A C-10 foi uma das picapes mais bem sucedidas da história da Chevrolet (Xico Buny/Quatro Rodas) A Chevrolet está prestes a completar um século da produção de sua primeira picape. Lançada em 1918, a One-Ton não tinha luxos e cumpria muito bem seu papel: era um veículo feito para o trabalho e permitia ao seu proprietário personalizá-la da forma que lhe fosse mais conveniente. Desde então, muita coisa mudou. As picapes ficaram mais bonitas e refinadas, tornando-se cada vez mais parecidas com automóveis de passeio, especialmente quando o assunto é conforto. Reunimos a seguir algumas das picapes mais icônicas fabricadas pela General Motors nos Estados Unidos e no Brasil. One-Ton (1918) A One Ton podia ser personalizada ao gosto do cliente (Chevrolet/Divulgação) A primeira picape da história da Chevrolet seguia a configuração conhecida atualmente como chassi cabine. A ausência de uma caçamba com laterais facilitava a personalização, permitindo a instalação de uma caçamba, baú ou qualquer outro tipo de implemento. Simplicidade era a palavra de ordem da One-Ton, um veículo feito para o trabalho (Chevrolet/Divulgação) International Series LD (1929) A International Series foi a primeira picape vendida pela GM com cabine fechada (Chevrolet/Divulgação) A elegante International Series LD foi a primeira picape da Chevrolet a sair de fábrica com cabine fechada, ampliando as opções de personalização interna. O modelo marcou também o início da comercialização de veículos de diferentes cores externas. Half Ton (1938) A estilosa Half Ton foi a primeira criação assinada pelo centro de design da GM (Chevrolet/Divulgação) A Half Ton foi o primeiro projeto desenvolvido pelo então recém-criado departamento de Art and Color, posteriormente rebatizado de Design Center. Isso explica o desenho mais refinado para um veículo utilitário, que trazia uma bela grade frontal filetada e para-lamas salientes. Em inglês, half ton pode ser traduzido como Meia Tonelada. 3100/Chevrolet Brasil (1958) A 3100 ganhou o nome de Chevrolet Brasil por aqui (Aline Monteiro/Quatro Rodas) Lançada nos Estados Unidos em 1947, a 3100 é considerada por muitos como uma das picapes mais bonitas de todos os tempos. Por aqui, o modelo foi a primeira picape fabricada pela Chevrolet no país, na planta de São Caetano do Sul (SP). Até o nome foi alterado de 3100 para Brasil, trazendo um logotipo com o mapa do país. O antigo motor 3.8 de origem norte-americana logo foi substituído pelo 4.3 de seis cilindros em linha feito em São José dos Campos (SP). Antes de passar por uma reestilização em 1962, a Brasil deu origem a uma família formada por picape cabine dupla (Alvorada), perua (Amazona) e furgão (Corisco). El Camino (1959) Originalmente derivada do Impala, a El Camino tinha estilo e potência de sobra (Marco de Bari/Quatro Rodas) A Ford inovou o segmento de picapes ao lançar a Ranchero em 1959. Primeiro veículo utilitário derivado de um cupê, o carro unia o conforto de um automóvel com a praticidade da caçamba. A resposta da GM veio dois anos depois com a chegada da El Camino, uma bela versão picape do Impala. Além do design harmonioso, o carro tinha motorizações potentes: um seis-cilindros de 3,9 litros e os V8 de bloco pequeno (4,6 litros) e bloco grande (5,7). A suspensão com molas helicoidais e o câmbio automático deixavam claro que a El Camino havia nascido para o lazer. Esta unidade é de 1965, ano no qual a El Camino era baseada no Chevelle (Marco de Bari/Quatro Rodas) As gerações seguintes adotaram como base o cupê Chevelle e o Malibu, e chegaram a sair de fábrica com um motor V8 de 7,4 litros e incríveis 450 cv. A El Camino deixou de ser produzida em 1987, quando a maioria de seus antigos (e potenciais) clientes já havia migrado para picapes médias, como a S10. C-14 (1964) Nesta C-10 Chevy SL 1978, a decoração externa maquiava o desenho de 14 anos, como as faixas e rodas com calotas e sobrearo – espelhos retrovisores eram do Opala (Xico Buny/Quatro Rodas) Sucessora da Chevrolet Brasil, a C-14 (também conhecida como Série 10) surgiu em 1964. O design mais moderno tinha traços mais retos e imponentes. Já o motor era o mesmo 4.3 de seis cilindros em linha com 149 cv, empregado na linha Brasil desde 1958. Sua versão perua (conhecida pelo codinome C-1416) ganhou o nome de Veraneio, e rapidamente virou a escolha de famílias numerosas e de órgãos de segurança pública, principalmente a Polícia Militar. Dez anos após seu lançamento, a C-14 foi substituída pela C-10, que trazia apenas novas opções de chassi. A picape tinha suspensão independente na dianteira e eixo rígido com feixes de molas atrás. A tração era traseira e a capacidade de carga era de 750 kg. A C-10 só saiu de cena na metade dos anos 80, quando cedeu espaço para a nova Série 10/20. Chevy 500 (1983) A Chevy 500 foi um membro da grande família Chevette (Christian Castanho/Quatro Rodas) Picapes leves ainda nem eram tão populares no Brasil quando a Chevy 500 chegou às ruas. Baseada na plataforma da perua pequena Marajó, ela herdava a tração traseira do sedã Chevette, que garantia boa dirigibilidade em pisos escorregadios, mas prejudicava a acomodação da carga na caçamba por conta do piso elevado. Por falar em caçamba, a picapinha tinha uma capacidade declarada de 500 kg, embora fosse necessário descontar o peso de motorista e passageiro para calcular a quantidade exata de carga suportada. Capacidade de carga era de 500 kg, mas sem o motorista… (Christian Castanho/Quatro Rodas) A Chevy 500 tinha duas versões de acabamento (SE e SL), sendo que a mais luxuosa delas trazia ripas de madeira na caçamba. Câmbio de cinco marchas, rádio, ar quente, vidros verdes, temporizador e lavador elétrico do pára-brisa e ignição eletrônica eram opcionais. O avanço da concorrência nos anos 90 representou o fim da vida da Chevy 500, vendida em versão única DL desde 1991. A picape foi substituída em 1995 pela moderna Corsa Pick-Up. Série 10/20 (1985) A linha Série 10/20 tinha alguns elementos do Opala, como motorizações e faróis (Xico Buny/Quatro Rodas) A nova série 10/20 surgiu em maio de 1985 formada pelos modelos A-10/A-20, C-10/C-20 e D-10/D-20 e duas versões de acabamento (básica e Custom). A letra identificava o tipo de combustível: “A” para álcool, “D” para diesel e “C” para gasolina – este último sem uma justificativa lógica, mantendo apenas o padrão das antigas C-14 e C-10. O número referia-se à capacidade de carga aproximada em libras, que beirava as 1.000 libras (ou aproximadamente 600 kg) na Série 10 e 2.000 libras (1.100 kg) na Série 20 (2.000 libras). Seus 5,34 metros de comprimento levavam seis pessoas e muita carga (Xico Buny/Quatro Rodas) O estilo seguia as linhas das picapes norte-americanas, com linhas retas, para-brisa inclinado e conjunto óptico dianteiro herdado do Opala, que também cedia o seis-cilindros a álcool (A-10/A-20) e gasolina (C-10/C-20). A versão Custom oferecia pintura em dois tons, rodas esportivas e acabamento superior. A Veraneio foi renovada em 1989 e, no ano seguinte, surgia a Bonanza, uma versão encurtada da Veraneio com apenas duas portas. Ambas as carrocerias eram produzidas pela Brasinca, empresa que já oferecia estas transformações com os nomes de Mangalarga e Passo Fino. A série 10/20 saiu de cena em 1997, quando a Silverado foi lançada no país. S10 (1995) A S10 brasileira tinha faróis e grade diferentes dos da americana (François Calil/Quatro Rodas) A década de 90 foi uma das mais agitadas na história da Chevrolet. Entre os vários lançamentos, um deles inaugurou o segmento de picapes médias no país com a versão tupiniquim da S10. Nossa picape tinha algumas diferenças para a versão norte-americana, que era trazida por alguns importadores independentes naquela época. Uma das principais alterações era o desenho mais harmonioso da dianteira. Painel era considerado completo para um utilitário (François Calil/Quatro Rodas) Inicialmente