Alavanca de câmbio do Challenger Hellcat; peça indica defeitos na transmissão (Divulgação/Dodge) Pense no número de vezes que você troca a marcha de um carro ao longo de um dia. Cada vez que você movimenta a alavanca há um desgaste em todo o conjunto, desde as engrenagens até a embreagem. Agora imagine isso repetido por anos. Defeitos no conjunto do câmbio com o passar do tempo são naturais e inevitáveis. O melhor que podemos fazer é ficar atento aos sinais de que algo não vai bem com a transmissão e agir de forma antecipada. Aqui vão algumas dicas para facilitar sua vida: A não ser que seu carro seja um Fiat e você esteja engatando a ré, não é normal escutar barulhos metálicos nas trocas de marcha. Se você pressionou a embreagem corretamente e a alavanca “arranhou” no engate da marcha, há alguma avaria dentro do câmbio. Ruído em uma marcha específica indica danos nos mecanismos dessa marcha, como o anel sincronizador desgastado. Essa peça diminui a velocidade de sua respectiva engrenagem para que haja acoplamento perfeito e com um mínimo de atrito. Anel sincronizador do Ford EcoSport 1.6 manual (Marco de Bari/Quatro Rodas) Também pode ser culpa do garfo que movimenta a engrenagem ou da luva de engate ou sinal de falta de óleo na transmissão. Ele pode, por exemplo, ter vazado por um rasgo na coifa da homocinética. Se você ouve um barulhinho vindo do câmbio e ele desaparece ao pisar na embreagem, o defeito pode estar no rolamento da embreagem. Sua função é empurrar o platô de embreagem e o barulho gerado acusa falta de lubrificação do componente. Por ser um componente blindado, a única solução é a troca do rolamento. Se isso não for feito, o componente logo perderá sua função e deixará o motorista incapaz de acionar a embreagem. O rolamento da transmissão pode fazer barulhos quando com defeito (Reprodução/Internet) É possível trocar apenas o rolamento, mas os fabricantes recomendam que seja feita a troca de todo o kit de embreagem junto, mesmo que não aparente defeitos. Você engata a marcha e arranca com o carro normalmente…. Até que a marcha escapa e a alavanca retorna para ponto morto. Se o câmbio não faz barulhos, é bem provável que o causador disso seja o trambulador. Trambulador é o mecanismo que envia para o câmbio o movimento que o motorista faz na alavanca. Sofre desgaste natural, mas esse desgaste pode ser mais rápido se você tem o vício de descansar a mão sobre a alavanca. Trambulador do Nissan Versa; peça dá defeito, mas conserto não sai caro (Silvio Gioia/Quatro Rodas) Há reparos para o trambulador da maioria dos carros, mas um conjunto novo fica longe de ser extremamente caro: costuma ser entre R$ 40 e R$ 200 (valor da peça), sem considerar os custos de mão de obra. Um dos sinais mais comuns de que a embreagem do carro está desgastada é a trepidação ao arrancar com o carro. É sinal de que o disco está desgastado, o que prejudica o acoplamento dele com o volante do motor. Platô e disco de embreagem do Volkswagen Fox (Marco de Bari/Quatro Rodas) Mas vale checar se os coxins de suporte do motor ainda funcionam como deveriam. Além de segurar o motor, os coxins filtram as vibrações geradas por ele. Mas perdem sua função quando estão desgastados ou ressecados. Você arranca com o carro e a alavanca de câmbio se movimenta? É um problema mais visível em carros com acionamento do câmbio por varão – uma barra metálica que leva o movimento da alavanca até o câmbio. Mas também se nota quando o comando é por cabos metálicos, o mais comum hoje. Coxim do câmbio do Chevrolet Onix (Marco de Bari/Quatro Rodas) O causador desse movimento é, provavelmente, o coxim do câmbio desgastado. Assim, acaba por permitir que o câmbio se movimente e esse movimento é transmitido para a alavanca.
Fonte:
Quatro Rodas
1 – A marcha arranha antes de engatar
2 – Há um grilo que some ao pisar na embreagem
3 – Marchas escapam
4 – Trepidação ao arrancar
5 – A alavanca se movimenta
Cinco sinais de que as coisas não vão bem com o câmbio manual
Mais Novidades
Qual é o consumo de combustível real de um Bugatti Chiron?
Superesportivo teve o consumo aferido pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA (Dominique Fraser/Quatro Rodas)
O Bugatti Chiron é daqueles carros extremos que só aparecem de vez em quando. Consegue combinar o luxo de um enorme sedã com o desempenho de um superesportivo. A culpa é do enorme W16 8.0 com quatro turbocompressores e 10 radiadores, que gera 1.500 cv e ?163,2 mkgf de torque.
Cavalo que anda é cavalo que bebe. E os 1.500...
Leia mais
Ford Ka ganha nova versão intermediária com ESP de série
Nova versão Tecno vem com controles de estabilidade e de tração (Ford/Divulgação)
Os Ford Ka e Ka+ ganharam três novas versões na linha 2018. O Ka agora tem duas novas configurações (S e Tecno, ambas com o motor 1.0 TiVCT), enquanto o Ka+ traz a configuração Advanced, disponível somente na motorização Sigma 1.5.
O Ka S assume o papel de porta de entrada do hatchback. Por R$ 44.030, a versão sai de fábrica com ar-condicionado,...
Leia mais
Polestar declara independência da Volvo com cupê de 608 cv
Parece um Volvo? A Polestar diz que 50% das peças do 1 são inéditas (Polestar/Divulgação)
A Polestar pode não ser tão badalada quanto a Mercedes-AMG e a Audi Sport, mas já é conhecida no mundo da preparação.
Famosa por lançar versões esportivas dos modelos Volvo, a empresa resolveu se emancipar e lançou seu primeiro automóvel de passeio desta nova fase.
O Polestar 1 é um belo cupê 2+2 (ou seja, com espaço para dois adultos...
Leia mais
Guia de usados: Volkswagen Amarok
Todas as versões da Amarok têm motor a diesel (Marco de Bari/Quatro Rodas)
A Volkswagen sempre foi conhecida pela dirigibilidade de seus modelos: direção precisa, freios comunicativos e respostas imediatas dos comandos sempre estiveram entre suas virtudes. E não foi diferente com a Amarok. Esqueça o rodar saltitante e barulhento dos utilitários: o conforto e a dirigibilidade da picape feita na Argentina são compatíveis com um bom...
Leia mais
Carros com start-stop exigem cuidado redobrado com velas
O Uno foi o primeiro modelo nacional a contar com a tecnologia start-stop (divulgação/Fiat)
Está cada vez maior o número de carros equipados com sistema start-stop no mercado brasileiro. A tecnologia, que desliga o motor do veículo toda vez que o carro está parado reduz o consumo de combustível e o nível de emissões de poluentes.
Entretanto, o start-stop pode gerar desgaste prematuro de algumas peças. Tudo porque o número médio...
Leia mais
Caminhão elétrico é uma das poucas novidades da Fenatran
Caminhão elétrico tem autonomia de até 200 km (Volkswagen/Divulgação)
Quem visitar a 21ª edição da Fenatran esperando ver muitas novidades pode se frustrar. As oito fabricantes que participam do evento no São Paulo Expo entre os dias 16 e 20 de outubro apostam nas séries especiais de modelos conhecidos em vez de investir em produtos totalmente novos.
MAN e Volkswagen:
A falta de novidades faz da nova linha Delivery a grande...
Leia mais