Versão Turbo chega no primeiro trimestre, por cerca de R$ 1 milhão (Divulgação/Porsche) Apesar da carroceria station wagon, não espere ver o Panamera Sport Turismo cumprindo apenas funções cotidianas. Esse layout mais familiar, na verdade, vai em busca de quem, à parte de conceitos racionais, simplesmente gosta mais de carros com esse jeitão. A linha alta a partir da coluna B faz com que esta versão ST tenha um perfil mais equilibrado em termos de design e proporção. O Panamera ST chegará ao Brasil no primeiro trimestre de 2018, inicialmente apenas na versão Turbo. Assim como no sedã, para-lama bombado e aerofólio ativo se destacam na traseira (Divulgação/Porsche) O preço não está definido, mas, de acordo com uma fonte ligada à filial brasileira, o mais provável é que siga muito próximo (ou igual) ao do sedã, R$ 990.000. “O mesmo vale para a lista de equipamentos”, diz nossa fonte. Em termos de conteúdo, aliás, a marca seguirá atuando nos mesmos moldes de hoje, permitindo a encomenda de veículos ultrapersonalizados (até a cor da costura do couro do volante pode ser escolhida). Nesses casos, a contrapartida é o tempo de espera: mais de 90 dias. Esqueça o longo e cadenciado arco do teto. Como convém a uma perua, o Sport Turismo tem uma queda abrupta, mas, ao contrário do que as linhas externas sugerem, a capacidade do porta-malas nem é tão maior: são 520 litros de volume interno, apenas 20 litros a mais que o do sedã. Na cabine, tela de alta definição, porta-copos retrátil e console retroiluminado (Divulgação/Porsche) A tampa é enorme e, por isso, é operada por um sistema eletro-hidráulico automático. Tanto a abertura quanto o fechamento são assistidos por sensores que, ao perceber algum tipo de resistência, cessam o movimento, evitando acidentes e danos à bagagem e à própria tampa traseira. Essa foi a parte familiar da peça, mas o destaque tem tudo a ver com performance. No topo, um aerofólio ativo aplica uma carga de 50 kg (a 300 km/h) – o mesmo que um saco de cimento – sobre o eixo traseiro, para grudar o carro ao solo. O dispositivo funciona de maneira automática, com ângulo variável, a partir de 170 km/h. Curiosidade: a (elogiada) segunda geração do sedã, apresentada em 2016, também teve o aerofólio ativo como um de seus maiores destaques. No banco traseiro há espaço e muito conforto para dois adultos – tem até ar digital -, mas um terceiro convidado viaja apertado (Divulgação/Porsche) O Panamera Sport Turismo terá duas opções de layout no banco traseiro. Uma com dois espaços individuais e outra com assento inteiriço que a Porsche chama de 2 + 1, ou seja, duas pessoas e mais um eventual (eventual mesmo) terceiro passageiro na apertada região central. Tecnológica, a cabine exibe o que há de mais avançado em termos de eletrônica embarcada. As telas, por exemplo, impressionam não apenas pela altíssima definição mas também pelo elevado nível de contraste. No console, nada a ver com o exagerado número de botões vistos na primeira geração do Panamera. As funções, diga-se, estão no mesmo lugar, mas ficam camufladas sob um painel retroiluminado sensível ao toque. Tela central tem 12,3 polegadas (Divulgação/Porsche) Assuma o posto de piloto do Panamera ST e redefina seu conceito de volante multifuncional. Além das borboletas de câmbio e da alavanca do piloto automático, ele abriga as teclas de ajuste do som, telefonia, GPS, computador de bordo e comandos de voz, com direito a duas práticas esferas multidirecionais que facilitam a navegação pelo vasto menu. E tem mais: um disco giratório permite a seleção dos modos de condução. Ative os mais bravos (Sport e Sport+), peça à família para apertar o cinto e descubra o lado B da perua. Câmbio PDK tem oito marchas (Divulgação/Porsche) Avaliado em pista fechada e também nas estradas de Vancouver, no Canadá, o Panamera ST cumpre o que promete. Tocado com gentileza, é um típico veículo familiar de luxo: confortável, previsível, dócil. Mas basta pisar fundo no acelerador para perceber na hora o que um V8 biturbo de 550 cv coordenado pela transmissão automatizada PDK de dupla embreagem e oito marchas é capaz de fazer. Claro que essa dupla não está sozinha. A mesma suspensão capaz de ninar o bebê, pode também engolir uma curva com apetite voraz. Toda de alumínio, com construção do tipo duplo A na dianteira e multilink na traseira, tem sistema de amortecimento ajustável a ar e eixo traseiro direcional. Ar digital posicionado aos passageiros no banco traseiro (Divulgação/Porsche) O elevado nível de assistência eletrônica oferece benefícios além da alta performance. Por exemplo: quando sensores detectam uma situação de manobra com elevado ângulo de esterço do volante, o eixo traseiro permite que as rodas virem também, reduzindo o raio de giro de 11,9 metros para 11,4 m. Sobre o desempenho, que tal máxima de 304 km/h e 0 a 100 km/h em 3,6 segundos? Excelente até para as famílias mais apressadas. Esqueça a racionalidade que costuma definir a compra de um veículo que servirá a família. O Panamera Sport Turismo é um esportivo puro-sangue, mas que também consegue levar as crianças para passear.
