O Uno foi o primeiro modelo nacional a contar com a tecnologia start-stop (divulgação/Fiat) Está cada vez maior o número de carros equipados com sistema start-stop no mercado brasileiro. A tecnologia, que desliga o motor do veículo toda vez que o carro está parado reduz o consumo de combustível e o nível de emissões de poluentes. Entretanto, o start-stop pode gerar desgaste prematuro de algumas peças. Tudo porque o número médio de partidas por dia (que é de 5 a 10) aumenta em um veículo que tenha essa tecnologia – principalmente se o motorista enfrentar longos congestionamentos. Isso faz o sistema de ignição ser muito mais exigido, e aí aumentam as chances de ocorrer um problema. “A partida é um momento crítico para o sistema de ignição. Por isso, é necessário verificar as condições das velas, cabos e bobinas. Se algo não estiver operando corretamente, o motor poderá apresentar dificuldades para entrar em funcionamento”, afirma Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da NGK, empresa especializada em sistemas de ignição. No Fiat Argo, start-stop pode ser desativado por botão (Christian Castanho/Quatro Rodas) Mori alerta que nem sempre o motorista consegue identificar se há algum problema no funcionamento das velas de ignição. “Os motores atuais estão cada vez mais preparados para trabalhar em condições adversas, especialmente quando há início de falha. Quando o dono do carro percebe que há algo errado, é sinal de que isso já ocorre há algum tempo”. Velas com desgaste excessivo podem diminuir a vida útil de vários componentes do motor, como cabos, bobinas e catalisadores. A NGK recomenda inspecionar as velas a cada 10 mil quilômetros ou conforme orientação da fabricante do veículo. No entanto, há uma recomendação presente na maioria dos manuais de proprietário. O dono deve reduzir o plano pela metade se o veículo for submetido a condições severas de uso, como trânsito intenso diário. Assim, se a fabricante recomendar a troca das velas a cada 20.000?km, elas devem ser substituídas aos 10.000 km. Afinal, quando o veículo fica parado no congestionamento, o motor está funcionando, mas não há aumento de quilometragem. Trechos curtos, em que o motor trabalha frio, ou áreas com muita poluição, pó, fuligem ou terra também são consideradas condições de uso severo. Velas devem ser inspecionadas a cada 10.000 km ou de acordo com o manual do veículo (Silvio Gioia/Quatro Rodas) Dificuldade em dar a partida, falhas nas acelerações, vibrações excessivas no motor e aumento no consumo de combustível indicam que é bom verificar o estado das velas. Uma inspeção visual também pode dar a resposta: se a vela estiver com coloração marrom, cinza ou levemente amarelada, chegou a hora de trocar a peça. Vale ressaltar que é até possível trocar as velas do motor em casa, mas nem sempre é recomendável. Retirar e colocar as peças são operações simples que devem ser feitas com o motor frio, tomando cuidado apenas para não danificar as roscas no bloco do motor. É possível realizar a troca das velas por conta própria, desde que as especificações de fábrica sejam seguidas (Fernando Pires/Quatro Rodas) O mais importante: respeitar os tipos de vela, não fazer alterações de especificação ainda que as novas sejam compatíveis em tamanho, e utilizar um torquímetro ao fazer o aperto. O Fiat Uno foi o primeiro modelo nacional a sair de fábrica com sistema start-stop. Embora a maioria dos modelos equipados com este recurso pertençam a categorias superiores, o item já chegou aos segmentos de entrada. Atualmente, o Fiat Argo Drive 1.0 (R$ 46.800) é o modelo mais acessível do país equipado com este item. Versão de entrada do Argo é o modelo mais barato com start-stop (divulgação/Fiat)
Fonte:
Quatro Rodas
Fiat Uno foi o pioneiro, mas Argo é o mais barato
Carros com start-stop exigem cuidado redobrado com velas
Mais Novidades
14 FEV
Ford EcoSport 2019 tem nova versão mais barata para PcD
Versão para vendas diretas não tem rodas de liga ou maçanetas pintadas (Divulgação/Ford)
O Ford EcoSport passou a ter versão para vendas diretas na linha 2019. Até então, a Ford oferecia isenção de IPI e descontos na versão SE 1.5 AT em vendas para pessoas com deficiência. Agora, a a versão SE Direct 1.5 AT atende tanto frotistas como pessoas com deficiência.
Menos equipada, a nova versão SE Direct 1.5 AT também é mais...
Leia mais
14 FEV
Novo Mercedes Classe C estreia sem data para chegar ao Brasil
A parte de baixo do para-choque frontal e os elementos internos dos faróis são novos (Divulgação/Mercedes-Benz)
Para relembrar: esse é o Classe C atual (Divulgação/Quatro Rodas)
Algumas reestilizações dão um ótimo material para livros de sete erros. Tomemos como exemplo o novo Mercedes-Benz Classe C 2019. Nele mudaram para-choques, faróis, lanternas e até o painel de instrumentos. Mas, em um primeiro olhar, nem parece.
Na dianteira as...
Leia mais
Sete aplicativos que prometem resolver os problemas (do carro)
O app promete identificar qualquer problema mecânico ou elétrico (Engie/Divulgação)
Aplicativos como Uber e 99 facilitaram a vida das pessoas que não possuem – ou não querem usar – o próprio carro.
Mas alguns serviços digitais também prometem melhorar a vida e otimizar o tempo de quem não abre mão de dirigir.
Um deles é o Engie, que ajuda a encontrar uma oficina confiável e que pratique preços justos. Criado por Uri Levine, cofundador do...
Leia mais
14 FEV
Guia de usados: Ford Ranger
Este visual se manteve entre os modelos 2013 e 2016 (Marco de Bari/Quatro Rodas)
A Ranger sempre se destacou pela dirigibilidade semelhante à de um sedã. Não seria diferente com a segunda geração, de 2012, cheia de potência, conforto e equipamentos.
O destaque foi o motor Duratorq de cinco cilindros e turbina de geometria variável, então o mais potente da categoria (200 cv e 48 mkgf), formando ótimo conjunto com o câmbio automático (pela primeira...
Leia mais
Cullinan: esse é o nome do SUV que a Rolls-Royce está fazendo
O nome é em homenagem ao diamante Cullinan, considerado o mais puro do mundo (Divulgação/Quatro Rodas)
O visual do novo diamante da Rolls-Royce ainda não foi revelado. Mas a marca britânica finalmente confirma o que já tinha sido especulado a meses: seu nome.
O que era para ser utilizado apenas como o título do projeto de forma temporária acabou virando definitivo. E Cullinan virou nome oficial do novo “veículo de alto nível”,...
Leia mais
Autodefesa: VW Saveiro e Fox com problemas em consumo
Renato: troca de motor aos 8.000 km (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)
Já imaginou descobrir que o nível do óleo do seu automóvel baixa constantemente depois de rodar 2.000 km ou menos?
Esse é o drama vivido por proprietários de modelos da Volkswagem com o motor MSI 1.6 16V, lançado em agosto de 2015 e que equipa Gol, Fox, Saveiro e o novo Polo.
Entre os motores “beberrões” está o Fox Highline 2016 do empresário Thiago Resende,...
Leia mais