O design do VW era exclusivo para o mercado brasileiro (Xico Buny/Quatro Rodas) Lançado em 1970, o cupê TL (Turismo Luxo) logo tornou-se um dos maiores sucessos da Volkswagen no Brasil. Desenvolvido por Marcio Lima Piancastelli e José Vicente “Jota” Novita Martins, o “modelo 107” foi o primeiro do departamento de estilo da VW, iniciativa do então presidente Rudolf Leiding. O TL era o terceiro e último membro da família 1600, apresentada em 1968 com o modelo homônimo (sedã de quatro portas) e complementada em 1969 com a 1600 Variant (perua). Eram equivalentes ao modelo Tipo 3 alemão, mas com um desenho exclusivo local. VW 1600 TL sem a tampa que abre o vidro, como na Variant (Xico Buny/Quatro Rodas) Inspirados no projeto EA97, descartado na Alemanha e aproveitado aqui. Sóbrio demais, o sedã de quatro portas 1600 acabou ofuscado pelos irmãos mais novos e por rivais mais bonitos, como o Ford Corcel. Deixou de ser produzido em 1971, após 38.028 unidades em pouco mais de dois anos. Apesar disso, continuou o favorito dos taxistas, graças à robustez, ao baixo custo operacional e à praticidade das duas portas extras. Já os outros dois, Variant e TL, mostravam que seguiram a trilha de sucesso do Fusca. Para manter o interesse do público, eles foram reestilizados em março de 1971. A enorme aceitação fez a Volkswagen antecipar a produção da linha 1972 para junho. Painel do VW 1600 TL era revestido em madeira (Xico Buny/Quatro Rodas) A maior novidade, porém, era o “modelo 109”, um TL de quatro portas. “Entre sem pedir licença”, dizia a publicidade da época, ratificando que a praticidade do sedã 1600 estava de volta em um formato mais belo e racional, capaz de agradar não apenas os taxistas como também as famílias em busca de melhor espaço interno. Esse critério funcional é facilmente compreendido quando comparamos o interior dos dois modelos: o caráter utilitário da Variant era reforçado pelo banco traseiro estreito e com encosto quase vertical. Essa configuração favorecia o volume do porta-malas possibilitado pela terceira porta, tornando a perua ideal para uma família com crianças pequenas. No centro do volante há um relógio como acessório (Xico Buny/Quatro Rodas) No caso do TL, acomodava três adultos atrás, que viajavam com maior conforto devido aos 5 cm a mais para as pernas e encosto traseiro em posição mais relaxada, diminuindo a chance de baterem com a cabeça no teto. A pequena dimensão das portas traseiras era compensada pelo bom ângulo de abertura. O maior conforto não prejudicava a capacidade de carga. Limitado pelas caixas de roda e pelo tanque, o porta-malas dianteiro comportava 267 litros. O traseiro levava 344 litros, beneficiando-se do bom aproveitamento deespaço proporcionado pelo ruidoso motor boxer a ar de 1,6 litro. O problema sonoro era agravado pela admissão dos carburadores e amplificado pela localização, logo atrás do banco traseiro. Lanternas do VW 1600 Tl eram as mesmas da Variant (Xico Buny/Quatro Rodas) Compacto, o motor era notável pelo alto torque e bom rendimento: “O consumo oscila entre 8 km/l na cidade e 12 na estrada”, conta Nicola Labate, dono do TL modelo 1972 que ilustra a reportagem. O comportamento dinâmico previsível era outra vantagem do TL: subesterçante, mas com tendência ao sobresterço no limite da aderência, quase neutro para um automóvel de tração traseira. A dirigibilidade era favorecida pela direção leve e precisa e pelo câmbio de quatro marchas, com engates curtos e rápidos. Entradas de ar laterais para admitir o ar do motor traseiro (Xico buny/Quatro Rodas) O modelo 1973 recebeu saídas de ar nas colunas traseiras e passou a ser oferecido em duas faixas de preço, chamadas informalmente “standard” e “luxo”, esta última facilmente identificada pelas lanternas traseiras duplas. Entre os opcionais, estavam pintura metálica e estofamento nas cores areia, castor e vermelho (além do tradicional preto). Mas a concorrência interna afetou o TL, com a espaçosa Brasília em 1973 e o moderno Passat em 1974. Mais rápido, veloz e estável, o novo VW refrigerado a água ganhou carroceria de quatro portas em 1975, encerrando de vez a carreira do TL. Motor: longitudinal, 4 cilindros, opostos, 1584 cm³, comando de válvulas simples no bloco, alimentação por dois carburadores Aceleração de 0 a 100 km/h: 20,9 s
Fonte:
Quatro Rodas
Ficha técnica – VW 1600 TL 4 portas
Potência: 65 cv a 4.600 rpm
Torque: 12,0 mkgf a 3.000 rpm
Câmbio: manual de 4 marchas, tração traseira
Dimensões: comprimento, 432 cm; largura, 168 cm; altura, 143 cm; entre-eixos, 240 cm Peso: 945 kg
Pneus: 165 x 38Teste QUATRO RODAS – julho de 1971
Velocidade máxima: 137,4 km/h
Consumo: 8,9 km/l (média)
Preço (junho de 1971): Cr$ 19.400
Preço (atualizado IGP-DI): R$ 89.000
Grandes Brasileiros: VW 1600 TL 4 portas
Mais Novidades
Hot Wheels em tamanho real fará Uber em São Paulo e Curitiba
– (Mattel/Divulgação)
Entre os dias 27 de setembro e 22 de outubro, usuários da Uber poderão ser surpreendidos por um BMW M3 customizado para parecer um carrinho da Hot Wheels.