Fonte:
Quatro Rodas
Veredicto
FICHA TÉCNICA – Porsche Panamera Sport Turismo
Impressões: Porsche Panamera Sport Turismo, a perua dos sonhos
Mais Novidades
Ford faz recall de Ka e EcoSport: encosto do banco pode soltar em acidente
Ford Ka Freestyle 2019 (Christian Castanho/Quatro Rodas)A Ford anunciou nesta sexta-feira (6) um recall envolvendo unidades de EcoSport e Ka, hatch e sedã, por uma falha no mecanismo de reclinação manual do encosto dos bancos dianteiros.De acordo com a fabricante, durante o processo de fabricação dos bancos dianteiros, o mecanismo de reclinação manual do encosto dos bancos pode ter sido montado sem uma de suas três travas internas.Em caso de colisão, segundo a Ford, a ausência de uma...
Leia mais
Chevrolet Onix Joy muda de visual às vésperas da nova geração
Pacote Black inclui detalhes escurecidos na carroceria (Divulgação/Chevrolet)O Chevrolet Onix Joy finalmente está atualizado em relação ao restante da linha – ao menos enquanto não chega a nova geração. E QUATRO RODAS já havia antecipado essa mudança.O modelo de entrada tem “novos” faróis, para-choques, capô e lanternas. Os equipamentos de série continuam iguais: ar-condicionado, direção elétrica, além de travas e vidros elétricos.Visual é o mesmo que já existe nas...
Leia mais
Teste de produto: é possível tirar os riscos das peças em preto brilhante?
Acabamento black piano antes (esq.) e após a aplicação: adeus aos riscos (Paulo Bau/Quatro Rodas)Cada vez mais presente em veículos, o acabamento preto brilhante – chamado pelas fábricas de black piano – já se tornou estratégia das marcas para dar um ar de sofisticação aos lançamentos.O único problema é quando aparecem os indesejáveis riscos que deixam a peça opaca e sem vida. Neste caso, não há cera que consiga amenizá-los.Para isso, a Soft 99 trouxe do Japão o Nano...
Leia mais
Elétrico Honda e aposta em simpatia e simplicidade para agradar europeus
Honda e é 100% elétrico e será oficialmente lançado no Salão de Frankfurt (Divulgação/Honda)A Honda divulgou, nesta quinta-feira (5), as primeiras imagens do Honda e. O compacto elétrico da marca será apresentado oficialmente no Salão de Frankfurt, na Alemanha, que terá início na próxima semana.Segundo a fabricante, o veículo foi desenvolvido para o dia a dia na cidade. Como manda a categoria dos compactos, o carro é pequeno, mas visualmente bem diferente dos automóveis da...
Leia mais
Melhor Compra 2019: SUVs usados a partir de R$ 46.000
(Acervo/Quatro Rodas) (Acervo Quatro Rodas/Quatro Rodas)Todos os anos, QUATRO RODAS seleciona as melhores compras de cada segmento para você levar para casa o carro ideal. É o Melhor Compra.A seguir, os melhores SUVs usados. Eles estão separados em categorias: até R$ 50.000. Acima de R$ 50.000. Consideramos custos de peças, seguro e revisões:1 – Hyundai Tucson 2.0 GLS aut. 2016 – R$ 49.000– (Acervo/Quatro Rodas)O visual é antigo (é de 2005), mas vale pelo porte robusto, espaço...
Leia mais
Clássicos: Fiat Uno 1.5 R, o esportivo nacional mais acessível dos anos 80
Ele foi o carro oficial do GP Brasil de F-1 de 1987 (Christian Castanho/Quatro Rodas)Atualíssimo, o Fiat Uno chegou ao Brasil em agosto de 1984 e rapidamente ganhou o apelido de Botinha Ortopédica, em razão dos dois volumes bem definidos.Logo estreou uma versão esportiva, a SX, discreta no visual e desempenho: a máxima de 155 km/h e os 15,3 s para ir de 0 a 100 km/h catalisaram o desenvolvimento do lendário Uno 1.5 R.A brincadeira começou no departamento de competições da Fiat,...
Leia mais