Caso coloca em xeque a qualidade dos aços dos automóveis (Reprodução/Internet) Você pode nunca ter ouvido falar da Kobe Steel. É a terceira maior siderúrgica japonesa, com 112 anos de história. Uma empresa que fornece metais para gigantes da indústria, como fabricantes de automóveis, aviões e navios. Agora, a companhia teve os holofotes voltados para si mesma, por ter falsificado cobre, alumínio e aço que produz. A falsificação não foi do metal propriamente dito, mas de suas especificações de resistência. A Kobe Steel entregava um material de qualidade inferior como se fosse o produto prometido ao cliente. Seu departamento de qualidade emitia um certificado falso. Tais práticas teriam acontecido por cerca de 10 anos e se estendido a 13 produtos da empresa. Também há casos de lotes que não sofreram inspeção interna do controle de qualidade. No caso do aço, o metal não atendia normas estabelecidas pelo governo japonês, embora cumprisse os níveis de segurança. Mais de 500 empresas teriam sido afetadas. Entre elas estão Toyota e General Motors, Honda, Daimler, Nissan, Mitsubishi, Subaru, Kawasaki e Mazda. Estes diferentes tipos de aços podem não ter a resistência prometida (Divulgação/Volvo) De acordo com a Automotive News, os metais da Kobe Steel podem ter sido empregados em centenas de componentes, desde a carroceria até os blocos do motor, passando pela cinta metálica que estrutura os pneus. Ainda não é possível medir o impacto e a consequência desta fraude. Mas as fabricantes envolvidas estão investigando se seus produtos tiveram sua qualidade e durabilidade prejudicados pelos metais fora dos padrões. Toyota, Honda, Nissan, Mazda e Subaru confirmaram a segurança e a durabilidade de carros que usam as folhas de alumínio adulteradas da Kobe, mas ainda verificam essa questão quanto ao aço e outros metais fornecidos pela japonesa. Devido à grande extensão de uso dos produtos da Kobe Steel – inclusive em áreas que afetam a segurança de consumidores e passageiros – espera-se alguma demora para atestar a segurança total. A hipótese de recall não está descartada. Quem já sofre consequências é a Kobe Steel. Ações da empresa caíram quase 40% desde que admitiu a fraude. Suas clientes já buscam outros fornecedores e a Agência Europeia de Segurança da Aviação (Easa) recomendou que as fabricantes de aviões não usem materiais da Kobe até que sua legitimidade possa ser comprovada. O caso ainda deve induzir a indústria e as autoridades reguladoras do Japão a examinar se práticas similares estão ocorrendo em outras siderúrgicas. Pode sair daí mais um grande escândalo na indústria automotiva. Vale lembrar do mega recall dos airbags defeituosos da Takata e do escândalo das emissões no Grupo Volkswagen, que levou as agências europeias a encontrar manipulação de emissões, ainda que em menor escala, em outras fabricantes. A imprensa japonesa já questiona, inclusive, como casos como o da Kobe, o da Takata e o da Mitsubishi, que no ano passado admitiu fraude nos números de consumo de alguns carros, poderá manchar a imagem dos produtos japoneses no futuro.
Fonte:
Quatro Rodas
Falsificação de aço põe em xeque segurança de automóveis
Mais Novidades
Grandes Comparativos: Ford x VW nos tempos da Autolatina
Os 14 carros reunidos: a união entre Ford e Volks durou de 1987 a 1996 (Marco de Bari/Quatro Rodas)
Juntar forças para se tornar mais competitivo no mercado já era uma realidade na indústria automotiva em 1987.
Naquele ano, Volkswagen e Ford se uniram para criar a Autolatina, a fim de otimizar custos, dividir tecnologia e produzir automóveis gêmeos.
Porém a incompatibilidade de gênios das duas empresas provocou o fim da joint venture...
Leia mais
Segredo: novo Renault Sandero terá traseira exclusiva no Brasil
Dianteira do Sandero nacional será similar ao modelo sul-africano, mas por aqui os faróis poderão perder a guia em LEDs (Divulgação/Renault)
Em outubro algumas imagens confirmaram que a Renault adotaria integralmente a reestilização europeia/africana da dupla Sandero e Logan – incluindo mudanças discretas nos para-choques e faróis.
Novas imagens reveladas pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), porém, revelaram...
Leia mais
Futuro nacional, Toyota Yaris leva 5 estrelas em teste de colisão
Yaris testado na Ásia conquistou 5 estrelas para adultos e crianças (Reprodução/Youtube)
Posicionado entre o Etios e o Corolla, o Toyota Yaris será fabricado em Sorocaba (SP) a partir de 2018, nas versões hatch e sedã.
Na Ásia, onde a QUATRO RODAS já foi conhecer o futuro nacional, o três-volumes passou pelo teste de colisão.
Por lá, o Yaris recebeu 5 estrelas para proteção de adultos e crianças. No teste frontal, a região...
Leia mais
Reestilização deixa Jeep Cherokee com design mais conservador
Atualização visual dispensou faróis duplos do antigo Cherokee (Jeep/Divulgação)
Parece que o ousado visual do Jeep Cherokee não agradou tanta gente assim. A marca revelou a primeira reestilização da quarta geração do SUV, que o deixou mais conservador.
Os faróis separados das luzes diurnas foram substituídos por um conjunto mais convencional – que remete ao Chrysler 300. O desenho da dianteira também aproxima o Cherokee dos...
Leia mais
JAC Motors anuncia fábrica em Goiás para fazer T40 e outro SUV
Planta produzirá T40 e outro modelo ainda não definido (Christian Castanho/Quatro Rodas)
A JAC Motors pretende construir uma fábrica no estado de Goiás. O local do complexo industrial ainda não foi escolhido, mas a empresa adiantou que investirá R$ 200 milhões para erguer uma planta para fabricar 35 mil veículos por ano. A marca estima gerar 850 empregos diretos e indiretos.
O acordo foi formalizado pelo presidente da JAC Motors,...
Leia mais
Manutenção: quando trocar o amortecedor?
Bem cuidado, o amortecedor passa dos 100.000 Km (Divulgação/Internet)
Como é difícil definir a vida útil do amortecedor, o risco de ser enganado na sua troca é grande. Para ajudá-lo a não cair em armadilhas, confira abaixo as principais dúvidas que cercam esse item de segurança tão importante no carro.
Quando é hora de trocar?
Não dá para confiar em prazo por quilometragens, pois depende muito do piso por onde roda e do estilo...
Leia mais