O novo design faz o A5 parecer maior do que realmente é (Leo Sposito/Quatro Rodas) Racionalidade nunca foi a praia do Audi A5 Sportback. Além de ser até R$ 20.000 mais caro do que um A4, o cupê de quatro portas ainda é mais apertado no banco de trás devido à curvatura do teto. Mas ele tem um atributo incontestável para muitos clientes: a beleza. Nesta segunda geração, a Audi trabalhou para reforçar sua maior qualidade – e conseguiu deixá-lo ainda mais bonito. Assim como o TT, o novo A5 é uma evolução visual do antecessor. Na traseira, as lanternas mais horizontais, deram a impressão de que o A5 ficou mais largo (Leo Sposito/Quatro Rodas) Lembra um pouco o Tesla S olhando de frente, principalmente pelos vincos no capô e a grade hexagonal alargada. Atrás, as lanternas ficaram mais horizontais, reforçando a impressão de que o A5 está mais largo. Curioso é que ocorreu justamente o contrário: o modelo ficou 11 mm mais estreito e 5 mais baixo, crescendo só no comprimento (21 mm). Graças à nova plataforma, ainda assim o espaço interno aumentou 24 mm para os joelhos de quem vai atrás. O modelo cresceu 21 mm no comprimento (Leo Sposito/Quatro Rodas) O A5 Sportback será importado em quatro versões: Attraction (R$ 189.990), Ambiente (R$ 213.990), Ambition (R$ 239.990) e Ambition Plus (R$ 268.990). Some a isso duas variações do motor 2.0 TFSI (190 cv nas duas primeiras versões e 252 cv nas demais) e opções de tração dianteira ou integral (a partir da Ambition). A versão mais barata traz itens como ar digital (de uma zona só), bancos dianteiros elétricos, faróis xenon, lanternas de led, seletor de modos de condução, piloto automático, sensores de luz e chuva e rodas aro 17. O belo painel digital (chamado pela Audi de Virtual Cockpit) equipa o modelo a partir da versão Ambiente, assim como os bancos esportivos, GPS e rodas aro 18. O Virtual Cockpit equipa os modelos a partir da versão Ambiente (Leo Sposito/Quatro Rodas) A Audi nos cedeu para avaliação um exemplar da versão Ambition Plus recheado com todos os opcionais. Custando R$ 12.600, o pacote Assistance City vem com Pre Sense Rear (prepara o veículo para uma colisão traseira), Side Assist e alerta de saída de estacionamento. Enquanto o pacote Assistance Tour (R$ 14.600) inclui assistente de permanência na faixa de rolagem, alerta de saída para passageiros (acende uma luz de alerta e impede o destravamento das portas ao identificar a aproximação de outros veículos) e piloto automático adaptativo com condução semiautônoma (controla a velocidade do carro em engarrafamentos e faz curvas a até 65 km/h). Painel digital tem até GPS. Ar digital com três zonas de temperatura e câmbio automático de 7 marchas (Leo Sposito/Quatro Rodas) Se o A5 praticamente anda sozinho para a frente, recomenda-se cautela ao fazer manobras em marcha a ré, já que só quem comprar a versão Ambition Plus terá a assistência de apenas uma câmera traseira. O motor 2.0 TFSI brilhou na pista de testes. Precisou de apenas 5,6 segundos para ir de 0 a 100 km/h, abaixo dos 6 segundos informados pela própria Audi. Motor 2.0 TFSI de 252 cv brilhou na pista de testes (Leo Sposito/Quatro Rodas) O A5 também se mostrou bastante econômico, registrando médias de 11 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada – resultados praticamente idênticos aos do A4 com o mesmo motor de 252 cv, testado em setembro de 2016. Se dinheiro não for problema e você não tiver vergonha de ser observado onde quer que vá, vale a pena pagar mais pelo A5. Feito para quem quer design, o A5 ficou ainda mais atraente, firmando-se como uma alternativa menos discreta (e mais cara) ao A4.
