Hiperesportivo tem motor V6 1.6 da Formula 1 (Ulisses Cavalcante/Quatro Rodas) Foi com a intenção de dar a sensação de pilotar um carro de corrida que surgiram clássicos como a Ferrari F40 e o McLaren F1. Esta também é a proposta por trás do Mercedes-AMG Project ONE, um hiperesportivo com motor da F-1 e mais quatro motores elétricos que, juntos, geram mais de 1000 cv. O Project ONE ainda está na fase de conceito e marca os 50 anos da AMG, divisão esportiva da Mercedes-Benz. Mas a versão final já está confirmada e terá produção limitada a 275 unidades. E todas já estariam vendidas. Além do aerofólio retrátil, há uma barbatana sobre o compartimento do motor (Ulisses Cavalcante/Quatro Rodas) O Project ONE está mais próximo dos monopostos da Formula 1 do que de um Mercedes-AMG GT S de rua. O motor a combustão usa a base do V6 1.6 litro do W08 F1 usado por Lewis Hamilton e Valtteri Bottas na atual temporada. Tem injeção direta e turbocompressor assistido eletricamente, além de comando de válvulas pneumático, mais rápido do que que o sistema por molas convencional. A vantagem está em poder trabalhar a até 11.000 rpm. É uma rotação elevada, mas abaixo dos 13.500 rpm que alcança nas pistas. Precaução da Mercedes: este motor usará gasolina premium comum e precisa durar mais do que algumas corridas. Conceito dará origem a um carro de produção com as mesmas características (Divulgação/Mercedes-Benz) Destaque até na F-1, o turbocompressor assistido eletricamente é uma atração a parte. As partes deste turbo ficam separadas. De um lado do motor está a caixa quente, alimentada pelos gases do coletor de escape. Do outro, interligada por um mancal, está a caixa fria, que comprime o ar frio para dentro do motor. Junto à caixa fria está um motor elétrico de 122 cv que tem a função de fazer o turbo girar a até 100.000 rpm, eliminando qualquer atraso nas respostas do V6. Também pode de gerar eletricidade através do fluxo dos gases de escape quando o motor não precisa de impulso extra. Conjunto mecânico combina quatro motores elétricos com um a gasolina (Divulgação/Mercedes-Benz) A energia gerada pode ir direto para o motor elétrico do KERS, conectado diretamente ao virabrequim e que gera 161 cv para dar impulso extra ao motor a gasolina, mas que também recupera energia nas desacelerações. Sobras de energia podem ir direto para o conjunto de baterias de íon de lítio de descarga rápida, instaladas no assoalho, entre os bancos e os pedais. Quem gerencia a força dos motores traseiros é um câmbio manual automatizado de oito marchas, que pode ser operado por alavanca ou por borboletas atrás do volante. Motores elétricos dianteiros são fixados no chassi e ligados às rodas por caixas de redução (Divulgação/Mercedes-Benz) Ainda há outros dois motores elétricos de 163 cv cada, instalados na dianteira. São ligados cada um a uma roda por meio de uma caixa de redução. A operação destes motores é independente e controlada pelo sistema de vetorização do torque, o que melhora o desempenho nas pistas. De acordo com a Mercedes, os motores dianteiros conseguem converter em eletricidade até 80% da energia liberada nas frenagens. E esta energia também é acumulada nas baterias, que permitem rodar até 25 km em modo 100% elétrico. Chassi monocoque é feito de fibra de carbono (Divulgação/Mercedes-Benz) De certa forma, o Project ONE é uma central elétrica. Mas isso tem lá suas vantagens: a eficiência térmica do motor a combustão combinado ao elétrico é de 40%. Em outras palavras, 40% do calor gerado pelo motor é convertido em energia mecânica, quando os melhores motores convencionais da atualidade alcançam entre 33 e 38%. A potência total é de 740 kW, ou 1006 cv.
