Novidades

22 JUL

Governo publica regras de programa que reduz jornada e corta salários

O governo federal publicou no "Diário Oficial da União" desta quarta-feira (22) as regras do Programa de Proteção ao Emprego (PPE), lançado no último dia 6 de julho. O plano reduz a jornada de trabalho e corta salários de funcionários de empresas em dificuldades financeiras.

As empresas interessadas em participar do programa podem se inscrever a partir de hoje até o dia 31 de dezembro.

Segundo o governo, o PPE foi criado com o objetivo de frear as demissões no país. Para participar, as empresas terão que atender aos critérios de um 'índice' de geração de empregos e precisarão esgotar primeiro a utilização do banco de horas e períodos de férias, inclusive coletivas.

O PPE permitirá a diminuição temporária de até 30% das horas de trabalho, com redução proporcional do salário pago pelo empregador, para empresas de todos os setores em dificuldades financeiras.

A diferença do salário será parcialmente compensada pelo governo, que vai pagar 50% da perda com o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Essa compensação está limitada a R$ 900,84, que corresponde a 65% do maior benefício do seguro-desemprego, em R$ 1.385,91. Os recursos serão repassados às empresas pela Caixa Econômica Federal.

Adesão
Para aderir ao programa, as empresas terão que comprovar com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), estar dentro de um indicador chamado Indicador Líquido de Emprego.

Esse índice será calculado levando em conta a diferença entre as admissões e os desligamentos acumulados nos últimos 12 meses, contados a partir do mês anterior ao da solicitação de adesão, sobre o total de funcionários da empresa. No resultado, o indicador não poderá ultrapassar 1% (positivo).

No exemplo fornecido pelo MTE, uma empresa que contrata 100 trabalhadores e demite outros 120 em um período de 12 meses teria uma geração negativa de 20 postos de trabalho. Dividindo esse número (-20) pelo estoque de mil trabalhadores, o indicador será -2%, habilitando a participação.

EFEITOS ESPERADOS DO PPE

Manutenção de cerca de 50 mil empregos com salário médio de R$ 2,2 mil.

Redução de gastos das empresas com demissões e contratações.

Redução dos custos da folha de pagamento em até 30%.

Corte de gastos com seguro-desemprego, layoffs e intermediação de mão de obra.

Custo estimado da medida está em torno de R$ 110 milhões em 2015.

Na prática, todas empresas que no período já tiverem demitido mais trabalhadores do que contratado estarão aptas a ingressarem no programa.

Mas pelas regras, uma empresa com 100 trabalhadores, que contratou 10 e demitiu 9 nos últimos 12 meses, também estaria apta a participar do programa.

Adesão mediante acordo coletivo
Para participar do programa, as empresas, em dificuldades econômico-financeiras terão também de esgotar primeiro a utilização do banco de horas e períodos de férias, inclusive coletivas.

Para aderir ao PPE, as empresas terão ainda que celebrar um acordo coletivo específico com os empregados, prevendo a redução de jornada e salário.

As empresas que aderirem ficam proibidas de dispensar, arbitrariamente ou sem justa causa, os funcionários que tiveram jornada reduzida enquanto durar a inscrição no programa e, após o término, pelo prazo equivalente a um terço do período de adesão.

Realidade desfavorável
Após a assinatura da regulamentação, em entrevista coletiva na terça-feira (21), o ministro do Trabalho reconheceu que a realidade econômica do país é desfavorável, mas mostrou otimismo.

“O Brasil vive um momento de dificuldade, mas entendemos que nós podemos superá-las com facilidade (...) Os indicativos da nossa economia, os investimentos programados para esse ano, tanto por parte do governo como por parte dos empresários, são locações de recursos altamente representativas”, afirmou Manoel Dias.

Presente à cerimônia de assinatura, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, elogiou a medida. “Tudo que possa proteger o nível de emprego vai ter o nosso apoio como entidade, como setor, porque nós entendemos que esse é o caminho. O caminho da empregabilidade é o caminho da recuperação do nível de confiança do consumidor e, portanto, do nível da atividade econômica”, disse.

Representando os trabalhadores, José Calixto Ramos afirmou o PPE tem o apoio das centrais sindicais e confederações. “Entre demitir sumariamente e reduzir um pouco, conforme está explicito no programa e nas regras para a entrada da empresa no programa, acho que é preferível nós darmos um passo atrás para depois tentarmos dar dois passos adiante (...). As centrais sindicais assim entenderam”, afirmou.

Regras
As empresas terão até o final do ano para aderir ao programa. Segundo o governo, o objetivo é manter os empregos e preservar o saldo do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) do trabalhador, preservando todos os benefícios trabalhistas, inclusive o seguro-desemprego. O período de validade para a utilização do programa não poderá ultrapassar 12 meses.