disponível apenas com cabine simples, a S10 trazia um motor 2.2 de quatro-cilindros (106 cv e 19,2 mkgf) derivado do Omega – foi a primeira picape nacional com injeção eletrônica, ainda monoponto. Posteriormente viria um 2.5 turbodiesel de 95 cv e a opção de carroceria de cabine estendida com dois pequenos bancos dobráveis. A cabine simples transportava até 750 kg de carga (François Calil/Quatro Rodas) A Cabine Dupla viria em 1997 e seria uma das últimas grandes novidades da S10, com exceção da controversa reestilização realizada em 2002. Apenas em 2012 é que a picape ganhou uma nova geração. A Chevrolet, aliás, já confirmou que lançará uma série limitada e numerada em alusão aos 100 anos de produção de picapes, mas ainda não divulgou detalhes sobre a versão especial. Pick-Up Corsa (1995) Projeto brasileiro, a versão picape da Corsa surgiu em 1995 (Reprodução/Quatro Rodas) A Pick Up Corsa foi lançada em 1995 para ocupar o lugar deixado pela Chevy 500. Mas engana-se quem pensa que o modelo nasceu apenas para aproveitar o sucesso estrondoso do então recém-lançado Corsa. Seu projeto começou em 1992, quando a segunda geração do Corsa ainda estava em desenvolvimento na Europa. A picape estreou apenas na versão GL e com um inédito motor 1.6 EFI de 79 cv, que logo ganhou mais 13 cv com a adoção da injeção eletrônica multiponto (conhecida pela sigla MPFI dentro da Chevrolet). A capacidade de carga de 575 kg foi ampliada para 600 kg em 1998, mesmo ano do lançamento da série especial Champ 98, feita em alusão à Copa do Mundo de futebol disputada na França. O design esportivo ganhou fôlego após a reestilização realizada em 2000, acompanhando as alterações visuais da linha Corsa. As versões ST e Sport foram os últimos suspiros do modelo, aposentado após a chegada da Montana, em 2003. Silverado (1997) Silverado era moderna, mas não fez sucesso e teve vida curta no Brasil (Reprodução/Quatro Rodas) A Silverado já era um sucesso de vendas nos Estados Unidos quando desembarcou no Brasil em 1997. Apesar disso, a picape grande não conseguiu repetir o sucesso da antiga Série 10/20 e foi ofuscada pela concorrente Ford F-250. As motorizações eram 4.2 MWM Diesel e 4.1 MPFI – esta última a mesma adotada no antigo Omega. Apesar do design moderno (que se destacava pelos dois pares de faróis horizontais na dianteira), a Silverado. Nem a associação com a consagrada nomenclatura D20 foi suficiente para levantar suas vendas. Em 2002, a GM encerrou a produção de picapes de porte grande no Brasil, interrompendo a comercialização da Silverado no país. Montana (2003) A bela Montana fez muito sucesso junto aos jovens (Chevrolet/Divulgação) Muita gente considera a Corsa Pick Up uma das picapes pequenas mais bonitas já feitas pela Chevrolet no Brasil. Mas a escolha ficou um pouco mais difícil após a chegada da Montana. Assim como sua antecessora, ela é um projeto totalmente brasileiro baseado em um projeto europeu – neste caso, na segunda geração do Corsa hatch. O design esportivo lembra as Utes australianas (picapes derivadas de automóveis de passeio) e trouxe uma solução inédita no mercado brasileiro: o degrau na lateral da caçamba, conhecido como step side. Prático e bonito, o item acabou sendo adotado pela Volkswagen na terceira geração da Saveiro, apresentada em 2009. Caçamba alta e para-lamas “abaulados” eram elementos marcantes da Montana (Chevrolet/Divulgação) Inicialmente lançada apenas com motorização 1.8 Flexpower, a Montana ganhou em 2008 o motor 1.4 Econoflex originalmente empregado em vários modelos da GM, como o sedã compacto Prisma. Além da versão básica, havia duas configurações chamadas Sport e Off-Road, que, como os nomes sugerem, deixavam seu visual mais esportivo ou aventureiro. A primeira geração da Montana foi substituída em 2010 por uma picape baseada no finado Agile, a qual permanece sem grandes mudanças até hoje.
Fonte:
Quatro Rodas
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