Tudo isso se traduz em números de desempenho animadores. A Mercedes anuncia aceleração de 0 a 200 km/h em menos de 6 segundos e velocidade máxima que supera os 350 km/h. Por dentro, volante de F-1 e bancos que fazem parte do assoalho (Divulgação/Mercedes-Benz) O AMG Project ONE tem carroceria monocoque de fibra de carbono e muito do seu projeto tem relação com os carros da F-1. Motor e transmissão, por exemplo, suportam a carga da suspensão traseira do tipo pushrod. Na dianteira foi possível reproduzir o sistema de suspensão com braços triangulares e amortecedor inboard compartilhado entre as duas rodas. O interior também tem partes estruturais, como os assentos que, na verdade, fazem parte do assoalho do veículo. O posto de comando é semelhante ao dos carros da F-1, com direito a comandos concentrados no volante. Mas há ar-condicionado, lugar para apoiar o smartphone e duas telas para acompanhar as funções do veículo. As portas abrem-se para cima (Divulgação/Mercedes-Benz) Apesar de tudo, a fabricante alemã não trata seu futuro hiperesportivo apenas como um laboratório de tecnologia híbrida. Acredita que ele será completamente funcional para ser usado no dia a dia. Veremos isso logo, quando o Project ONE for transformado em um carro de produção.
Fonte:
Quatro Rodas
Mercedes-AMG Project ONE: motor de F-1 e 1006 cv livres nas ruas
Mais Novidades
Hyundai revela coluna C do novo HB20, e ela lembra a do Nissan Kicks
Faixa preta na coluna C integra vidros laterais e traseiro (Divulgação/Hyundai)Perto de lançar a profunda reestilização – tratada como nova geração – da família HB20, a Hyundai divulgou nesta segunda-feira (2) a primeira imagem sem camuflagem do hatch (e que também serve ao aventureiro HB20X).Trata-se da coluna C do modelo. Conforme QUATRO RODAS antecipou em sua mais recente projeção modelo, tal parte da carroceria contará com um aplique preto, integrando os vidros laterais ao...
Leia mais
Melhor Compra 2019: picapes usadas a partir de R$ 25.000
– (Arte/Quatro Rodas)Todos os anos, QUATRO RODAS seleciona as melhores compras de cada segmento para você levar para casa o carro ideal. É o Melhor Compra.A seguir, as melhores picapes usadas entre R$ 25.000 e R$ 135.000. Eles estão separados em categorias: leves até R$ 25.000; leves acima de R$ 25.000; médias cabine simples até R$ 50.000; médias cabine simples acima de R$ 50.000; médias cabine dupla até R$ 80.000; médias cabine dupla acima de R$ 80.000.Consideramos custos de...
Leia mais
Longa Duração: a primeira prova de fogo do Caoa Chery Tiggo 5X na estrada
Tiggo: com velocidade média de 110 km/h, autonomia comprovada de 600 km (Péricles Malheiros/Quatro Rodas)Tanque cheio e lá se foi o Tiggo 5X para a sua primeira grande incursão, atravessando os estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além do Distrito Federal.Ao volante, o editor de Longa Duração, Péricles Malheiros: “Dirigi sozinho, mas na volta trouxe cerca de 150 kg de bagagem. E foi no retorno que dei mais atenção ao consumo”, comentou.Tiggo 5X posa diante da Torre de TV...
Leia mais
Correio Técnico: a medição de consumo para o Inmetro usa qual gasolina?
A medição de consumo é feita em um dinamômetro de chassi (Divulgação/Chevrolet)Os números de consumo do Inmetro/Conpet do Honda Civic Touring são obtidos com gasolina premium?, Francisco Mendes, por e-mailNão, são feitos com gasolina comum, assim como todos os outros veículos. A norma técnica 6601 define todos os padrões que os combustíveis usados nas aferições devem atender. É verdade que alguns fabricantes recomendam o uso de combustível com maior número de octanas (como a...
Leia mais
Nova geração do Chevrolet Prisma se chama Onix Plus e tem motor de 116 cv
Versão brasileira será idêntica a fabricada na China (Divulgação/Chevrolet)Em abril, QUATRO RODAS adiantou que a nova geração do Chevrolet Prisma passaria a se chamar Onix. Agora, conseguimos esclarecer como será feita a diferenciação entre hatch e sedã: o três-volumes será chamado Onix Plus, e não Onix Sedan.Naquela ocasião, a Chevrolet justificou a nova estratégia pela força do nome Onix. O nome Prisma deverá sobreviver apenas na versão Joy. Resta confirmar, apenas, se...
Leia mais
Google pede remoção de barreiras regulatórias para carros autônomos nos EUA
A Waymo, unidade de automóveis autônomos Alphabet, empresa que controla o Google, pediu na quinta-feira (29) para a Administração Nacional de Segurança no Trânsito nas Rodovias (NHTSA) dos Estados Unidos a remoção das barreiras regulatórias para carros sem volantes e pedais de freio. Atualmente, as montadoras devem atender a quase 75 padrões de segurança para carros autônomos, muitos deles escritos sob a premissa de que um motorista está no comando do veículo usando os...
Leia mais