Descubra o que vale a pena ser consertado no seu carro antes de vender (Filipe Campoi/Quatro Rodas) Chega a hora de vender o carro e uma dúvida costuma aparecer: é melhor passar o usado para frente do jeito que está ou compensa fazer pequenos consertos antes de procurar interessados? O objetivo, claro, é valorizar o bem e vendê-lo pelo maior possível. No caso, o ideal é gastar o mínimo possível para fazer brilhar os olhos dos interessados. “Vale a pena fazer pequenos investimentos, sim, mas apenas em detalhes estéticos que ajudarão a obter um melhor valor na hora da venda”, explica Amos Lee Harris Junior, CEO da Universidade Automotiva (UniAuto). Veja abaixo onde vale investir seu dinheiro para ter certeza de fazer um bom negócio. – (Filipe Campoi/Quatro Rodas) 1. Amassados e riscos Amassadinhos que não afetam a pintura devem ser consertados. O serviço é feito com ferramentas próprias como alavancas, bombas de sucção, martelos e pinos de aço, e conforme o caso não exige a necessidade de remover os forros de porta, teto ou porta-malas, o que barateia o custo. Com um valor de R$ 70 a R$ 400 (para um sedã médio), vale a pena mandar arrumar: além de melhorar a parte estética, o serviço é rápido – no máximo uma hora. No caso dos arranhões, um polimento (por menos de R$ 400) ou um retoque nos riscos (até R$ 500) pode resgatar sua aparência de novo. 2. Vazamentos de óleo Muita gente tem receio de reparar um vazamento antes de revender o carro com medo da conta da oficina. Mas é sempre recomendável fazer uma consulta ao mecânico, pois na maioria das vezes o conserto é simples e barato. – (Silvio Gioia/Quatro Rodas) E ainda pode poupá-lo do mico de alguém encontrar óleo pingando no chão durante a vistoria. Pense duas vezes antes de mandar lavar todo o motor: aspecto de limpeza exagerada nessa área pode sugerir que você quer camuflar um problema que não existe. 3. Sujeira externa e interna Alguns donos acham que só uma lavagem simples é suficiente para deixar a lataria bonita. Essa não é a hora de economizar, até porque esse custo é baixo. Certifique-se de que a limpeza será bem-feita nas rodas dianteiras, difíceis de lavar, e no interior, como carpetes, bancos, painel e portas. O custo da lavagem detalhada é de R$ 130 e R$ 200 para um carro médio. 4. Polimento e cristalização Mesmo que a carroceria não tenha riscos, um polimento dá vida a uma pintura sem brilho ou queimada de sol. Feito com politriz profissional, custa menos de R$ 400. Se ela estiver muito danificada ou manchada, a cristalização (ou espelhamento), processo no qual se aplica uma resina para corrigir imperfeições, pode ser uma boa solução. O serviço sai por cerca de R$ 500, mas dará ao seu automóvel a aparência de ser bem mais novo do que é. 5. Jogo de ferramentas Um detalhe que merece atenção é o kit, composto de macaco, chave de roda e triângulo de sinalização. A ausência de um desses itens causará má impressão a um comprador mais experiente, daqueles que abrem capô e porta-malas. E o melhor de tudo é que não é caro: o conjunto é vendido por uns R$ 70. Não se esqueça de dar a devida atenção ao estepe: deixe-o calibrado e faça uma limpeza, se estiver sujo. 6. Velas e cabos Se o motor tiver dificuldade de partida, falha na aceleração e perda de potência, é preciso verificar os dois itens, pois esses sintomas ficarão evidentes num test-drive. – (Silvio Gioia/Quatro Rodas) Se a questão for só o alto consumo de combustível, não afetará negativamente os interessados no seu veículo. Mas cá entre nós: você já deveria ter trocado enquanto usava o carro no dia adia, pois o custo não é alto: um jogo de velas e cabos para um popular fica em menos de R$ 300. 7. Suspensão Qualquer conserto aqui não é barato. Trocar só as buchas da suspensão de um sedã como um Honda Civic não sai por menos de R$ 1.000. Por isso, seja honesto com o interessado e diga o que precisa ser feito na suspensão. Em último caso, só substitua peças como amortecedores, molas, buchas, bandejas ou rolamentos se estiverem exageradamente desgastados, ruidoso sou defeituosos, o que no momento do test-drive poderá afastar o comprador. 8. Disco de freio e pastilha Como estamos falando de dois componentes que não afetam a parte estética do automóvel, você não precisa pensar em substituí-los. O par de pastilhas dianteiras para um modelo popular sai, em média, por R$ 90, fora a mão de obra. Logicamente, se eles estiverem demasiadamente gastos, a situação muda de figura, pois o atrito com a pastilha desgastada pode causar empenamento no disco e aí o prejuízo será ainda maior. 9. Pneus Um jogo de pneus é sempre caro: começa em R$ 650 e chega fácil, num sedã médio, a R$ 1.500. É um investimento que dificilmente você terá de volta na revenda. Além disso, uma boa parte dos interessados não se lembra de checar o estado dos pneus com atenção. No máximo, ofereça um desconto maior ao possível comprador para que ele tenha em mente que terá de fazer a troca mais tarde. 10. Óleos e fluidos Geralmente são itens que o novo proprietário costuma trocar depois da compra, além de não serem notados em uma inspeção visual. Nesse caso, só complete, pois um comprador mais cuidadoso pode perceber que o nível dos líquidos no reservatório está baixo e desconfiar de um possível vazamento ou de desleixo na manutenção. O serviço de revisão e troca dos fluidos costuma ser oferecido por cerca de R$ 500 em autorizada.
