A5. Felizmente, a Mercedes não se acomodou com essa situação e trouxe um C Coupé que anda tão rápido quanto a carroceria transparece. Aceleração de 0 a 100 km/h: 7,9 s Preço: R$ 267.900 O motor 2.0 combina com a proposta esportiva do C Coupé, mas o pacote de equipamentos poderia incluir mas itens para um modelo de quase R$ 270.000.
Fonte:
Quatro Rodas
Teste (com gasolina)
Aceleração de 0 a 1.000 m: 28,1 s – 195,7 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h: 3,1 s (em D)
Retomada de 60 a 100 km/h: 4,0 s (em D)
Retomada de 80 a 120 km/h: 4,8 s (em D)
Frenagens de 60/80/120 km/h a 0: 16,1/27,2/64,2 m
Consumo urbano: 11,1 km/l
Consumo rodoviário: 15,3 km/lFicha técnica – Mercedes-Benz C 250 Coupé
Motor: gas., diant., longit., 4 cil., 16V, 1.991 cm3; turbocompressor, injeção direta, 211 cv a 5.500 rpm, 35,7 mkgf de 1.200 a 4.000 rpm
Câmbio: automático, 9 marchas, tração traseira
Suspensão: duplo A (dianteira) / multilink (traseira)
Freios: discos ventilados (dianteira), discos sólidos (traseira)
Direção: elétrica; diâmetro de giro, 11,2 m
Rodas e pneus: 225/45 R18 (dianteira) / 245/40 R18 (traseira)
Dimensões: comprimento, 468,6 cm; altura, 140,5 cm; largura, 201,6 cm; entre-eixos, 284 cm; peso, 1.540 kg; tanque, 66 l; porta-malas, 400 l
Equipamentos de série: 7 airbags, controle de estabilidade, teto solar panorâmico, partida do motor por botão, faróis de led, câmera de réVeredicto:
Teste: Mercedes-Benz C 250 Coupé, força à altura do design
Mais Novidades
Ford faz recall de Ka e EcoSport: encosto do banco pode soltar em acidente
Ford Ka Freestyle 2019 (Christian Castanho/Quatro Rodas)A Ford anunciou nesta sexta-feira (6) um recall envolvendo unidades de EcoSport e Ka, hatch e sedã, por uma falha no mecanismo de reclinação manual do encosto dos bancos dianteiros.De acordo com a fabricante, durante o processo de fabricação dos bancos dianteiros, o mecanismo de reclinação manual do encosto dos bancos pode ter sido montado sem uma de suas três travas internas.Em caso de colisão, segundo a Ford, a ausência de uma...
Leia mais
Chevrolet Onix Joy muda de visual às vésperas da nova geração
Pacote Black inclui detalhes escurecidos na carroceria (Divulgação/Chevrolet)O Chevrolet Onix Joy finalmente está atualizado em relação ao restante da linha – ao menos enquanto não chega a nova geração. E QUATRO RODAS já havia antecipado essa mudança.O modelo de entrada tem “novos” faróis, para-choques, capô e lanternas. Os equipamentos de série continuam iguais: ar-condicionado, direção elétrica, além de travas e vidros elétricos.Visual é o mesmo que já existe nas...
Leia mais
Teste de produto: é possível tirar os riscos das peças em preto brilhante?
Acabamento black piano antes (esq.) e após a aplicação: adeus aos riscos (Paulo Bau/Quatro Rodas)Cada vez mais presente em veículos, o acabamento preto brilhante – chamado pelas fábricas de black piano – já se tornou estratégia das marcas para dar um ar de sofisticação aos lançamentos.O único problema é quando aparecem os indesejáveis riscos que deixam a peça opaca e sem vida. Neste caso, não há cera que consiga amenizá-los.Para isso, a Soft 99 trouxe do Japão o Nano...
Leia mais
Elétrico Honda e aposta em simpatia e simplicidade para agradar europeus
Honda e é 100% elétrico e será oficialmente lançado no Salão de Frankfurt (Divulgação/Honda)A Honda divulgou, nesta quinta-feira (5), as primeiras imagens do Honda e. O compacto elétrico da marca será apresentado oficialmente no Salão de Frankfurt, na Alemanha, que terá início na próxima semana.Segundo a fabricante, o veículo foi desenvolvido para o dia a dia na cidade. Como manda a categoria dos compactos, o carro é pequeno, mas visualmente bem diferente dos automóveis da...
Leia mais
Melhor Compra 2019: SUVs usados a partir de R$ 46.000
(Acervo/Quatro Rodas) (Acervo Quatro Rodas/Quatro Rodas)Todos os anos, QUATRO RODAS seleciona as melhores compras de cada segmento para você levar para casa o carro ideal. É o Melhor Compra.A seguir, os melhores SUVs usados. Eles estão separados em categorias: até R$ 50.000. Acima de R$ 50.000. Consideramos custos de peças, seguro e revisões:1 – Hyundai Tucson 2.0 GLS aut. 2016 – R$ 49.000– (Acervo/Quatro Rodas)O visual é antigo (é de 2005), mas vale pelo porte robusto, espaço...
Leia mais
Clássicos: Fiat Uno 1.5 R, o esportivo nacional mais acessível dos anos 80
Ele foi o carro oficial do GP Brasil de F-1 de 1987 (Christian Castanho/Quatro Rodas)Atualíssimo, o Fiat Uno chegou ao Brasil em agosto de 1984 e rapidamente ganhou o apelido de Botinha Ortopédica, em razão dos dois volumes bem definidos.Logo estreou uma versão esportiva, a SX, discreta no visual e desempenho: a máxima de 155 km/h e os 15,3 s para ir de 0 a 100 km/h catalisaram o desenvolvimento do lendário Uno 1.5 R.A brincadeira começou no departamento de competições da Fiat,...
Leia mais