A ação de marketing acontecerá em São Paulo (de 27 de setembro a 12 de outubro) e Curitiba (de 14 a 22 de outubro).
A parceria entre Uber e Hot Wheels irá disponibilizar aos passageiros jaquetas, luvas e capacetes para a interação dentro do sedã. O M3...
Leia mais
Volvo XC40 terá preços entre R$ 170 mil a R$ 220 mil
A Volvo optou por linhas ainda mais retilíneas no XC40. A coluna C em dois tons segue a tendência da indústria (Divulgação/Volvo)
A Volvo lançou nesta quinta (21) seu menor SUV da história. O inédito XC40 chegará ao Brasil em 2018 com porte de Jeep Compass e preço de Audi Q3. A marca posicionará o modelo na faixa de R$ 170 mil a R$ 220 mil, logo abaixo do XC60.
Por aqui a marca deverá oferecer só as versões turbo a gasolina,...
Leia mais
Hyundai Creta ganhará versão Sport em novembro
Versão Sport estará disponível nas lojas em novembro (Divulgação/Hyundai)
O Hyundai Creta ganhará a versão Sport a partir de novembro. Segundo a montadora, a nova configuração com ares de esportivo custará entre R$ 95 mil a R$ 98 mil – o que a posiciona entre as configurações Pulse Plus 1.6 e Prestige 2.0.
No design, as grandes mudanças da versão Sport ficam por conta do pacote Black Design. O kit inclui uma nova moldura...
Leia mais
Gol e Voyage vão ganhar mesmo câmbio automático do Jetta
Linha Gol sofreu aumento de até R$ 1.260 (Volkswagen/Divulgação)
O Up! será o único carro com câmbio automatizado da Volkswagen dentro de poucos meses. Gol e Voyage sairão deste rol, pois passarão a contar com câmbio automático convencional – aquele com conversor de torque.
Trata-se do mesmo câmbio Aisin de seis marchas com função Tiptronic que hoje é usado por Jetta, Golf e Audi A3 e que também estará no novo Polo 1.0...
Leia mais
Salão de elétricos tem teste de BMW i3, Twizy e XC90 Hybrid
Salão de Veículos elétricos tem entrada gratuita e está aberto até dia 23 (Isadora Carvalho/Quatro Rodas)
Os carros híbridos e elétricos representam cerca de 0,3% do total de veículos comercializados no Brasil. Mas há uma estimativa de que 40.000 elétricos estejam circulando no país em 2020.
A mesma projeção, da Agência Internacional de Energia, prevê que haverá 20 milhões de carros verdes em até três anos. Em 2030, 15% da...
Leia mais
Longa Duração: avaliação do Kicks em off-road e a última revisão
Kicks, em trecho off-road, no Parque dois Irmãos (RJ) (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
Não é novidade para ninguém: SUVs de entrada são muito mais recomendados para uso na cidade do que fora dela. Ainda assim, como utilitários que são, vez ou outra acabam visitando estradinhas de terra.
Aqui no Longa, é igual: assim como aconteceu com Honda HR-V e Jeep Renegade, dessa vez foi o Kicks que sujou os pneus fora do asfalto.
...
Leia mais