Fonte:
Quatro Rodas
Compensa fazer

Nao compensa


Veja os reparos que vale a pena fazer antes de vender o carro
Mais Novidades
24 MAI
Honda Civic Type R aparece em estranha versão picape no Reino Unido
A Honda do Reino Unido achou que o Civic Type R ficaria legal em uma versão picape e divulgou nesta quinta-feira (24) imagens de um conceito pra lá de bizarro, criado para um evento automotivo na Inglaterra. VÍDEO: Type R desbanca Golf em Nürburgring Basicamente, os engenheiros de Swindon, onde a Honda tem fábrica, pegaram um carro de pré-produção e tiraram praticamente tudo depois do chamado pilar B, aquele do meio do veículo. Mas eles tiveram o cuidado de manter o...
Leia mais
24 MAI
Grupos pedem investigação sobre Autopilot da Tesla: 'ilusório e enganoso'
Dois grupos norte-americanos de defesa do consumidor pediram à Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos que investigue o que eles chamam uso "ilusório e enganoso" do nome "Autopilot", da Tesla, por sua tecnologia de direção assistida. O Center for Auto Safety e o Consumer Watchdog, ambos grupos sem fins lucrativos, enviaram uma carta à comissão dizendo que os consumidores poderiam ser levados a pensar, com base no marketing e na publicidade da Tesla, que o piloto...
Leia mais
24 MAI
Impressões ao dirigir: Tesla Model 3, 100% elétrico e conectado
Preço parte de US$ 35.000. Na prática, porém, esse valor só existe no papel (Ulisses Cavalcante/Quatro Rodas)Eu, se fosse dono de posto de combustível, estaria preocupado com o futuro do meu negócio. Ganhar dinheiro com gasolina está cada vez mais difícil – menos de R$ 0,20 vão para o bolso do empresário a cada litro vendido.É pouco. Para deixar o caixa no azul, uma saída é instalar lojas de conveniência ou de serviços no fundo do terreno.Mas ainda assim elas dependem do...
Leia mais
24 MAI
EUA avaliam elevar tarifa de carro importado; marcas veem 'protecionismo'
O governo de Donald Trump nos Estados Unidos está considerando uma proposta para impor novas tarifas sobre veículos importados, invocando a lei de segurança nacional que foi usada para impor tarifas sobre alumínio e aço, disseram um funcionário da administração e três funcionários do setor, segundo a agência Reuters. "Haverá grandes novidades em breve para os nossos trabalhadores do setor automotivo. Depois de muitas décadas perdendo seus empregos para outros países, vocês...
Leia mais
23 MAI
Jipe TAC Stark com novidades: versão flex e automática
Linha 2018 do jipe brasileiro tem novidades (Christian Castanho/Quatro Rodas)A TAC Motors fabricante brasileira do jipe Stark tem planos de lançar uma nova versão do modelo com motor flex e câmbio automático, para se somar a atual equipada com motor diesel e câmbio manual.Esse anúncio não estava no roteiro do encontro promovido pela empresa com a imprensa, hoje de manhã, mas o diretor-presidente TAC Motors, Neimar Braga revelou esse objetivo durante o evento.Segundo ele, a novidade...
Leia mais
23 MAI
Teste de produto: revitalizador de faróis
Este é o nível máximo de embaçamento que o produto da Luxcar consegue recuperar. Mas, após a aplicação, o aspecto é outro (Paulo Bau/Quatro Rodas)É crucial ficar de olho no desgaste dos faróis, cuja superfície de policarbonato ou acrílico pode ficar opaca ou amarelada.Essa perda de transparência contribui significativamente para a redução da visibilidade do motorista e pode ofuscar quem vem no sentido oposto da via. Um produto que promete resolver esse embaço é o...
Leia mais