Novidades

10 OUT
Grandes Brasileiros: VW 1600 TL 4 portas

Grandes Brasileiros: VW 1600 TL 4 portas

O design do VW era exclusivo para o mercado brasileiro (Xico Buny/Quatro Rodas)

Lançado em 1970, o cupê TL (Turismo Luxo) logo tornou-se um dos maiores sucessos da Volkswagen no Brasil. Desenvolvido por Marcio Lima Piancastelli e José Vicente “Jota” Novita Martins, o “modelo 107” foi o primeiro do departamento de estilo da VW, iniciativa do então presidente Rudolf Leiding.

O TL era o terceiro e último membro da família 1600, apresentada em 1968 com o modelo homônimo (sedã de quatro portas) e complementada em 1969 com a 1600 Variant (perua). Eram equivalentes ao modelo Tipo 3 alemão, mas com um desenho exclusivo local.

VW 1600 TL sem a tampa que abre o vidro, como na Variant (Xico Buny/Quatro Rodas)

Inspirados no projeto EA97, descartado na Alemanha e aproveitado aqui. Sóbrio demais, o sedã de quatro portas 1600 acabou ofuscado pelos irmãos mais novos e por rivais mais bonitos, como o Ford Corcel.

Deixou de ser produzido em 1971, após 38.028 unidades em pouco mais de dois anos. Apesar disso, continuou o favorito dos taxistas, graças à robustez, ao baixo custo operacional e à praticidade das duas portas extras.

Já os outros dois, Variant e TL, mostravam que seguiram a trilha de sucesso do Fusca. Para manter o interesse do público, eles foram reestilizados em março de 1971. A enorme aceitação fez a Volkswagen antecipar a produção da linha 1972 para junho.

Painel do VW 1600 TL era revestido em madeira (Xico Buny/Quatro Rodas)

A maior novidade, porém, era o “modelo 109”, um TL de quatro portas. “Entre sem pedir licença”, dizia a publicidade da época, ratificando que a praticidade do sedã 1600 estava de volta em um formato mais belo e racional, capaz de agradar não apenas os taxistas como também as famílias em busca de melhor espaço interno.

Esse critério funcional é facilmente compreendido quando comparamos o interior dos dois modelos: o caráter utilitário da Variant era reforçado pelo banco traseiro estreito e com encosto quase vertical.

Essa configuração favorecia o volume do porta-malas possibilitado pela terceira porta, tornando a perua ideal para uma família com crianças pequenas.

No centro do volante há um relógio como acessório (Xico Buny/Quatro Rodas)

No caso do TL, acomodava três adultos atrás, que viajavam com maior conforto devido aos 5 cm a mais para as pernas e encosto traseiro em posição mais relaxada, diminuindo a chance de baterem com a cabeça no teto. A pequena dimensão das portas traseiras era compensada pelo bom ângulo de abertura.

O maior conforto não prejudicava a capacidade de carga. Limitado pelas caixas de roda e pelo tanque, o porta-malas dianteiro comportava 267 litros.

O traseiro levava 344 litros, beneficiando-se do bom aproveitamento deespaço proporcionado pelo ruidoso motor boxer a ar de 1,6 litro.

O problema sonoro era agravado pela admissão dos carburadores e amplificado pela localização, logo atrás do banco traseiro.

Lanternas do VW 1600 Tl eram as mesmas da Variant (Xico Buny/Quatro Rodas)

Compacto, o motor era notável pelo alto torque e bom rendimento: “O consumo oscila entre 8 km/l na cidade e 12 na estrada”, conta Nicola Labate, dono do TL modelo 1972 que ilustra a reportagem.

O comportamento dinâmico previsível era outra vantagem do TL: subesterçante, mas com tendência ao sobresterço no limite da aderência, quase neutro para um automóvel de tração traseira.

A dirigibilidade era favorecida pela direção leve e precisa e pelo câmbio de quatro marchas, com engates curtos e rápidos.

Entradas de ar laterais para admitir o ar do motor traseiro (Xico buny/Quatro Rodas)

O modelo 1973 recebeu saídas de ar nas colunas traseiras e passou a ser oferecido em duas faixas de preço, chamadas informalmente “standard” e “luxo”, esta última facilmente identificada pelas lanternas traseiras duplas.

Entre os opcionais, estavam pintura metálica e estofamento nas cores areia, castor e vermelho (além do tradicional preto).

Mas a concorrência interna afetou o TL, com a espaçosa Brasília em 1973 e o moderno Passat em 1974. Mais rápido, veloz e estável, o novo VW refrigerado a água ganhou carroceria de quatro portas em 1975, encerrando de vez a carreira do TL.