Estima-se que o programa vai gerar um custo de R$ 112,5 milhões em 2015 e preservar o emprego de 50 mil trabalhadores com salário médio de R$ 2,2 mil. Conforme o governo, a medida estimula a produtividade com o aumento da duração do vínculo trabalhista e fomenta a negociação coletiva.

O governo espera que as empresas gastem menos com demissões, contratações e treinamento, reduzindo os gastos da folha salarial em até 30%. O PPE é uma alternativa ao layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho para requalificação profissional), em que o trabalhador perde o vínculo empregatício.

Em junho, o Brasil fechou 111.199 vagas formais de trabalho, no pior resultado para o mês desde pelo menos 1992. No semestre, a demissão líquida chegou a 345.417 trabalhadores, segundo dados com ajuste do Caged.

Fonte: G1

Mais Novidades

11 JUN

Motorista em acidente fatal com Tesla não estava com mãos no volante

O motorista do carro da Tesla que estava com piloto automático ativado quando sofreu um acidente fatal nos Estados Unidos em março não estava com as mãos no volante seis segundos antes da colisão, disse o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA (NTSB, na sigla em inglês). Grupos pedem investigação sobre AutopilotTesla no Autopilot bateu em caminhão dos bombeiros O NTSB disse em relatório preliminar que o motorista de 38 anos, que morreu no hospital logo após... Leia mais
11 JUN

Dona da Mercedes-Benz mostra caminhão elétrico pesado com autonomia para 400 km

A Daimler lançou nesta semana um caminhão pesado totalmente elétrico e prometeu colocar o modelo em produção a partir de 2021, posicionando-se para desafiar concorrentes europeias e norte-americanas, incluindo novatas como a Tesla. Os compradores de caminhões preveem uma regulamentação global para reduzir a poluição de caminhões e veem vantagens nos custos menores com combustível e manutenção dos veículos elétricos. Mas uma mudança tecnológica da frota está longe... Leia mais
09 JUN

Yaris no Brasil, recall do Onix, Fat Bob avaliada e mais destaques da semana

Confira os destaques da semana em carros e motos: Yaris no Brasil Enfim, a Toyota lançou o Yaris no Brasil, em versões sedã e hatch. O modelo tem preços variando entre R$ 59.590 a R$ 79.990. Recall Chevrolet Devido ao risco de incêndio, 541.412 unidades de Onix, Prisma, Cobalt e Spin foram chamadas para reparo. O defeito está nos relês da caixa de fusível, que podem entrar em curto-circuito. Recall Fusion Por causa de uma falha em um parafuso, 32.140 mil... Leia mais
09 JUN

Decisão do STJ que permitiu reter carteira de motorista de devedor vale para todos os casos? Veja perguntas e respostas

A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) da última terça (5), que admitiu a retenção da carteira de motorista (CNH) de um devedor, para forçá-lo a quitar seu débito, gerou uma série de dúvidas sobre como a medida poderá ser aplicada em casos semelhantes. Na decisão, o STJ reconheceu o poder do juiz para aplicar medidas não previstas expressamente na lei e que vão além dos meios tradicionais para convencer uma pessoa a pagar a dívida. Para isso, os ministros se... Leia mais
08 JUN

Kawasaki Z900 RS chega ao Brasil em julho por R$ 48.990

A Kawasaki revelou o preço da Z900 RS, que foi apresentada no Salão Duas Rodas 2017, e chega às lojas em julho próximo. O modelo de visual retrô e comportamento esportivo custará R$ 48.990, trazendo controle de tração, freios ABS e embreagem deslizante assistida de série. A Z900 RS utiliza como base a Z900 atual, mas sua inspiração vem da Z1 dos anos 70, por isso o visual extremamente clássico. Com 948 cc e 4 cilindros, o motor rende 109 cavalos de potência a 8.500... Leia mais
08 JUN

Ford faz recall em 32.140 unidades do Fusion; volante pode se soltar

A Ford anunciou nesta sexta-feira (8) o recall do Fusion, modelos 2014 a 2018, por possibilidade de o volante se soltar. O chamado envolve 32.140 unidades do sedã e os proprietários devem procurar uma concessionária da empresa para o reparo gratuito, que deve levar cerca de 20 minutos. Veja os chassis envolvidos 2014 - de ER116259 até ER3824852015 - de FR100046 até FR2983562016 - de GR100433 até GR3711142017 - de HR120929 até HR3711942018 - de JR104638 até JR189324 De... Leia mais