Fonte:
Quatro Rodas
VEREDICTO
TESTE DE PISTA (GASOLINA) – AUDI A5 SPORTBACK
FICHA TÉCNICA – AUDI A5 SPORTBACK
Teste: Audi A5 Sportback, modelo na passarela
Mais Novidades
02 JAN
Longa Duração: rede Toyota erra rodízio de rodas no Prius durante revisão
Prius: o samurai do baixo consumo (Christian Castanho/Quatro Rodas)Há duas verdades incontestáveis sobre a rede de concessionárias Toyota: a primeira é que ela raramente erra na manutenção de revisão e a outra é que ela quase nunca acerta o rodízio de rodas.Vimos isso no Etios e no Corolla de Longa Duração (desmontados, respectivamente, em 2014 e 2015) e, agora, não está sendo diferente com o Prius.O híbrido acaba de passar pela terceira revisão e, em todas, as rodas tiveram que...
Leia mais
02 JAN
É possível colocar saída de ar no banco traseiro do VW Polo MPI e MSI?
A saída do ar-condicionado só está disponível no Polo equipado com motor turbo (Christian Castanho/Quatro Rodas)É possível instalar saída de ar na traseira em carros que não oferecem, como nas versões mais baratas do Polo?- Wagner José Aragão, Castanhal (PR)Possível é, mas não é recomendável. O Polo oferece esse recurso nas versões TSI.“A eventual adaptação dessa saída nos modelos que não trazem o recurso é tecnicamente possível. Mas trata-se de uma operação...
Leia mais
02 JAN
Placas do Mercosul e multa para ciclista: veja o que muda na lei de trânsito em 2019
As leis de trânsito passam por constante mudança no Brasil nos últimos anos e, para 2019, estão previstas novidades que não atingirão somente os carros e motos, mas também ciclistas e pedestres. Documentos digitais devem ficar cada vez mais comuns e um fim para a “novela” de implantação das novas placas de padrão Mercosul parece estar definido. IPVA 2019: guia por estado e no DFSeguro DPVAT 2019 tem redução média de 63,3% Para as motocicletas, está prevista a...
Leia mais
01 JAN
Clássicos: como Chevrolet Corvette Stingray se tornou ícone de desempenho
Os faróis escamoteáveis foram adotados de 1963 a 2004 (Christian Castanho/Quatro Rodas)Não há um fã de carros que não conheça o Chevrolet Corvette, que nasceu em 1953 como um pacato conversível inspirado em esportivos europeus.Denominada Stingray (arraia, em inglês), a segunda geração surgiu em 1963 para consolidar a reputação de alto desempenho e estabelecer os conceitos técnicos e de estilo mantidos até hoje.Sua história começa com o Corvette SS de 1957, desenvolvido pelo...
Leia mais
01 JAN
Ducati fabricou carros e até motor Ferrari antes de entrar no grupo VW
Protótipo DU 4 tinha chassi tubular e motor de 250 cc (Ducati/Divulgação)Antes de ser comprada pela Audi, do Grupo VW, em 2012, a tradicional fabricante italiana de motocicletas Ducati teve diversos momentos como construtora de automóveis.Fundada em 1926, na cidade de Borgo Panigale, subsdistrito de Bolonha, na Itália, começou suas atividades fabricando rádios. Seu nome de batismo era Socieatà Scientifica Radio Brevetti Ducati.A produção de motocicletas começou logo depois do final...
Leia mais
31 DEZ
Estamos vivendo um período de apostas
Estamos em meio a um furacão de mudanças, 2019 será um ano de indicadores para as montadoras, todas estão em volta da mesa de apostas, ninguém sabe muito bem se os carros serão híbridos, com ou sem hidrogênio, ou puramente elétricos. Algumas tecnologias estão se desenvolvendo, como a retirada de hidrogênio do etanol, sempre buscando eficiência, operacionalidade e sustentabilidade, todas dizem ser a solução, porem a maioria das grandes marcas estão diversificando seus...
Leia mais