Ficha técnica – VW 1600 TL 4 portas

Motor: longitudinal, 4 cilindros, opostos, 1584 cm³, comando de válvulas simples no bloco, alimentação por dois carburadores
Potência: 65 cv a 4.600 rpm
Torque: 12,0 mkgf a 3.000 rpm
Câmbio: manual de 4 marchas, tração traseira
Dimensões: comprimento, 432 cm; largura, 168 cm; altura, 143 cm; entre-eixos, 240 cm Peso: 945 kg
Pneus: 165 x 38

 

Teste QUATRO RODAS – julho de 1971

Aceleração de 0 a 100 km/h: 20,9 s
Velocidade máxima: 137,4 km/h
Consumo: 8,9 km/l (média)
Preço (junho de 1971): Cr$ 19.400
Preço (atualizado IGP-DI): R$ 89.000

Fonte: Quatro Rodas

Mais Novidades

08 ABR

Sem preço, Gol, Voyage e Saveiro ganham linha 2020 com poucas mudanças

A Volkswagen apresentou nesta segunda-feira (8) a linha 2020 dos modelos, Gol, Saveiro e Voyage. Os veículos começam a chegar nas lojas no fim de abril, e os preços ainda não foram divulgados. As mudanças foram bastante discretas. Não há novidades estéticas nem mecânicas. Na versão Robust, a Saveiro ganhou um painel mais moderno – o mesmo usado nas outras configurações, mais caras. Hatch e sedã são oferecidos em versões únicas, com três motorizações: 1.0 de... Leia mais
08 ABR

Toyota libera 24 mil patentes de graça para carros elétricos e híbridos

Design controverso é a marca da quarta geração do Prius (Toyota/Divulgação)Conhecida pelo pioneirismo da tecnologia híbrida nos motores de seus carros — afinal, o Toyota Prius leva o título do primeiro carro híbrido produzido em série  —, a Toyota disponibilizará 24 mil patentes livres de direitos para ajudar a acelerar o desenvolvimento de novos veículos elétricos.A marca já oferece 5.680 patentes relacionadas aos sistemas de pilha de combustível de hidrogênio, desde... Leia mais
08 ABR

Instalação de radares nas rodovias federais em Goiás continua sem data prevista, diz Dnit

A instalação de novos radares fixos para fiscalização nas rodovias federais em Goiás continua suspensa e não tem data prevista, segundo a Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Segundo o órgão, “a instalação de novos sensores foi suspensa até a revisão e a atualização de critérios pelo Ministério da Infraestrutura, que serão baseados em estudos técnicos que já estão em andamento”. O G1 solicitou à... Leia mais
08 ABR

Longa Duração: cratera rasga pneu do VW Virtus. E para achar outro novo?

Danos nas laterais: condenação automática ao pneu do Virtus (Alexandre Battibugli/Quatro Rodas)Todo motorista sabe bem: verão e outono são os períodos do ano com mais armadilhas para os carros. Mais do que o alto risco de alagamentos, é preciso estar especialmente atento aos buracos entre os meses de dezembro a abril, que é quando caem chuvas torrenciais – e quando ainda se encontra resquícios desses temporais em nossas malhas rodoviárias. Mas há situações em que, além de... Leia mais
08 ABR

Seu carro já pode bloquear um celular e detectar motorista bêbado

Sistemas impedem motoristas de terem comportamento de risco ao volante (Otavio Silveira/Quatro Rodas)No futuro, os carros autônomos vão liberar o motorista para fazerem o que quiserem a bordo. Enquanto esse dia não chega, dispositivos de segurança instalados em automóveis vão controlar cada vez mais não só o comportamento do veículo, por meio dos recursos de controle de chassi (como controle de estabilidade e freios de emergência), mas também o do motorista.Sistemas inteligentes e... Leia mais
08 ABR

Por que alguns carros estão trocando correia dentada por corrente metálica

Fiat foi uma das fabricantes a adotar o uso de correntes metálicas nos motores Firefly (Silvio Goia/Quatro Rodas)A indústria experimenta ondas curiosas. As correntes metálicas de distribuição, abandonadas por parte dos fabricantes nos anos 70, voltam a ser usadas, mesmo em motores menores e segmentos de entrada, no lugar das correias dentadas. É o caso do Firefly de três cilindros da Fiat, e também da família SCe da Renault e também da Hilux diesel, que nas últimas versões passou a... Leia mais